quinta-feira, 13 de agosto de 2026

MPMA e Polícia Civil realizam operação em quatro estados nesta quinta (13)

Objetivo é desarticular lideranças do Comando Vermelho

O Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo Operacional de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), realizam nesta quinta-feira, 13, uma operação simultânea nos estados do Maranhão, Rio de Janeiro, Pará e Mato Grosso.

O objetivo é desarticular lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, investigadas por envolvimento com tráfico de drogas, domínio territorial, violência e extorsão de prestadores de serviços, incluindo provedores de internet.


A operação prevê o cumprimento de 21 mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão, além de ordem judicial de bloqueio do valor aproximado de R$ 17 milhões.

No interior do Maranhão, um provedor de internet operado pela organização criminosa está sendo interditado. As medidas incluem a apreensão de veículos e bens, documentos e objetos de interesse para a investigação. Até o momento, quatro pessoas foram presas no estado.

No Rio de Janeiro, três suspeitos foram presos. Armamentos e uma caminhonete de luxo blindada foram apreendidos.

A operação permanece em andamento, com equipes atuando simultaneamente nos quatro estados. Mais informações e o balanço completo serão divulgados após a conclusão das diligências.

Decreto regulamenta escolha do fornecedor de energia por consumidores de baixa tensão

Outras medidas também assinadas pelo presidente da República nesta quarta-feira (12/8) regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e à captura e armazenamento de carbono O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira, 12 de agosto, quatro decretos que regulamentam medidas nos setores de energia e transição energética.

As normas tratam da abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, do marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono, das atividades de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS/CCUS) e do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). O decreto que regulamenta a abertura do mercado de energia elétrica estabelece as regras para que consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV) — como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais, indústrias de menor porte, hospitais e escolas — possam escolher livremente o fornecedor de energia elétrica.

De acordo com a Lei nº 15.269/2025, consumidores industriais e comerciais atendidos em baixa tensão poderão escolher de quem comprar energia a partir de 25 de novembro de 2027. Para os demais consumidores, incluindo os residenciais, a possibilidade estará disponível a partir de 25 de novembro de 2028. O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), incluindo os requisitos para formalizar a opção e a representação por agentes varejistas.

A regulamentação prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço. Até 31 de dezembro de 2030, a função de Supridor de Última Instância será exercida pelas distribuidoras de energia elétrica. Depois desse período, outros agentes poderão desempenhar a atividade, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A agência também será responsável por disciplinar a transição entre os ambientes regulado e livre, com regras sobre informação e proteção ao consumidor, comparação de ofertas e migração entre os modelos de contratação.

HIDROGÊNIO DE BAIXA EMISSÃO — Outro decreto assinado regulamenta a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. O normativo operacionaliza instrumentos de governança, certificação, incentivos fiscais e estímulo a investimentos, além de estabelecer as bases para o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC).

O decreto prevê a estruturação do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2), com a definição da governança e das atribuições da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O sistema também estabelece diretrizes para a certificação com base na análise do ciclo de vida, alinhadas às melhores práticas internacionais. A certificação tem como objetivo comprovar o desempenho ambiental do hidrogênio, especialmente em comparação com combustíveis ou insumos substitutos.

Com base em critérios técnicos e metodologias padronizadas, ela permite mensurar as emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do produto, desde a extração da matéria-prima até o consumo. Dessa forma, o SBCH2 amplia a transparência do mercado, facilita o comércio internacional, reduz assimetrias de informação e fortalece a confiança entre produtores, consumidores e órgãos reguladores.

O sistema também prevê mecanismos de rastreabilidade dos certificados e medidas para evitar dupla contagem das reduções de emissão, além de buscar compatibilidade com padrões internacionais de certificação. Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil tem potencial técnico para produzir até 1,8 gigatonelada de hidrogênio de baixa emissão de carbono por ano. Já foram apresentados mais de US$ 290 bilhões de investimentos privados em projetos anunciados em 18 estados brasileiros. Esses projetos estão em diferentes etapas de desenvolvimento, desde pesquisas e testes em escala piloto até iniciativas industriais em fase de análise de viabilidade técnica e econômica. Nesse contexto, o Plano de Trabalho Trienal 2023–2025 identificou 65 ações voltadas à consolidação da cadeia de hidrogênio de baixa emissão de carbono.

