sexta-feira, 29 de maio de 2026

Visita institucional reforça parceria entre Diretoria do Fórum de São Luís e OAB-MA

 

O diretor do Fórum Des. Sarney Costa, juiz Marcelo Oka, recebeu na manhã desta terça-feira (26/5) a visita dos membros da Diretoria Executiva da Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional Maranhão (OAB-MA), no gabinete da diretoria, para tratar de interesses da advocacia e fortalecer o canal de diálogo com o órgão.

Participaram da visita institucional o presidente da OAB-MA, Kaio Saraiva, o assessor especial de assuntos institucionais, Urbano Pontes, o secretário-geral, Daniel Blume, o secretário adjunto, Ivaldo Prado, além do juízes José Ribamar Goulart Heluy Júnior e Jairon Ferreira de Moraes. Foram discutidas durante a visita a busca de avanços para melhor prestação jurisdicional, o fortalecimento dos procedimentos e protocolos de segurança institucional e análise de alternativas para ampliação e adequação dos espaços destinados aos advogados e advogadas no Fórum.

O juiz diretor do Fórum de São Luís, Marcelo Oka, destacou que a Diretoria do Fórum é parceira da OAB-MA, reconhecendo o papel essencial da instituição no funcionamento da Justiça. O magistrado falou que a visita representa a oportunidade de “aproximar e estreitar as relações com a entidade para trabalhar de forma conjunta a fim de prestar o melhor atendimento ao público do Fórum”.

O presidente da OAB-MA, Kaio Saraiva, falou sobre a importância da entidade contribuir com o Fórum e com o jurisdicionado, além de agradecer a oportunidade de diálogo permanente com a gestão do Fórum.

TJMA recebe representantes do CNJ em reunião técnica sobre o Programa Justiça + Segura

 

Na manhã desta quinta-feira (28/5), o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) recebeu uma equipe do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apresentação do Programa Justiça + Segura. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da segurança da informação no Poder Judiciário brasileiro e tem como objetivo promover alinhamento estratégico entre os tribunais e o CNJ.

O TJMA foi escolhido como um dos seis tribunais-piloto para a implementação do programa, ao lado dos Tribunais Regionais Federais da 1ª, 3ª e da 4ª Região, do Tribunal de Justiça de São Paulo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). A seleção levou em consideração a maturidade tecnológica dessas instituições e sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento de soluções de cibersegurança aplicadas ao Judiciário.

Durante a abertura, o presidente do TJMA, desembargador Ricardo Duailibe (imagem abaixo), destacou a relevância do tema e a satisfação em receber a equipe do CNJ. Ele ressaltou que a segurança cibernética é uma preocupação crescente e que o tribunal dispõe de equipes preparadas para atuar de forma preventiva.

Nosso compromisso é garantir que os serviços da Justiça sejam cada vez mais ágeis e seguros, atendendo com eficiência aqueles que nos procuram”, pontuou. 

O desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, presidente dos comitês gestores de Segurança da Informação e de Proteção de Dados Pessoais do TJMA (CGSI e CGPD), reforçou que o assunto é prioridade nacional e lembrou que o CNJ tem tratado a segurança da informação como um dos pontos centrais de sua atual gestão. “Investir em tecnologia é essencial, mas investir nas pessoas que operam os sistemas é igualmente determinante. Vamos seguir trabalhando e ampliando ainda mais a nossa parceria com o CNJ”, finalizou.

O diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJMA, Cláudio Henrique Sampaio, enfatizou que o encontro teve como propósito alinhar estratégias e apresentar o programa Justiça + Segura. Segundo o diretor, o tribunal se sente honrado em participar da iniciativa e contribuir com os projetos que compõem o programa.

O juiz auxiliar da Presidência do TJMA, José Jorge Figueiredo dos Anjos Júnior, também destacou a importância da colaboração institucional. Ele lembrou que o tribunal já havia manifestado interesse em participar e que a segurança cibernética é um tema intersetorial, exigindo cooperação entre diferentes áreas e atores do Judiciário.

JUSTIÇA + SEGURA

Representando o CNJ, o juiz auxiliar da Presidência, Adriano Araújo (no destaque da imagem abaixo), contextualizou a criação do programa, fruto de parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Ele ressaltou que o Judiciário brasileiro é referência mundial em digitalização e inovação tecnológica, mas que esse avanço ampliou a superfície de ataque, tornando necessária uma resposta institucional robusta em cibersegurança.


O magistrado destacou ainda que o TJMA foi escolhido por sua representatividade e maturidade tecnológica, podendo atuar como liderança regional na cooperação com o CNJ. Ele reforçou que o programa Justiça + Segura busca equilibrar inovação e segurança, garantindo proteção aos sistemas judiciais eletrônicos e às informações sensíveis que circulam no âmbito do Judiciário.

