O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (14) o fim do sigilo de processos relacionados à família do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), ao senador Weverton Rocha (PDT) e às investigações sobre o assassinato do empresário Joao Bosco, no chamado caso Tech Office.
Entre os documentos liberados está um que trata do afastamento cautelar e de uma operação de busca e apreensão contra o agente da Polícia Federal Edivar Rodrigues dos Santos. Também foram tornadas públicas petições relacionadas ao homicídio de Pacovan e às suspeitas levantadas pelos investigadores sobre possíveis conexões do crime com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Daniel Brandão.
Os processos ainda abordam a quebra do sigilo telefônico do senador Weverton Rocha, acusado pela Polícia Federal de envolvimento nos casos investigados. Outra ação liberada reúne diversos fatos relacionados, incluindo suspeitas envolvendo emendas parlamentares e obstrução de Justiça.
Na decisão, Dino afirmou que as investigações apontam conexão entre os episódios. Segundo o ministro, o homicídio praticado em 2022 teria decorrido de atos de corrupção e desencadeado ações destinadas a impedir ou dificultar o trabalho investigativo e a atuação do Poder Judiciário.
Ao todo, foram retiradas do sigilo 123 páginas de processos.
A medida foi tomada em meio à repercussão da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes para identificar fontes do jornalista maranhense Luís Pablo em reportagens sobre o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Flávio Dino.
Fonte: Blog Gilberto Léda

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