terça-feira, 29 de setembro de 2026

Governança na prática: decisões, gestão e resultados no TJMA


A governança está presente na forma como o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) planeja suas ações, toma decisões, articula suas áreas, avalia riscos e acompanha resultados. Institucionalizada no Tribunal pela Resolução-GP nº 68/2023, a Política e o Sistema de Governança Institucional vêm sendo fortalecidos ao longo dos últimos anos, com a incorporação de práticas voltadas ao aprimoramento da gestão.

Para a diretora-geral do TJMA, Ticiany Palácio, a governança contribui para aproximar a Alta Administração das diferentes áreas da instituição e qualificar o processo de tomada de decisão.

"A governança é fundamental para que o Tribunal possa tomar decisões de forma coordenada, responsável e alinhada aos seus objetivos institucionais. No TJMA, ela contribui para aproximar a Alta Administração das diferentes áreas da instituição, permitindo que as decisões sejam construídas a partir do diálogo, da participação e de informações que apoiem a gestão", afirmou.

É nesse contexto que a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) apresenta uma experiência concreta de aplicação da governança. O diretor da unidade, Cláudio Sampaio, fala sobre os desafios enfrentados, as mudanças implementadas e os resultados alcançados.

Confira na íntegra a seguir.

GOVERNANÇA NA PRÁTICA: A EXPERIÊNCIA DA DTIC

Se, no âmbito institucional, a governança organiza processos e aproxima as áreas da Administração, na DTIC ela também ganhou forma em estruturas, ferramentas e novas rotinas de trabalho.

A experiência da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação mostra como esse processo pode sair do campo das diretrizes e se transformar em uma prática permanente de gestão.

Qual era o desafio enfrentado pela Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação?

Cláudio Sampaio - "Sendo uma área estratégica para o funcionamento do TJMA, a DTIC precisava evoluir a forma como gerenciava seus projetos, contratos, atendimento ao usuário e controle orçamentário. O desafio principal era a falta de uma camada estratégica, de governança, que conectasse o planejamento à execução diária de maneira previsível e transparente."

O que foi feito para enfrentar esse desafio?

Cláudio Sampaio - "Para estruturar a governança, a atuação ocorreu em duas frentes: fortalecimento dos mecanismos de decisão e criação de uma estrutura técnica dedicada."

Cláudio Sampaio - "Primeiro, operacionalizamos e fortalecemos os comitês de Governança e de Gestão de TI, além de elaborarmos instrumentos estratégicos essenciais, como o Plano Diretor de TIC (PDTIC), garantindo total alinhamento às diretrizes do CNJ e aos objetivos do TJMA."

Como a estrutura da DTIC mudou nesse processo?

Cláudio Sampaio - "Do ponto de vista de pessoas e estrutura, começamos em 2022 de forma bastante enxuta: como não havia uma área própria para o tema, criamos um Núcleo de Governança com apenas dois servidores. Com a primeira fase da reestruturação da DTIC, evoluímos para a criação da Divisão de Governança e do Núcleo de Contratação, Contratos e Orçamento de TIC, somando hoje 12 servidores dedicados exclusivamente à governança e à gestão."

O que mudou na prática?

Cláudio Sampaio - "A governança estruturada transformou a TI do TJMA de uma área reativa para um setor altamente estratégico. Na prática, ela nos deu previsibilidade e controle sobre o que está sendo executado. Hoje, a tomada de decisão não é baseada em 'achismos', mas em dados e indicadores claros."

Quais resultados mostram essa evolução?

Cláudio Sampaio - "Com a governança estruturada e forte, permitiu uma gestão mais eficaz, com planejamento, execução e controle."

Um dos principais resultados apontados pela DTIC é a evolução do TJMA no Índice de Governança de TIC do CNJ (iGovTIC-JUD/CNJ): de 77,33 pontos em 2022 para 94,71 em 2026, em uma escala de até 100 pontos.

GOVERNANÇA E PESSOAS

A experiência da DTIC também evidencia que a governança não se resume à criação de estruturas e instrumentos. Ela depende da participação das equipes e da incorporação dessas práticas à rotina institucional.