CAPTURA E ARMAZENAMENTO DE CARBONO — Outro decreto estabelece as condições para as atividades de captura, transporte por dutos e estocagem geológica de dióxido de carbono (CCS/CCUS) no Brasil. A norma regulamenta os artigos 26 a 29 da Lei nº 14.993/2024 (Lei do Combustível do Futuro), criando o marco regulatório para o desenvolvimento da atividade, com foco na segurança ambiental e operacional, na descarbonização da indústria e na expansão de tecnologias de baixo carbono.

O texto disciplina que as atividades dependerão de autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em duas etapas — pesquisa e avaliação da área de armazenamento e operação — e prevê regras para monitoramento e encerramento das atividades. Também determina que o MME, com apoio da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), elabore um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.

A regulamentação incentiva o compartilhamento de infraestrutura entre diferentes projetos, com regras de livre acesso, transparência e não discriminação, favorecendo a formação de hubs multiusuários. O decreto também reconhece diferentes rotas tecnológicas de captura e armazenamento de carbono e estabelece que o encerramento das operações somente poderá ocorrer após a comprovação da estabilidade do carbono armazenado, com monitoramento mínimo de 20 anos.

Com a medida, o Brasil passa a contar com um ambiente regulatório voltado à ampliação da segurança jurídica e da previsibilidade para investimentos em tecnologias de captura e armazenamento de carbono. O decreto contribui para o desenvolvimento de uma nova cadeia industrial de baixo carbono e apoiar a redução das emissões de gases de efeito estufa.

COMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL DE AVIAÇÃO — O quarto decreto regulamenta o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), previsto na Lei do Combustível do Futuro. A norma estabelece as regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo. Entre as medidas previstas estão a adoção de metas graduais de redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação doméstica, que terão início em 2027 e alcançarão 10% em 2037. O decreto também institui o Programa Nacional de Certificação do Combustível Sustentável de Aviação (Sustainable Aviation Fuel - SAF), com regras para certificação obrigatória do combustível produzido no Brasil ou importado, assegurando a rastreabilidade e a integridade ambiental do produto ao longo de toda a cadeia.

Outra medida é a criação do Certificado de Sustentabilidade do SAF (CS-SAF), baseado na metodologia Book & Claim, que permite negociar separadamente o atributo ambiental do combustível sustentável de aviação do seu volume físico. O mecanismo amplia a viabilidade logística do SAF, facilita sua utilização em aeroportos de todo o país e estabelece um sistema seguro para registro, rastreabilidade e comprovação das reduções de emissões. Com essa regulamentação, o Brasil torna-se o primeiro país do mundo a adotar o modelo Book & Claim como base de uma política pública para o setor.
O decreto também fortalece a segurança jurídica para o desenvolvimento do mercado brasileiro de SAF e alinha o país às principais iniciativas internacionais voltadas à descarbonização da aviação civil. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terão prazo de 240 dias para editar as normas complementares necessárias à operacionalização do programa.

A partir da norma, a produção nacional poderá alcançar 2,1 bilhões de litros por ano em 2030 e 3,6 bilhões de litros em 2035. Apenas o ProBioQAV tem potencial para evitar a emissão de mais de 8 milhões de toneladas de CO₂ ao longo de dez anos, enquanto a produção total de SAF poderá reduzir as emissões até 7,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

Com planejamento e resultados na gestão pública, Vinícius Ferro lança candidatura a deputado federal neste domingo (16)

Ex-secretário de Planejamento e Orçamento do Maranhão apresenta propostas para a Câmara Federal em grande ato político em São Luís

Iniciando o período oficial da campanha eleitoral de 2026, o candidato Vinícius Ferro (MDB) realizará o lançamento oficial de sua candidatura neste domingo, 16, a partir das 17h, no Spazzio Eventos, em São Luís. O ato político deve reunir lideranças e populares de dezenas de municípios e também servirá para consolidar o apoio à candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado.

Com o planejamento e a eficiência na gestão pública entre suas principais bandeiras, o candidato apresenta uma proposta baseada em resultados acumulados ao longo de mais de 15 anos de atuação no serviço público, defendendo que uma gestão eficiente, planejada e comprometida com as pessoas pode transformar vidas.

