segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Defesa deve ter mais dinheiro do que a Educação em 2021, diz jornal


O governo federal planeja reservar R$ 5,8 bilhões a mais do orçamento de 2021 para despesas com militares do que com a educação no País. A divisão dos recursos entre as pastas está com o ministro Paulo Guedes (Economia) e deve ser enviada ao Congresso até o fim de agosto. Caso seja confirmada, será a 1º vez em 10 anos que o Ministério da Defesa receberá mais dinheiro que o Ministério da Educação. A informação foi divulgada pelo Estado de S. Paulo, que teve acesso a proposta.
Segundo o jornal, a previsão é que a Defesa tenha um acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento de 2020, indo de R$ 73 bilhões para R$ 108,56 bilhões em 2021. Já a Educação deve ter uma queda, passando de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões no ano que vem.
Os valores, que não são corrigidos pela inflação, são referentes a todos os gastos das pastas, como pagamento de salários, compra de equipamento e projeto em andamento, entre eles, no caso dos militares, construções de submarinos nucleares e compra de aeronaves, no caso dos militares.
Na live semana realizada no Facebook, na 5ª feira passada (13.ago.2020), o presidente Jair Bolsonaro afirmou sofrer pressão para aumentar os recursos destinados às Forças Armadas. “Alguns chegam: ‘Pô, você é militar e esse ministério aí vai ser tratado dessa maneira?’ Aí tem de explicar. Para aumentar para o Fernando [Azevedo e Silva, ministro da Defesa] tem de tirar de outro lugar. A ideia de furar o teto [de gastos] existe, o pessoal debate, qual o problema?”, disse, fazendo referência à regra que limita aumentar despesas acima da inflação. Ele também disse, na live, que a Defesa pode ter “o menor orçamento da história”, diferente do que diz a proposta ao qual o Estadão teve acesso.
Os cortes nos recursos da Educação em 2021 já foi assunto no governo, em junho, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub enviou 1 ofício a Guedes dizendo que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pode não ser realizado no próximo ano por falta de verbas.

Um comentário:

  1. Bolsonaro ñ se interessa pela educação, pois sua única preocupação é alimentar sua base visando à reeleição em 2022 que eu desejo que ele não consiga. Corre um boato que a Semed parece que desistiu de reabrir às aulas em setembro, dá para desconfiar porque até agora não abriu licitação para comprar máscaras, álcool em gel e faceshields como o secretário Moacir falou na Câmara Municipal, se for verdade, é a decisão mais acertada, embora os estudantes perderão um ano, o que é um prejuízo, mas nesse momento reabrir às aulas pode redundar em muitos contaminados pelo coronavirus. E, qt as escolas, o prejuízo financeiro também é enorme, pois a administração tem pago em dia os salários dos servidores que estão em casa, além do repasse para as empresas terceirizadas cujo número de terceirizados é imenso.

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