Para a diretora-adjunta do Gabinete do Diretor-Geral, Mariana Clementino Brandão, é justamente no cotidiano que a governança se concretiza.

"Ela está presente quando uma unidade planeja suas ações, define prioridades, acompanha resultados, organiza seus processos de trabalho, administra riscos e busca tomar decisões com base em informações", disse.

Segundo Mariana, a disseminação dessas experiências também ajuda a aproximar o tema das pessoas que fazem parte do Tribunal.

"Uma iniciativa como essa permite mostrar que a governança já está presente em diferentes áreas do Tribunal e que pode ser percebida em experiências concretas. Ao conhecer essas histórias, as pessoas conseguem visualizar como conceitos como planejamento, gestão de riscos, integração, melhoria de processos e tomada de decisão se materializam no trabalho cotidiano", finalizou.

HISTÓRIAS QUE GERAM VALOR

A entrevista busca apresentar experiências desenvolvidas no Tribunal e mostrar, de forma concreta, como as práticas de governança contribuem para o aprimoramento da gestão, a tomada de decisões, a integração entre áreas e a geração de valor público.

A iniciativa parte de experiências reais para destacar os desafios enfrentados, as soluções construídas, a participação das equipes, os resultados alcançados e os aprendizados que podem contribuir para outras unidades do TJMA.

Judiciário condena Google a pagar R$ 5 milhões por notícias falsas

 

A pedido do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec-MA) o Judiciário condenou a empresa Google Brasil a pagar R$ 5 milhões de indenização por danos morais coletivos, por espalhar notícias falsas em vídeos sobre saúde, durante a pandemia.

O Ibedec-MA pediu o pagamento de indenização contra a Google, responsável por plataforma de vídeos YouTube, a criação de filtros preventivos de bloqueio, exigência de diplomas médicos para criadores de conteúdo e inserção de alertas ostensivos.

Na sentença, o juiz Douglas de Melo Martins (Vara de Assuntos Difusos e Coletivos de São Luís), recusou os pedidos para obrigar a empresa a criar mecanismos de censura prévia, verificar diplomas médicos, cadastrar criadores de conteúdo em órgãos de classe e curadoria preventiva de conteúdo, com base na Constituição Federal e em decisão do Supremo Tribunal Federal.

INFORMAÇÕES FALSAS

Segundo o Ibedec-MA, durante a pandemia, recebeu reclamações de consumidores sobre vídeos na plataforma YouTube, gerenciada pela Google, contendo informações falsas sobre "curas milagrosas", receitas caseiras e métodos de prevenção sem qualquer respaldo científico.

Esse conteúdo, divulgado por pessoas sem qualificação técnica ou habilitação em órgãos de saúde, tiveram milhões de visualizações e estimularam o abandono de tratamentos médicos convencionais, vulnerando a saúde pública e as normas protetivas do consumo.

De acordo com o órgão, o modelo de negócios da Google é pautado em algoritmos de engajamento e monetização publicitária, que fortalecem a difusão orgânica e em cascata de conteúdo nocivo, negligenciando diretrizes comunitárias de segurança e tirando proveito econômico da situação.

YOU TUBE

Dos 27 vídeos apontados na ação, a Google desativou e removeu 23 do YouTube, além de encerrar um canal, ao constatar desrespeito às diretrizes comunitárias, o que impediu a necessidade da sentença obrigar a exclusão quanto a esse conteúdo.

Na análise do caso, Douglas Martins considerou que a empresa recebe receitas bilionárias por meio de anúncios publicitários direcionados por algoritmos de engajamento, e se submete ao "regime de responsabilidade civil", decorrente do risco de sua atividade e ao dever de segurança pelo serviço prestado, conforme o Código do Consumidor.

Segundo o juiz, o dever de segurança encontra respaldo na literatura científica internacional, que documenta a grandeza e a gravidade dos danos que a omissão de plataformas digitais é capaz de produzir. "A omissão qualificada em agir com a diligência que lhe era exigível, mesmo diante de suas próprias políticas de segurança, caracteriza o defeito na prestação do serviço a que se refere o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, apto a configurar o ato ilícito ensejador da responsabilização civil coletiva", declarou.