O encontro também contou com a participação do juiz e coordenador do Comitê Gestor de Proteção de Dados Pessoais, Francisco Soares Reis; do juiz auxiliar da Presidência do TJMA, Pedro Guimarães Júnior; do juiz coordenador de Planejamento Estratégico do TJMA, Márcio Brandão; do chefe substituto da Divisão de Segurança da Informação do CNJ, Hyago Mariano; do associado de Gestão de Projetos de TI, Tiago Sousa, e da associada de Comunicação do CNJ, Danielle Pereira. Além deles, Fabiano Lima, analista técnico de gestão do Programa Justiça + Segura, apresentou os eixos e projetos que compõem a iniciativa. 

O encontro entre TJMA e CNJ prossegue na tarde desta quinta-feira (28/5), com reunião técnica na sede da Diretoria de Tecnologia da Informação do tribunal (imagem acima), e terá continuidade ao longo desta sexta-feira (29/5).

Governo do Maranhão apresenta Plano Operacional São João Seguro 2026


O governador Carlos Brandão participa, nesta sexta-feira (29), da coletiva de imprensa de apresentação do Plano Operacional São João Seguro 2026, promovido pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).

A coletiva está prevista para iniciar às 9h30 e reunirá representantes das forças de segurança pública e órgãos parceiros envolvidos na operação integrada que atuará durante o período junino em todo o estado.

Durante a agenda, serão apresentados o efetivo empregado, as tecnologias utilizadas, as estratégias de monitoramento e resposta rápida, além das ações integradas de prevenção, policiamento ostensivo, inteligência e apoio operacional nos principais circuitos juninos da capital e do interior.

A operação contará com atuação integrada da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), Polícia Civil do Maranhão (PCMA), Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial e Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS).

EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas

Foto Reprodução

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. As designações como FTO entram em vigor após publicação no Federal Register.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

“Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e também o nosso país”, disse Rubio.

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.


Fonte: Agência Brasil

Conselho de Sentença absolve acusado de participar de homicídio em Magalhães de Almeida

 

A juíza Muryelle Tavares Leite Gonçalves, titular da Comarca de Magalhães de Almeida, presidiu nesta quarta-feira, dia 27 de maio, uma sessão do Tribunal do Júri. Na oportunidade, estava sendo julgado Luís Carlos Rodrigues Silva, acusado de, junto com outra pessoa, identificada como Pablo Spíndola, ter matado Domingos Cardoso Silva, fato ocorrido em 23 de dezembro de 2013. Ao final da sessão do Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição do réu.

Conforme a denúncia, horas antes do crime, a vítima estava em uma praça, quando foi surpreendida por uma motocicleta, pilotada por Pablo. Os dois iniciaram uma discussão, momento em que Domingos teria xingado Pablo. Depois, Domingos e alguns amigos foram até uma festa em um clube da cidade. Ao término do evento, ele e Pablo novamente se desentenderam, instante em que Pablo teria ido até sua casa buscar uma arma. Pouco tempo depois, ele retornou, com Luís Carlos na garupa.

CAIU DA MOTOCICLETA

De acordo com o inquérito policial, quando retornaram ao local, encontraram Domingos de costas e Pablo teria disparado, atingindo a cabeça da vítima. Mesmo socorrido, Domingos não resistiu e faleceu. Os dois homens teriam, então, fugido na motocicleta, mas, ao passarem em um quebra-molas, Luís Carlos caiu e foi levado ao hospital. Após receber alta, ele foi preso pela polícia. A sessão de julgamento ocorreu no Fórum de Magalhães de Almeida.

Além da magistrada, que presidiu a sessão, trabalhou no julgamento o promotor de Justiça John Derrick Barbosa Braúna, na acusação. Na defesa do réu, atuou o advogado Bernardo Spíndula dos Santos Filho.

Plano de Ação têm propostas para implementar Linguagem Simples no Judiciário

 

O Grupo de Trabalho de Linguagem Simples e Direito Visual do Tribunal de Justiça do Maranhão apresentou seu Plano de Ação com atividades desenvolvidas no Judiciário, em benefício da simplificação dos textos jurídicos.

O plano busca concretizar o cumprimento da Lei nº 15.263/2025, que instituiu a Política Nacional de Linguagem Simples, e seguindo as diretrizes já traçadas pelo Judiciário maranhense na Portaria-Conjunta n. 42/2023.

As ações estratégicas, deflagradas com a implantação do projeto “Simplificar é Legal”,  têm como princípios a promoção do acesso à Justiça, a inclusão social e o exercício da cidadania. 

GRUPO DE TRABALHO

Para viabilizar a execução do plano, foi criado um Grupo de Trabalho presidido pelo desembargador Lourival Serejo e formado por representantes de setores do Tribunal de Justiça e da Corregedoria Geral da Justiça.

Em dois anos de atuação, o grupo conduziu reuniões que resultaram em propostas e atividades desenvolvidas nos eixos de  “Educação, Conscientização e Capacitação” estabelecidos do "Pacto Nacional do Poder Judiciário pela Linguagem Simples”, firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com os tribunais.