Natural de São Luís, Vinícius Ferro tem 38 anos, é casado com Nathalia e pai de Sofia e Gabriel. Filho de servidores públicos de carreira, afirma ter aprendido com os pais valores como ética, responsabilidade e compromisso com o interesse público. Formado em Contabilidade e pós-graduado em Gestão Pública, iniciou sua carreira na Secretaria de Esporte e Juventude, durante o governo Jackson Lago. Ao longo dos últimos 17 anos, ocupou funções estratégicas na área de planejamento, orçamento e políticas públicas do Maranhão.

Nos últimos três anos, atuou como secretário de Estado de Planejamento e Orçamento. Nesse período, segundo dados da gestão estadual, o Maranhão equilibrou as contas públicas, recebeu pela primeira vez na história a Nota A em capacidade de pagamento (Capag) e conquistou o primeiro lugar do Nordeste em Solidez Fiscal, além do segundo lugar no país.

Graças ao equilíbrio orçamentário alcançado durante sua gestão, foi criado o Programa Maranhão Livre da Fome, iniciativa de transferência de renda e capacitação profissional voltada à promoção da autonomia econômica das famílias maranhenses.

Quando foi secretário-adjunto de Desenvolvimento Social, também contribuiu para a expansão da rede de Restaurantes Populares e para a criação do Programa Mais Renda, que amplia oportunidades de geração de renda para milhares de famílias.

Na área da Saúde, contribuiu para a ampliação da Rede Estadual de Hemodiálise e para a distribuição de 350 mil óculos de grau, em um contexto de expansão dos investimentos públicos e privados no estado. Durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19, Vinícius também esteve à frente do Fundo Estadual de Saúde, gerindo os recursos destinados ao enfrentamento da crise sanitária.

Foi ainda durante sua atuação no governo que o Maranhão elaborou o Plano Maranhão 2050, projeto de planejamento de longo prazo voltado à construção de estratégias para um crescimento sustentável do estado nas próximas décadas.

“Eu entrei no serviço público muito jovem e, desde o início, tive a oportunidade de conhecer de perto a realidade das pessoas e entender como as decisões tomadas dentro do governo impactam diretamente a vida de cada uma delas. Foi essa experiência que me mostrou que gestão pública precisa ter planejamento, responsabilidade e, principalmente, capacidade de transformar boas ideias em resultados concretos”, afirma o candidato.


Agora, Vinícius quer levar essa experiência para a Câmara Federal, em Brasília. Como deputado federal, afirma que terá como prioridade trabalhar pela destinação de recursos e pela articulação de projetos importantes para o Maranhão, especialmente nas áreas de saúde, geração de empregos, infraestrutura e desenvolvimento social.

“Quero colocar minha experiência de gestão a serviço do Maranhão. Sei como funciona o planejamento, como organizar prioridades e como transformar recursos em políticas públicas que chegam à ponta. É isso que pretendo fazer em Brasília: buscar investimentos, abrir portas e trabalhar para que os municípios maranhenses tenham mais condições de avançar”, afirma.

Sobre o apoio à candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado, Vinícius destaca a experiência do ex-secretário de Estado de Assuntos Municipalistas e sua relação com os municípios maranhenses.

“Orleans demonstrou ser um gestor comprometido, conhecedor da realidade do Maranhão e capaz de compreender as necessidades dos municípios. Seu trabalho aproximou o Governo do Estado das prefeituras e fortaleceu o municipalismo, colocando as demandas dos 217 municípios no centro da discussão. Hoje, o Estado está presente em todos os municípios do Maranhão com obras e serviços, graças ao trabalho de Orleans junto ao governador Carlos Brandão”, reconhece.

PopRuaJud participa de ação pioneira no Hospital Nina Rodrigues

Esta é a primeira vez que uma ação voltada à atualização documental e acesso aos benefícios é realizada para que os pacientes possam se reintegrar à sociedade

Dando continuidade às ações do projeto interinstitucional voltado à atualização documental e ao acesso a benefícios previdenciários e assistenciais para pacientes do Hospital Nina Rodrigues e moradores do Serviço de Residência, o Comitê PopRuaJud do Tribunal de Justiça do Maranhão realizou nesta quarta-feira (12/8), mais uma ação. Foram atendidos na atividade, 24 pacientes do Nina Rodrigues e três do Serviço de Residência.

A coordenadora-geral do Comitê PopRuaJud (MA), desembargadora Graça Amorim, comentou que o objetivo da ação é trazer os direitos para essa parcela da população desinstitucionalizada.

