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| FOTO: Mapa São Bento |
O Juízo da Comarca de São Bento condenou os réus Dorilene Lima Pacheco;
Paulo Gonçalo Castro Filho e Edilson Costa Arouche, pelo crime de roubo
seguido de morte (latrocínio) cometido contra a vítima Jairton Pacheco,
ex-companheiro de Dorilene. A sentença, assinada
pelo juiz Ivis Monteiro, titular da comarca, também absolve os acusados
Paulo Miranda e Joelma dos Santos da acusação de participação no
latrocínio.
Os acusados Dorilene Pacheco e Paulo Gonçalo, apontado como namorado de
Dorilene, foram condenados a 32 anos e um mês de prisão; e 26 anos e
três meses, ambos a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. O
acusado Edilson Arouche, executor, foi condeando
a 18 anos de prisão em regime fechado.
Consta no processo, que no dia 27 de fevereiro de 2018, por volta das
20h30, na cidade de São Bento, Dorilene Pacheco, Paulo Gonçalo e Edilson
Arouche, acordados entre si, teriam praticado violência mediante uso de
arma de fogo contra a vítima, resultando em
sua morte, para subtrair uma motocicleta.
Segundo o Ministério Público, que assina a acusação, Dorilene conviveu
maritalmente com a vítima durante dez anos, estando separados na data do
crime. De comum acordo, decidiram vender a casa que construíram ao
longo da convivência, por R$ 90 mil, e dividir
o dinheiro. “Com o valor já acertado para receber, Dorilene conluiu-se
com Paulo Gonçalo, com quem estava tendo um namoro, para tramarem a
morte de Jairton Pacheco, com o fim de roubar-lhe a metade que cabia a
este da venda do imóvel”, descreve. O acusado
Paulo Gonçalo teria contratado Edilson Arouche e Paulo Miranda para
executarem o assalto.
Consta ainda da denúncia que, no horário combinado, Dorilene,
acompanhada de Paulo Gonçalo, e a vítima Jairton Pacheco, seguiram para a
casa do comprador do imóvel, para receber o pagamento de R$ 90 mil, e
fazer a divisão dos valores; entretanto, não houve
o pagamento. O comprador teve problemas bancários e não conseguiu sacar
o dinheiro.
Na ida do casal à residência do comprador, Edilson Arouche e Paulo
Miranda, segundo o MP, já estariam de “tocaia” aguardando a saída da
vítima, para acompanhar e executar o roubo. “Os denunciados Dorilene e
Paulo Gonçalo não conseguiram avisar os também denunciados
Edilson Arouche e Paulo Miranda que não houve o pagamento do dinheiro.
Assim, dando prosseguimento ao plano criminoso, os denunciados, portando
arma de fogo, abordaram a vítima e, sem qualquer discussão, com o fim
de subtrair o dinheiro, deram um tiro no peito
da vítima, que morreu imediatamente no local”, assinada o MP.
Os acusados não encontraram dinheiro, mas aproveitaram para subtrair a
motocicleta da vítima, saindo em fuga rumo à cidade de Pinheiro, onde
foram presos. As prisões cautelares dos condenados foram mantidas, e
devem cumprir pena na Penitenciária de Pedrinhas,
em São Luís.

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