TJMA libera eleição na Câmara de São Luís marcada para quinta-feira (1º)

 

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Ricardo Duailibe, suspendeu nesta segunda-feira (28) a decisão que impedia a Câmara Municipal de São Luís de realizar a eleição de sua Mesa Diretora para o biênio 2027–2028. Com isso, a sessão extraordinária marcada para quinta-feira (1º), às 9h, poderá ocorrer.

A eleição havia sido barrada por uma liminar da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, que suspendeu o edital de convocação após questionamentos apresentados por vereadores. A Câmara recorreu à Presidência do TJMA e argumentou que cabe à própria Casa organizar seu funcionamento e eleger seus dirigentes.

Na decisão, Duailibe afirmou que o Regimento Interno permite a realização de sessões extraordinárias em qualquer dia e horário. Ele também observou que a data escolhida está de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a eleição da Mesa para o segundo biênio deve ocorrer a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato.

Para o desembargador, manter a proibição poderia afetar a autonomia da Câmara e gerar insegurança sobre seus atos. Ele ressaltou, porém, que a decisão não declara válidos em definitivo o edital de convocação nem a emenda à Lei Orgânica questionada no processo. As alegações dos vereadores ainda poderão ser examinadas na ação principal.

MPMA participa de operação contra esquema nacional de sonegação fiscal em bebidas alcoólicas


O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf), participou, nesta quinta-feira, 24, da Operação Dionísio, coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf/MPAL).

A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em um esquema nacional de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e outras fraudes tributárias relacionadas ao setor de bebidas alcoólicas.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão. Nesta fase da investigação, são apuradas as condutas de 30 pessoas físicas e 42 pessoas jurídicas, suspeitas de envolvimento nas práticas criminosas investigadas.

De acordo com as investigações, empresas localizadas nos municípios de Maceió e Arapiraca, em Alagoas, acumulam aproximadamente R$ 190 milhões em débitos tributários.

ATUAÇÃO NO MARANHÃO

No Maranhão, a operação contou com a atuação integrada do Gaesf, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), além do apoio da Polícia Militar, da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão (PGE) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Durante o cumprimento das medidas judiciais no Maranhão, foram apreendidos bens que totalizam R$ 4.221.242,54, incluindo R$ 188.532,88 em espécie, além de 10 caminhões. Também foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e aparelhos celulares, materiais que deverão subsidiar o prosseguimento das investigações.

De acordo com o Gaesf, a atuação conjunta das instituições permitiu o cumprimento das medidas de busca e apreensão e a coleta de elementos que poderão contribuir para o esclarecimento da estrutura e do funcionamento do esquema investigado.

Lei de autoria do Vereador Prof. Pavão Filho aumenta limite em estacionamentos

 

A Câmara Municipal de São Luís promulgou a Lei nº 7.837/2026, de autoria do Vereador Prof. Pavão Filho, que altera a chamada Lei dos 30 Minutos (Lei nº 6.113/2016).

A nova legislação garante 25 minutos de gratuidade nos estacionamentos privados de São Luís, sem cobrança de taxas, tarifas ou valores similares durante esse período.

A medida busca garantir mais razoabilidade, transparência e proteção ao consumidor, especialmente para quem utiliza o estacionamento por poucos minutos para entregar documentos, buscar encomendas, efetuar pagamentos ou resolver demandas rápidas em hospitais, shopping centers, rodoviária, aeroporto e outros similares.

A iniciativa também contribui para uma mobilidade urbana mais organizada, conciliando a atividade dos estacionamentos privados com os direitos e as necessidades da população.

"25 minutos de gratuidade. Mais respeito ao consumidor!", reforçou o vereador.

Nova pesquisa IP Sensus atesta Fufuca eleito Senador no Maranhão


A nova rodada da pesquisa IP Sensus, divulgada neste fim de semana, mostra Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) com os maiores percentuais na disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal. O levantamento considera a soma das respostas de primeiro e segundo votos.


Roseana aparece com 22,1%, enquanto Fufuca registra 19,5%. Na sequência estão Weverton Rocha (PDT), com 13,1%, e Lahesio Bonfim (Novo), com 11,7%.