“O Plano apresentado contribuirá significativamente para o aprimoramento da comunicação e para a efetivação da política de inclusão e cidadania no Judiciário Maranhense”, afirmou o presidente do Grupo de Trabalho, desembargador Lourival Serejo.

AÇÕES EXECUTADAS

Dentre as ações executadas, foram realizadas, entre setembro de 2023 e março de 2026 - ações educativas (palestras e seminários) e de capacitação (cursos e oficinas teóricas e práticas), com apoio da Escola Superior da Magistratura do Maranhão (ESMAM). 

Para orientar a prática da simplificação de textos jurídicos, a Assessoria de Comunicação da CGJ-MA publicou o “Guia de Perguntas & Respostas” sobre Linguagem SImples - Conforme a norma internacional ABNT 24495-1, elaborado pela analista judiciária Helena Barbosa, secretária do Grupo de Trabalho.

Em relação ao público interno, foi realizada uma consulta pública virtual sobre sugestões de  termos complexos que podem ser substituídos ou explicados para facilitar o entendimento dos textos jurídicos em atos e documentos.

BANCO NACIONAL DE LINGUAGEM SIMPLES

Em colaboração em nível nacional, o Tribunal de Justiça do Maranhão aderiu ao “Banco Nacional de Linguagem Simples e Imagem” do Poder Judiciário, disponibilizado no Portal do Judiciário maranhense, para consulta pelos públicos interno e interno, na aba “Mídias”,disponível na internet.

Na área de tecnologia, a ferramenta de inteligência artificial “Simplifica AI”, desenvolvida pelo laboratório de inovação “Toada Lab”,  permitiu a produção de resumo simplificado do teor de processos judiciais. O aplicativo foi descontinuado para ser reativado em nova versão aprimorada. 

Em relação ao atendimento público, foi iniciado o processo de revisão e adaptação das interfaces dos canais de serviços eletrônico oferecidos por meio do Portal do Poder Judiciário na internet, para melhorar a experiência de usuários e usuárias, proposto pela técnica judiciária Daniele Limeira e em fase de homologação para posterior liberação.

COMUNICAÇÃO  INSTITUCIONAL

Quanto à Comunicação Institucional,  foi proposta às assessorias de comunicação a  adoção de um modelo de notícias com a apresentação de um resumo em texto simplificado, além de atalhos para esclarecimento de terminologia técnica, que não podem ser excluídas do texto.

Outra proposta, apresentada pelo coordenador do grupo de trabalho, juiz Alexandre Abreu, é formalizar articulação institucional para a formação da Rede de Linguagem Simples com a Defensoria Pública e o Ministério Público, para integrar ações conjuntas. 

O Grupo de Trabalho segue ativo na atual gestão, com foco direcionado à implementação da Política de Linguagem Simples e Direito Visual e apoio à cultura da simplificação da linguagem jurídica em favor de uma comunicação inclusiva e cidadã.

ALTO PARNAÍBA: município tem até agosto para comprovar início de adequação de matadouro


Após pedido do Ministério Público do Maranhão, por meio da Promotoria de Justiça de Alto Parnaíba, o Poder Judiciário determinou que o Município comprove, até o mês de agosto, o início de obras de adequação do matadouro público. A determinação foi proferida pelo juiz Bruno Oliveira, em audiência de conciliação realizada nesta terça-feira, 26.

Participaram da audiência o promotor de justiça Tiago Carvalho Rohrr, que responde temporariamente pela comarca; o procurador municipal Luceandro Lopes e fiscais técnicos.

ADEQUAÇÃO

A adequação foi solicitada desde fevereiro de 2021, em Ação Civil Pública, ajuizada pelo então titular da Promotoria de Justiça de Alto Parnaíba, Antonio Lisboa de Castro Viana Junior, devido a condições precárias de higiene, falta de inspeção sanitária e descarte irregular de dejetos diretamente no meio ambiente.

Durante a audiência, o MPMA requereu a suspensão do processo pelo prazo de 90 dias para que o Município iniciasse obras de adequação do matadouro. O descumprimento do prazo pode resultar na retomada imediata do processo e imposição de penalidades ao Poder Executivo.

A Ação foi baseada em vistoria realizada pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), que constatou diversas falhas no funcionamento do matadouro, incluindo ausência de médico veterinário responsável e a falta inexistência de sistema de tratamento de esgoto, entre outras.

Também foram verificadas a livre circulação de pessoas e animais domésticos no local; falta de pavimentação no terreno; currais sem cobertura e com recipientes improvisados para água; portas e janelas sem bloqueios sanitários; e cobertura incompatível com padrões mínimos de higiene.

Outras irregularidades se referiam ao abate de animais, realizado sem uso de pistola de atordoamento, conservação e transporte da carne. A fossa estava desativada e os dejetos eram lançados diretamente no meio ambiente. Também foi observada a falta de inspeção sanitária de vísceras.

Segundo o MPMA, a carne proveniente do abatedouro municipal representa risco real à saúde dos consumidores do município. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) classifica como impróprios para o consumo os produtos "deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados ou nocivos à vida".