"Estamos fazendo um trabalho preventivo, tentando identificar as necessidades, demandas dessas pessoas. Estamos aqui, em parceria com várias instituições, com o objetivo de oferecer os serviços que se fazem necessários, que resultem em visibilidade a essa parcela da população", explicou.

O coordenador executivo do Comitê, juiz Douglas de Melo Martins, disse que essa ação é muito importante porque muitos pacientes já estão em condição de alta, portanto, falta o essencial que é a documentação, benefícios assistenciais que podem facilitar o caminho de volta para casa.

"Para que essas pessoas saiam, não basta que elas tenham alta, é importante que elas tenham para onde ir. E com esse trabalho que estamos fazendo, muitas delas não têm documentos, não estão incluídas no CadÚnico, não têm um benefício assistencial ou previdenciário, e tudo isso nós vamos conseguir aqui", comentou.

"Nós estamos vindo pela primeira vez nessa unidade para ver as questões de documentação e dar cidadania a quem muitas vezes é esquecido pela sociedade", disse o juiz Pedro Pascoal, coordenador de sub-registro, da Corregedoria Geral do Foro Extrajudicial (COGEX).

A diretora-geral do Hospital Nina Rodrigues, Camila Moreira Lima, falou que faltava essa integração e que essa ação é pioneira no hospital.

"A dignidade não vem só com a ressocialização, mas com documentação, benefício, isso também integra o tratamento. É muito gratificante, é um trabalho único, que está tendo agora no hospital. Eu frequento o hospital há mais de 20 anos, comecei como estudante, hoje estou como diretora, e eu nunca tinha visto uma ação dessa. A nossa perspectiva é que tenha a continuidade desse trabalho, o importante é recuperar a dignidade deles", concluiu.

Já o coordenador do Serviço de Residência Terapêutico Estadual, Marcelo Costa, ressaltou que é muito importante essa ação do Tribunal de Justiça do Maranhão também para os moradores do Serviço de Residência, para que possam ter essa inclusão e dignidade.

PRÓXIMA ETAPA

Encerrando o cronograma, serão entregues as carteiras de identidade emitidas e haverá atendimento da Defensoria Pública da União (DPU) para formalização de requerimentos administrativos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), no dia 24 de agosto, às 14h30.

Entre o Maranhão e Montreal, RÔMMEL celebra 20 anos de carreira com a turnê de Arranjos

 

Depois de duas décadas construindo uma carreira entre o Maranhão e Montreal, o cantor, compositor e violonista maranhense RÔMMEL apresenta o espetáculo mais íntimo de sua trajetória. Arranjos, álbum gravado apenas em voz e violão, inspira a nova turnê brasileira e marca a celebração de seus 20 anos de carreira.

O espetáculo parte da intimidade do disco para revisitar diferentes momentos de sua obra, aproximando o público daquilo que sempre esteve no centro de sua música: a canção.

Radicado em Montreal desde 2006, RÔMMEL construiu uma carreira internacional que o levou a festivais e palcos no Brasil, Canadá, Estados Unidos, Europa e Cuba. Ao longo dessa trajetória, realizou a abertura de apresentações de artistas como Gilberto Gil, Marisa Monte, Céu, Luedji Luna e Geraldo Azevedo, enquanto desenvolveu uma obra marcada pelo encontro entre a canção brasileira contemporânea e as tradições musicais do Maranhão.

A turnê passa por São Paulo, Rio de Janeiro, Olinda, Salvador e São Luís, celebrando os 20 anos de carreira do artista e marcando o início de um novo ciclo criativo.

Mais do que um retrospecto, Arranjos é um retorno à essência: um reencontro entre o compositor, sua voz, seu violão e o público.


TJMA apresenta anteprojeto do novo Regimento Interno da Corte

 

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) apresentou, nesta quarta-feira (12/8), durante sessão plenária administrativa, o anteprojeto do novo Regimento Interno da Corte. Elaborado pela Vice-Presidência do Tribunal, o documento foi estruturado a partir de três diretrizes centrais: reorganização sistemática, simplificação da linguagem e estabilidade normativa.

A proposta será submetida, pelo prazo de 30 dias, à análise e às contribuições de desembargadoras e desembargadores, além de instituições do Sistema de Justiça. As sugestões deverão ser encaminhadas para o e-mail regimentointerno@tjma.jus.br. Após essa etapa, o texto será consolidado e seguirá para análise da Comissão de Regimento Interno e, posteriormente, para deliberação do Órgão Especial.

