sábado, 15 de agosto de 2026

VÍDEO: Tiago Fernandes rebate Braide e alerta para promessas sem respaldo técnico na saúde

O candidato a deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, rebateu declarações de Eduardo Braide sobre a saúde pública do Maranhão e alertou para o risco de propostas eleitorais que, segundo ele, desconsideram a complexidade do atendimento de urgência e emergência. Em vídeo, Fernandes defendeu que o debate sobre o setor seja conduzido com responsabilidade, conhecimento técnico e informações claras para a população.

A manifestação ocorreu após Braide apresentar propostas para a saúde da Região Tocantina em frente ao hospital de alta complexidade inaugurado em dezembro do ano passado. Tiago chamou atenção para o fato de que simplesmente transformar uma unidade em hospital de “porta aberta” não significa garantir atendimento resolutivo aos pacientes mais graves. Para isso, segundo o ex-secretário, é indispensável uma rede de retaguarda com equipamentos, especialistas e fluxos de regulação capazes de atender casos de alta complexidade.

Como exemplo, Fernandes citou a própria realidade de São Luís. Os Socorrões 1 e 2 funcionam como unidades de urgência e emergência, mas não dispõem de salas de hemodinâmica para determinados procedimentos de alta complexidade em pacientes vítimas de infarto ou AVC. Nesses casos, é necessário encaminhamento, por meio da regulação, para unidades com estrutura especializada, como o Hospital Universitário e o Hospital Carlos Macieira.

O ex-secretário também contrapôs o discurso de Braide à estrutura da rede municipal implantada durante sua gestão na capital. Tiago lembrou que os hospitais entregues nas regiões do Itaqui-Bacanga, Coroadinho e Zona Rural não foram estruturados como grandes unidades de urgência e emergência com capacidade cirúrgica ampla. Para Fernandes, a experiência de São Luís demonstra que anunciar um hospital ou alterar sua classificação não resolve, isoladamente, os desafios de uma rede de saúde.

Na avaliação de Tiago, o atendimento de urgência precisa estar conectado a uma estrutura de alta complexidade, com profissionais especializados, equipamentos adequados, leitos de retaguarda e regulação eficiente. Sem esses elementos funcionando de maneira integrada, propostas de ampliar indiscriminadamente o modelo de “porta aberta” podem criar expectativas que a própria estrutura hospitalar não consegue atender.

Ao rebater Braide, Fernandes defendeu que propostas para a saúde sejam acompanhadas de explicações sobre como os serviços funcionarão na prática, quais procedimentos serão oferecidos e qual será a retaguarda disponível aos pacientes. Para o ex-secretário, especialmente em uma área que envolve vidas, o debate eleitoral não pode reduzir questões complexas a soluções aparentemente simples.

“A população merece informação correta e não promessa fácil”, resumiu Tiago Fernandes, reforçando que o debate sobre a saúde pública deve ser feito com responsabilidade técnica e transparência.



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