Os depoimentos estavam previstos para esta terça (6)
O prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e a primeira-dama do município, Eva Curió, tiveram seus depoimentos ao Ministério Público do Maranhão (MPMA) adiados. O casal seria ouvido nesta terça-feira (6), mas as defesas pediram um prazo maior para leitura do processo. As oitivas deles agora estão previstas para a próxima sexta (9).
Paulo e Eva Curió chegaram a comparecer à sede do MPMA, onde estão sendo colhidos os depoimentos. Eles estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas após a Operação Tântalo II, que investiga desvios de mais de R$ 56 milhões na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia. Além do casal, foram presos ex-gestores, vereadores, empresários e servidores.
Segundo o MPMA, o restante do cronograma de oitivas permanece inalterado. Nesta quarta-feira (7), deverão ser ouvidos a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça e seu marido, o empresário Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva.
Já haviam comparecido na segunda-feira (6) seis investigados: Eustaquio Diego Fabiano Campos (médico), Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (pregoeira), Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (chefe do Setor de Compras), Wandson Jonath Barros (contador), Janaina Soares Lima (ex-vice-prefeita) e Marlon de Jesus Arouche Serrão (empresário).
Gerusa de Fátima, contudo, foi a única que respondeu a algumas perguntas, enquanto os demais optaram por permanecerem calados. O silêncio em interrogatórios é um direito constitucional garantido.
A operação responsável pela prisão de praticamente toda a administração municipal foi deflagrada no último dia 22 de dezembro. Segundo o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), responsável pela ação, há indícios dos crimes de formação de quadrilha, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
Os recursos desviados totalizam R$ 56.328.937,59. Com as prisões, a gestão de Turilândia está a cargo do presidente da Câmara Municipal, José Luiz Araújo Diniz. Ele cumpre prisão domiciliar com tornozeleira e só tem permissão para comparecer à Câmara com autorização judicial prévia.

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