Autor do anteprojeto, o vice-presidente do TJMA, desembargador Gervásio Santos, que exerceu a Presidência na sessão desta quarta-feira, apresentou as principais mudanças propostas e a exposição de motivos que fundamenta a elaboração de um novo texto regimental.

COMPROMISSO E CRONOGRAMA

Durante a apresentação, o vice-presidente relembrou o compromisso assumido de apresentar o anteprojeto do novo Regimento Interno no prazo de 100 dias da posse da Mesa Diretora.

O cronograma de elaboração, iniciado no final de abril, entra agora na fase de consulta. Após o recebimento das contribuições, o material será analisado e encaminhado à Comissão de Regimento Interno, ainda em setembro. A previsão é que a proposta seja deliberada pela Comissão e submetida ao Órgão Especial até novembro deste ano, com a perspectiva de que o novo Regimento entre em vigor em 1º de janeiro de 2027.

Segundo o desembargador Gervásio Santos, a elaboração de um novo texto tornou-se necessária diante das sucessivas alterações promovidas no Regimento Interno atualmente em vigor, aprovado pela Resolução nº 14, de 17 de fevereiro de 2021. Em cinco anos, foram editadas mais de 30 emendas regimentais, circunstância que acabou comprometendo a unidade e a sistematicidade do documento.

Também foram identificadas a reprodução de normas já previstas em outras fontes normativas - o que exigia novas emendas a cada alteração legislativa - e a permanência de procedimentos incompatíveis com a realidade atual do Tribunal, como rotinas próprias de processos físicos em uma Corte que hoje funciona de forma integralmente eletrônica.

PARTICIPAÇÃO AMPLIADA

A construção do novo Regimento prevê ampla participação institucional.

Todas as desembargadoras e todos os desembargadores que integram o Plenário poderão apresentar sugestões, sem restrição temática. Também poderão contribuir, observada a pertinência de suas respectivas áreas de atuação, a Corregedoria-Geral da Justiça, a Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Procuradoria-Geral do Estado, a Procuradoria-Geral do Município, o Sindicato dos Servidores da Justiça, a Associação dos Magistrados, a Diretoria Judiciária e a Divisão Legislativa.

As contribuições deverão ser encaminhadas, no prazo de 30 dias, exclusivamente para o e-mail regimentointerno@tjma.jus.br.

NOVA ESTRUTURA

Uma das mudanças mais expressivas está na própria organização do Regimento. O anteprojeto reduz o número de artigos de 710 para 397, uma diminuição de aproximadamente 44%, obtida por meio da eliminação de redundâncias, da condensação de comandos normativos e da supressão de matérias já suficientemente disciplinadas por outras normas.

O novo texto está organizado em duas partes e cinco livros, adotando uma estrutura orgânica e sistematizada em substituição ao conteúdo atualmente fragmentado pelas sucessivas emendas regimentais.

A Parte Geral reúne as normas gerais e fundamentais, a organização e as competências dos órgãos do Tribunal, a direção, as eleições, o estatuto das desembargadoras e dos desembargadores, a magistratura e a disciplina judiciária.

A Parte Especial, por sua vez, disciplina o processo e os julgamentos, os processos originários e incidentais, os recursos e as disposições administrativas, transitórias e finais.

A nova organização segue critérios material e funcional, de modo que cada instituto seja disciplinado, sempre que possível, em um único local e na sequência lógica de sua aplicação, facilitando a consulta e a interpretação das normas regimentais.

LINGUAGEM MAIS CLARA E ESTABILIDADE NORMATIVA

Em relação à linguagem, o anteprojeto observa as diretrizes da Lei Complementar nº 95/1998 e busca conferir ao texto clareza, precisão, concisão e uniformidade, além de adotar de forma sistemática a linguagem inclusiva.

Outra preocupação central foi conferir maior perenidade ao Regimento Interno. Para isso, o texto concentra-se nas matérias propriamente regimentais: a organização do Tribunal, as competências de seus órgãos e os procedimentos internos necessários ao exercício da jurisdição e da administração judiciária.

