sexta-feira, 11 de março de 2022

Enquanto Bolsonaro diz que aumento dos combustíveis poderia “ter esperado um dia”, Moro fala o óbvio "é inaceitável"


Em solenidade realizada há pouco no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro “lamentou” o fato de a Petrobras ter anunciado ontem um mega-aumento no preço da gasolina, álcool e diesel.

Segundo o presidente da República, com a aprovação do projeto que estabelece um valor fixo para o ICMS sobre os combustíveis pelo Senado e Câmara, houve uma redução de R$ 0,60 no preço final da gasolina destinado ao consumidor final.

Para Bolsonaro, a estatal poderia ter esperado a aprovação do projeto antes de fazer o anúncio.

“Eu lamento apenas a Petrobras não ter esperado um dia a mais para anunciar esse reajuste. Mas parabéns à Câmara, ao Senado e aos nossos ministros que trabalharam nesse projeto”, declarou o presidente da República há pouco, durante o lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes.

Moro: "O aumento dos combustíveis é inaceitável"

    Sergio Moro (foto) condenou nesta sexta-feira (11) o reajuste no preço dos combustíveis anunciado ontem pela Petrobras. A decisão da estatal foi tomada em resposta à alta no valor do barril de petróleo provocada pelas sanções impostas à Rússia.

    O presidenciável do Podemos afirmou que o governo de Jair Bolsonaro tem responsabilidade, por perder o controle sobre o dólar.

  • "Esse aumento de combustíveis é inaceitável. O Governo deixou o dólar descontrolado no ano passado e agora, no momento de uma guerra, está paralisado. Tudo falta: refinarias, fertilizantes… Não tem ninguém pensando no país a longo prazo?”
  • Ontem, Jair Bolsonaro tentou se eximir de qualquer responsabilidade, dizendo que não define os preços. O governo discute um subsídio para tentar conter a alta.


  • Ontem, o Senado aprovou um fundo de estabilização para evitar que o aumento no preço do petróleo não seja repassado integralmente ao consumidor.


  • Com informações O Antagonista

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