A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã desta quarta-feira (08/04), a operação Recidiva, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário.
A ação foi conduzida pela Polícia Federal no Estado do Maranhão, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS), e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).
Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão
temporária nas cidades de São Luís/MA, Barreirinhas/MA, Tutóia/MA e
Parnaíba/PI.
A investigação constitui desdobramento da Operação Transmissão
Fraudulenta, deflagrada em 03/07/2025, que apurou a atuação de grupo criminoso
composto por contadores, responsável pela inserção de vínculos empregatícios
inexistentes no sistema “SEFIP/Conectividade Social” – utilizado para a
transmissão da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social
(GFIP) –, com o objetivo de viabilizar a concessão fraudulenta de benefícios
previdenciários.
Nesta fase, foram investigados intermediários responsáveis por cooptar os
“clientes”, bem como advogados que atuariam para viabilizar a concessão dos
benefícios.
De acordo com estimativas da Coordenação-Geral de Inteligência da
Previdência Social (CGINP), o prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios
já identificados é de aproximadamente R$ 4,6 milhões. A economia projetada com
a futura suspensão desses benefícios, considerando a expectativa de sobrevida
divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode
atingir valor equivalente.
Ao todo, 32 policiais federais cumpriram 8 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, com base em representação da Polícia Federal. Também foram deferidas medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e do bloqueio de valores dos investigados.
Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos
crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa,
falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade,
inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais.





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