quarta-feira, 15 de julho de 2026

Braide repudia matéria relacionada a mortes em Hospital da Criança; Mirante rebate

 

O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PSD, reagiu com indignação à reportagem da TV Mirante apontando que o Ministério Público do Maranhão (MPMA) e o Ministério da Saúde apuram denúncias de que o Hospital da Criança registrou 113 mortes em 2025 – 101 das quais teriam ocorrido dentro das três UTIs da unidade de saúde.

Seriam 62 mortes a mais do que em 2024.

O ex-gestor – que não foi citado da matéria, mas administrava a cidade em 2025 – não deu explicações sobre os fatos mencionados, mas considerou “canalhice” a divulgação.

“Mirante = Mentira. Lastimável ver uma emissora inventar tantas mentiras para beneficiar politicamente um candidato. Responderão na justiça por essa canalhice”, escreveu Braide, ao comentar um texto da coluna Estado Maior, do Imirante, no Instagram.

GRUPO MIRANTE REBATE

O Grupo Mirante divulgou nesta terça-feira (14) uma nota pública em resposta às críticas feitas pelo ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), que classificou como “canalhice” a reportagem da TV Mirante sobre denúncias envolvendo o Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos. No comunicado, a empresa reafirma seu “compromisso inegociável com o jornalismo sério e apurado” e sustenta que a cobertura trata de um tema de “inequívoco interesse público”.

Segundo a nota, o trabalho jornalístico foi construído com base em relatos de pais, depoimentos de funcionários da própria unidade hospitalar e documentos produzidos por órgãos como o Ministério Público, Defensoria Pública e o Ministério da Saúde, que, conforme o comunicado, realiza auditoria no hospital diante da gravidade das denúncias.

O Grupo Mirante também afirmou que a Prefeitura de São Luís foi procurada em todas as etapas da apuração, tendo sido assegurado o direito ao contraditório.

A empresa destaca ainda que, quando órgãos de controle instauram procedimentos para investigar possíveis irregularidades, cabe à imprensa apurar, contextualizar e informar a sociedade, especialmente em casos que envolvem a saúde pública e o atendimento de crianças pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Grupo Mirante afirmou por fim que, divergências fazem parte da democracia, mas ressalta que ataques ao trabalho da imprensa “não afastam a necessidade de que os fatos sejam apurados”. A nota também manifestou solidariedade às famílias que perderam seus filhos e reafirmou que o grupo continuará informando a sociedade “com independência e responsabilidade, sempre em defesa do interesse público”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário