quarta-feira, 15 de julho de 2026

Homem é condenado a 18 anos de prisão por homicídio em Arame

 

O Tribunal do Júri de Arame condenou Fernando Sousa da Silva a 18 anos de prisão pelo homicídio de sua companheira Izene dos Santos Silva.  O crime foi praticado em agosto de 2013, no interior da residência familiar, durante uma discussão conjugal e na presença de filhos menores do casal. A vítima foi atingida com um disparo de espingarda.

 

Defendeu a tese do Ministério Público do Maranhão o promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo. O Conselho de Sentença acolheu os apontamentos do Ministério Público, reconhecendo a materialidade, a autoria e a qualificadora do motivo fútil. O condenado deverá cumprir a pena em regime inicial fechado.

 

O representante do MPMA enfatizou que na data em que o crime foi cometido ainda não havia no Código Penal a figura específica do feminicídio, previsão introduzida em 2015. “Em tese, o caso receberia hoje esse enquadramento. Contudo, não pode retroagir, razão pela qual o acusado foi julgado e condenado por homicídio qualificado pelo motivo fútil”, ressaltou.

 

DESESTRUTURAÇÃO

Proferida pelo juiz Rafael de Lima Sampaio Rosa, a sentença destacou que as circunstâncias do crime provocaram a desestruturação do núcleo familiar e deixaram os quatro filhos privados definitivamente da convivência materna.

Após o crime, o acusado fugiu e ficou escondido por mais de dez anos. Ele foi localizado e preso somente em 2024, circunstância que contribuiu para a demora na conclusão do processo.

Dino intima presidentes de 21 partidos para explicar destinação de emendas

 

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicou uma decisão nesta quarta-feira (15) em que intima todos os 21 partidos com representação no Congresso Nacional para explicarem destinação de emendas. Ele pediu esclarecimentos em relação aos cinco itens abaixo.

Se o Presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares; 

Em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência;

A quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização; O fundamento jurídico-normativo que embasa a prática;

O instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares);

procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos.

O ministro cita uma entrevista dada pelo presidente do Partido Liberal Valdemar Costa Neto em 14 de julho à GloboNews. Ao ser questionado sobre se os presidentes dos partidos interferem na destinação das emendas, respondeu afirmativamente.  Dino afirmou que Valdemar “é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo as suas afirmações merecem atenção”. Segundo ele, casos de emendas “de titularidade ou ‘cedidas’ aos presidentes de partidos políticos” são uma “novidade relevante”.

Em 10 de julho, Dino suspendeu emendas suspeitas de terem sido indicadas irregularmente por Valdemar, que não tem mandato no Congresso. O presidente do PL nega qualquer irregularidade.

O ministro também determinou em 6 de julho o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos). A medida é um desdobramento de investigação sobre direcionamento de emendas pelo ex-congressista, que também não tem mandato no Congresso.

Município de Pinheiro é condenado a anular concurso público e devolver valores a candidatos


Após solicitação do Ministério Público do Maranhão (MPMA), o Poder Judiciário determinou, em 30 de junho, que o Município de Pinheiro declare a nulidade do concurso e atos relativos, incluindo a contratação por dispensa de licitação da Fundação de Apoio Tecnológico (Funatec) para realizar o certame. Também devem ser anuladas listas de classificação, aprovação e homologação do processo seletivo.

Pela sentença proferida pela juíza Arianna Saraiva, o Município e a Funatec estão obrigados à devolução integral dos valores pagos pelos candidatos como taxas de inscrição, com correção monetária.

A sentença foi resultado de Ação Civil Pública ajuizada em 22 de janeiro pela promotora de justiça Samira Mercês dos Santos, que respondia pela 1ª Promotoria de Justiça de Pinheiro, à época. A ACP foi motivada por denúncias de candidatos sobre ilegalidades na organização e condução do certame.

IRREGULARIDADES

A lista das irregularidades constatadas pelo MPMA foi extensa.

A Prefeitura tentou custear o certame somente com o valor recolhido com as taxas de inscrição, sem realizar dotação orçamentária e obedecer às normas do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o teto de gastos públicos.

Foram oferecidas vagas para cargos sem previsão legal de criação no quadro municipal. Outras inconsistências foram a falta de publicidade sobre a composição da comissão responsável por fiscalizar o certame.

Recursos de candidatos foram indeferidos pela Funatec com justificativas genéricas e sem fundamentações técnicas e acadêmicas.

Além disso, o Município e a Fundação alteraram o cronograma do concurso de forma arbitrária. A divulgação do resultado preliminar das provas objetivas foi adiada sem explicação para uma data após as eleições municipais. Segundo o MPMA, isto caracterizou indícios de manobra política para amenizar desgastes eleitorais e tumultuar a transição de governo.

Orleans Brandão amplia força em São Luís e recebe apoio do grupo liderado por Pavão Filho

 

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, recebeu o apoio do grupo político liderado pelo vereador Pavão Filho durante o evento “Grupo Pavão é Povão”, realizado na tarde desta terça-feira (14), na Vila Janaína, em São Luís. O encontro reuniu lideranças comunitárias, representantes de entidades sociais, apoiadores e caravanas de diversos bairros da capital maranhense.

A mobilização marcou a adesão do grupo de Pavão Filho à pré-candidatura de Orleans e reuniu representantes de comunidades e segmentos sociais que atuam em diferentes regiões de São Luís. Durante o encontro, o vereador destacou a trajetória de seu grupo e afirmou que a decisão de apoiar o pré-candidato foi construída a partir da confiança em sua capacidade de diálogo e de compreender as demandas da população.

“Faço política com convicção e seriedade, e meu grupo político é sólido e consciente. Somos mais que um grupo, somos uma família. Nosso grupo decidiu apoiar o projeto de Orleans Brandão porque ele gosta de estar com o povo, conversar, ouvir, compartilhar e resolver os problemas. Além disso, é um jovem preparado, que conhece o Maranhão de ponta a ponta por ter sido secretário municipalista”, declarou Pavão Filho.

A presença de caravanas de diferentes bairros deu ao encontro um caráter de ampla mobilização popular. Participaram grupos da Vila Embratel, Retiro Natal, Barreto, Vila Isabel Cafeteira, Cidade Operária, Janaína e Vila Riod, além de representantes do Sindicato dos Ambulantes e de outras categorias profissionais. O evento também contou com a presença do pré-candidato a deputado federal Paulo Cazé.

Representantes da Fundação Maranhense de Assistência Comunitária (FUMAC) e beneficiários de projetos sociais também participaram da programação. Entre as iniciativas representadas estavam a Academia do Idoso, a Universidade da Criança, a Escola de Informática, a Padaria Escola, cursos de corte e costura e o Centro de Saúde, além de sindicatos e associações de trabalhadores.

Em seu pronunciamento, Orleans agradeceu o apoio de Pavão Filho, das lideranças e das comunidades presentes. O pré-candidato destacou a importância do diálogo com quem conhece de perto a realidade dos bairros e defendeu a construção de políticas públicas a partir das demandas da população.

“Nós estamos de mãos dadas para trabalhar por São Luís. Pavão, quando vai ao gabinete, vai para levar demandas e buscar políticas públicas, e os resultados já aparecem. Para ser gestor, é preciso responsabilidade e capacidade de assumir compromissos. Por isso, tenho o desejo de ser governador e continuar trabalhando pelo Maranhão”, afirmou Orleans.

O pré-candidato também ressaltou a necessidade de ampliar as iniciativas de capacitação profissional e geração de emprego, apontando a criação de oportunidades como uma das prioridades do projeto que pretende construir para o Maranhão.

“Precisamos trabalhar mais e, por isso, quero ser o governador que vai levar capacitação profissional e oportunidades de emprego para as pessoas. Vou me dedicar todos os dias para construir um Maranhão com mais desenvolvimento e oportunidades”, disse.

Mobilização e apoio popular

Além das manifestações das lideranças políticas e comunitárias, beneficiários de projetos sociais e participantes do encontro também declararam confiança na pré-candidatura de Orleans Brandão.

“Estou começando a acompanhá-lo e já confio”, afirmou Roselia Andrade.

Souza Cantanhede também manifestou apoio ao pré-candidato e destacou sua identificação com o projeto político apresentado pelo grupo.

“Com certeza. Ele é o pré-candidato do nosso grupo e eu tenho uma grande admiração pelo Orleans”, disse.

O diretor da FUMAC Cidade Operária, Moisés Martins, ressaltou o trabalho social desenvolvido pela entidade em São Luís e afirmou acreditar no fortalecimento das iniciativas voltadas às comunidades.

“A FUMAC desenvolve um grande trabalho em São Luís. É uma das maiores instituições do Brasil. Com certeza, ele é o meu futuro governador, e acredito que vai ajudar a FUMAC a desenvolver ainda mais projetos sociais”, declarou.

Beneficiária da Academia do Idoso, Zenaide relatou a transformação que o projeto proporcionou em sua vida e manifestou a expectativa de continuidade e fortalecimento das ações sociais.

“Eu andava de muleta, e a academia me fez muito bem. Hoje, não ando mais de muleta. Já confio e creio que ele vai continuar ajudando nossa academia popular”, afirmou.

Ao final do encontro, Orleans agradeceu as manifestações de apoio e reafirmou estar preparado para apresentar seu projeto aos maranhenses e disputar o Governo do Maranhão.

“Peço a confiança dos amigos do Pavão e de todos os maranhenses. Estou preparado para governar este estado e continuar trabalhando pelo desenvolvimento do Maranhão”, concluiu.

Cinco suspeitos morrem e outros seis são presos por morte de grávida e criança em São João Batista


Subiu para cinco o número de suspeitos mortos em confrontos com a polícia, após o ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos. O crime contra Samira Costa Correia e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, ocorreu no dia 10 deste mês, no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista, na Baixada Maranhense. 

De acordo com informações policiais, as duas mortes mais recentes ocorreram, nessa terça-feira (14), durante ações realizadas para localizar os investigados pelo duplo homicídio. Daniel Braga Araújo foi morto em São Luís e Roberdan Fonseca Gomes morreu na cidade de São João Batista. Também houve seis prisões ao todo. Ainda não há informações sobre quem são estes suspeitos presos.

Após bloquear bens de Valdemar e Cunha, Dino diz em decisão que lei proíbe ‘terceirização e privatização’ de emendas

 

Após determinar o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou em nova decisão que ex-parlamentares e dirigentes partidários não têm “legitimidade” para interferir na destinação de emendas parlamentares. O magistrado acrescentou que as leis vigentes proíbem a “terceirização e a privatização” de emendas.

O ministro ordenou na semana passada restrições patrimoniais a Valdemar e Cunha afirmando que ambos, mesmo sem mandato, eram responsáveis por indicação de emendas, papel que cabe apenas a deputados e senadores.

“Uma oligarquia parlamentar já seria um grave equívoco constitucional; ainda é pior quando um pequeno grupo se acha legitimado até mesmo para transferir a terceiros — que não são parlamentares — o controle sobre a alocação de recursos do Orçamento Geral da União”, frisou em despacho assinado nesta manhã na ação que trata da transparência e rastreabilidade das emendas.

O ministro rechaçou o que chamou de “mercado de terceirização ou privatização” de emendas. Afirmou que tal regime é “totalmente incompatível” com a Constituição e viola os princípios da moralidade, legalidade e finalidade.

Ele também fez um alerta envolvendo a eleição deste ano: ponderou que as violações são ainda maiores se se verificar uma ligação entre a “esdrúxula terceirização de emendas e projetos eleitorais”. Segundo o ministro, tal cenário implicaria em um “choque frontal” contra os valores da Constituição.

Ainda de acordo com o ministro, as “terceirizações” e “cessões” de emendas são “obviamente ilegais”. Dino indicou que o Congresso pode até alterar a Constituição para criar novas modalidades de emendas, como “emendas de partidos políticos, de ONGs, de Igrejas, Sindicatos, abaixo-assinados, votação pela internet, emendas de Estados, Municípios”.

No entanto, segundo o ministro, “no atual momento jurídico”, somente deputados e senadores podem se dirigir a funcionários do Congresso e indicar emendas. “As condutas díspares já identificadas ou em identificação estão sendo tratadas em autos específicos”, assinalou ainda, em referência as apurações que chegaram a Cunha e Valdemar, por exemplo.

Anomalia

Indiretamente, o ministro acabou rebatendo as alegações de Valdemar, Cunha e de outros políticos sobre as investigações por suposto peculato-desvio e associação criminosa em razão da indicação de emendas parlamentares.

O ministro destacou, por exemplo, que acordos partidários podem ser celebrados, mas “jamais podem implicar o descumprimento da Constituição Federal”. “Seria normal que um parlamentar atendesse a uma sugestão eventual de um aliado político, mas é totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar”, explicou.

Dino ressaltou que as prerrogativas dos deputados e senadores “não podem ser delegadas, cedidas ou informalmente transferidas” a outras pessoas, sob pena de “afronta aos princípios da indisponibilidade do interesse público e do patrimônio público”. Segundo o ministro, a indicação de uma emenda não pode ser terceirizada vez que a legitimidade do mandato de um parlamentar está ligada à parcela da população que o elegeu.

“A definição da destinação dos recursos públicos é incompatível com a atuação de centros informais de deliberação orçamentária, sejam eles integrados por parlamentares que atuem à margem dos procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação de regência — a exemplo da inconcebível transformação de “emendas de comissão” em “emendas de líder partidário”, prática inexistente na ordem jurídica e expressamente vedada —, sejam por ex-parlamentares, dirigentes partidários ou quaisquer outros agentes privados destituídos de legitimidade para interferir na alocação de recursos públicos, hipótese que se revela ainda mais excêntrica.”, frisou.

Dino afirmou que as emendas não são partes do “patrimônio privado” dos Congressistas de modo que os mesmos não podem “ceder, emprestar ou vender” as mesmas. Chegou a ilustrar a indicação citando outras prerrogativas dos parlamentares, como o direito ao gabinete e ao apartamento funcional.

“Um membro do Congresso Nacional resolve não utilizar o seu gabinete de trabalho ou o apartamento funcional a ele destinado. Ele pode cedê-los a terceiros que não são parlamentares? Ou alugá-los a um particular? Evidente que não, pois há a indisponibilidade do patrimônio público e a afetação a finalidades normativamente estabelecidas”, salientou.

Autor de emenda não é “proprietário” de parte do orçamento, diz Dino
Os recados constam de despacho dado na ação que acompanha o cumprimento do julgamento do STF sobre a rastreabilidade e a transparência das emendas parlamentares. No documento, Dino determinou, por exemplo, que relatórios da Controladoria-Geral da União com indícios de desvios sejam encaminhados à Polícia Federal para abastecer ou gerar novos inquéritos sobre o tema.

Outra determinação foi para que autoridades se manifestem sobre relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS que identificou “fragilidades relevantes” no planejamento, gestão, execução, monitoramento e prestação de contas relacionadas a emendas da saúde.

Ao tratar do tema, Dino defendeu a atuação do STF no caso das emendas, destacando que a Corte tem “zelado” pela constitucionalidade e legalidade da tramitação das mesmas.

“Jamais houve qualquer medida atinente ao “mérito” das deliberações parlamentares ou governamentais, por exemplo quanto a cidades destinatárias de recursos, ações financiadas e finalidades. Ocorre, entretanto, que dinheiro público não comporta execução privada, como se cada autor de emenda se transformasse em “proprietário” de parcelas do orçamento federal, com o suposto direito absoluto a usar e dispor, com “liberdade””, advertiu.

Janja presta solidariedade a Michelle Bolsonaro e Damares Alves

 


A primeira-dama Janja Silva prestou solidariedade a Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF), vítimas de ataques por conflito com Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Primeiro, total solidariedade a elas, qualquer mulher agredida não pode soltar a mão, não importa qual é o campo ideológico delas. É importante que se fale isso”, afirmou Janja em entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL em parceria com a Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira, 13.

Michelle e Damares se tornaram alvos de bolsonaristas após a ex-primeira-dama publicar vídeo em que acusa Flávio Bolsonaro de ter a humilhado e maltratado. A senadora Damares foi criticada por ter defendido Michelle na briga.

Janja disse, ainda, que a violência contra mulher não tem lado. “É uma onda que vem de todos os lados e atinge a todas nós igualmente”, afirmou. Isso, segundo a primeira-dama, reforça a urgência da aprovação do PL da Misoginia.

Na entrevista, Janja também disse ser alvo de misoginia e criticou o Janjômetro, site que contabiliza gastos públicos com viagens da primeira-dama. “É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República. Faz parte da estratégia política da extrema-direita”, afirmou.

Ela negou a necessidade de criação de um cargo formal para a função que exerce no Planalto. “Não existe um cargo para o lugar que estou”, disse. 


Fonte: Estadão