Eliziane Gama (PT) aparece com 9,2%, seguida por Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 8,1%. Simplício Araújo (DC) alcança 3,5%, Cidônio Gonçalves (PL) tem 2,3%, Raimundo Moreira (PCB), 1%, Enilton Rodrigues (PSOL), 0,4%, e Wilson Leite (PSTU), 0,3%. A lista de candidaturas ao Senado pelo Maranhão também consta em publicação da Agência Senado. 

Na comparação com a rodada anterior do próprio IP Sensus, divulgada em 20 de setembro, Roseana permanece em 22,1%, enquanto Fufuca passou de 18,6% para 19,5%. Weverton variou negativamente de 13,2% para 13,1%, Lahesio de 12,3% para 11,7%, Eliziane de 9,7% para 9,2% e Hilton permaneceu em 8,1%. A rodada anterior ouviu igualmente mil eleitores e apresentava margem de erro de 3,1 pontos percentuais. 

O Blog Eduardo Ericeira já publicou em diversas outras vezes que Fufuca é o candidato que mais cresce e com chances reais não só de se eleger, mas ser o Senador eleito mais votado no estado do Maranhão. As pesquisas mostram isso. 

https://www.blogeduardoericeira.com/2026/09/pesquisa-aponta-fufuca-como-futuro.html?m=1

https://www.blogeduardoericeira.com/2026/09/mais-uma-pesquisa-atesta-fufuca-eleito.html?m=1

https://www.blogeduardoericeira.com/2026/09/rumo-ao-senado-com-humilde-e-alegria.html?m=1

No levantamento mais recente, 3,1% das respostas foram para nenhum, branco ou nulo, enquanto 5,7% não souberam ou não responderam.

A pesquisa IP Sensus foi realizada entre os dias 23 e 27 de setembro de 2026, com 1.000 eleitores do Maranhão. A margem de erro informada é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Farol Pesquisa e Comunicação Ltda. e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-00523/2026. O cadastro público da pesquisa também registra esse período de campo e a amostra de mil entrevistas. 

TCE vai apurar desvio de recursos do Fundeb no valor de R$ 2,8 milhões em Lago Verde

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) decidiu converter em Tomada de Contas Especial a auditoria realizada no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) do Município de Lago Verde, referente ao exercício financeiro de 2024. O objetivo é verificar a legalidade e regularidade da aplicação dos recursos educacionais naquele município.

A decisão foi tomada na última sessão do Pleno, diante das conclusões da auditoria, que apontam para prejuízo ao erário no valor de R$ 2,8 milhões, referente ao pagamento de profissionais indevidamente enquadrados em uma das rubricas do Fundo.

De acordo com o relatório dos auditores do órgão, os autos registram a ocorrência de grave desvio de finalidade materializado no emprego do montante de R$ 2.800.079,95 (dois milhões, oitocentos mil, setenta e nove reais e noventa e cinco centavos) da parcela vinculada dos 70% do Fundeb para o custeio de pagamento de profissionais em cargos comissionados e agentes públicos cujas atribuições não tem vínculo com o magistério da educação básica “em manifesto desacordo com o art. 26 da Lei Federal nº 14.113/2020”.

As conclusões do relatório apontam para as condutas supostamente ilegais dos responsáveis Alex Cruz Almeida e Maria Elizabeth Telino de Oliveira, que consistiram na autorização e ordenação de despesas com pessoal em desacordo com as hipóteses legais de alocação de verbas do Fundeb, tanto quanto para a omissão do Controlador Geral Jorge Henrique de Figueredo Fernandes, pelo descumprimento do dever de fiscalização e controle interno.

“O nexo de causalidade entre as condutas e o resultado danoso ao erário encontra-se devidamente evidenciado na instrução técnica”, diz o voto do relator, Antonio Blecaute. A conversão imediata dos presentes autos em Tomada de Contas Especial é a medida processual estritamente adequada, postergando-se a apuração pormenorizada do débito, a citação formal para recolhimento e o eventual juízo sancionatório/punitivo para o âmbito do processo específico tomador de contas”, esclarece.