Quando determinada matéria já se encontra suficientemente disciplinada pela Constituição, pela legislação processual, pelo Código de Divisão e Organização Judiciárias do Estado do Maranhão (Codoje) ou pelas normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o anteprojeto privilegia a remissão à respectiva fonte normativa, em vez de reproduzir integralmente seu conteúdo.

A técnica busca reduzir duplicidades, prevenir divergências entre normas e diminuir a necessidade de alteração do Regimento sempre que houver mudanças na legislação externa, sem afastar o detalhamento necessário ao funcionamento do Tribunal e às peculiaridades da Justiça maranhense.

ORGANIZAÇÃO E PROCESSO ELETRÔNICO

O anteprojeto também promove uma sistematização mais clara da Mesa Diretora, dos órgãos julgadores e da atuação do Plenário e do Órgão Especial.

O sistema de precedentes recebeu tratamento mais estruturado, assim como a atuação da Vice-Presidência no processamento dos recursos dirigidos aos tribunais superiores, com maior detalhamento das competências e dos respectivos procedimentos.

O processo eletrônico passa a ser tratado como forma ordinária de tramitação dos feitos, com a eliminação de rotinas vinculadas aos autos físicos e a adequação das normas regimentais à realidade tecnológica e procedimental do Tribunal.

A proposta, segundo o vice-presidente, não pretende promover alterações desnecessárias no cotidiano da Corte, mas tornar mais claras as competências, simplificar procedimentos e oferecer respostas normativas seguras às situações que efetivamente surgem na atividade jurisdicional e administrativa.

78 jovens das comunidades quilombolas de São José de Ribamar serão beneficiados com Programa de Desenvolvimento Rural Quilombola

Reunião entre a SEMAS e a Secretaria de Estado da Igualdade Racial alinhou ações para ampliar oportunidades para a juventude quilombola de São José de Ribamar.

A Prefeitura de São José de Ribamar, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda (SEMAS), realizou uma reunião estratégica com a Secretaria de Estado da Igualdade Racial (SEIR) para alinhar as ações do Programa Agente de Desenvolvimento Rural Quilombola (ADRQ). O encontro reuniu a secretária municipal Gilvana Duailibe e a secretária de Estado da Igualdade Racial, Célia Salazar, e marcou o lançamento do edital de seleção para o programa, que busca fortalecer o desenvolvimento das comunidades quilombolas do município.

Durante a reunião, foram definidas estratégias para ampliar o alcance da iniciativa e garantir que o edital chegue às comunidades quilombolas de São José de Ribamar. O edital disponibiliza até 78 vagas para jovens quilombolas ribamarenses das comunidades de Santana e Jussatuba, enquanto o Quilombo Liberdade, em São Luís, contará com até 150 vagas. A seleção oferece formação para Agentes de Desenvolvimento Rural Quilombola, proporcionando aos participantes a oportunidade de atuar na promoção do desenvolvimento sustentável, no fortalecimento da agricultura familiar e na valorização dos territórios tradicionais. Os interessados devem atender aos critérios estabelecidos no edital e acompanhar os prazos e demais orientações para inscrição.

A secretária municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda, Gilvana Duailibe, destacou que a parceria representa um importante avanço para as comunidades quilombolas do município.

“Essa iniciativa fortalece as políticas públicas voltadas à população quilombola e cria oportunidades para que os jovens atuem como protagonistas no desenvolvimento de suas comunidades. Nosso compromisso é garantir que essa informação chegue a todas as famílias e que mais pessoas possam participar do programa.”

A secretária de Estado da Igualdade Racial, Célia Salazar, ressaltou que o trabalho conjunto entre Estado e Município é essencial para ampliar o impacto da política pública.

“O Programa Agente de Desenvolvimento Rural Quilombola valoriza a juventude, os saberes tradicionais e fortalece os territórios quilombolas. Essa parceria com São José de Ribamar é fundamental para levar mais oportunidades às comunidades e promover desenvolvimento com inclusão social.”

O Programa Agente de Desenvolvimento Rural Quilombola tem como objetivo incentivar a formação de jovens lideranças, disseminar práticas sustentáveis, fortalecer a agricultura familiar e ampliar as oportunidades de geração de renda nas comunidades tradicionais. Nesta etapa, o edital contempla jovens de 18 a 25 anos residentes em comunidades quilombolas certificadas, reforçando o compromisso da Prefeitura de São José de Ribamar com a promoção da igualdade racial, a inclusão produtiva e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à população quilombola.