domingo, 4 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026: TRE-MA tem fim de semana repleto de atividades
Números, estrutura e orientações para o dia da votação
Acusados de tentativa de homicídio e homicídio são julgados em Paulo Ramos
O juiz Vinícius Sales, titular da Comarca de Paulo Ramos, presidiu nesta semana duas sessões do Tribunal do Júri. Nos dias 29 e 30 de setembro. A primeira sessão apresentou como réu Flávio de Oliveira Rodrigues, acusado de tentar matar Alom Rodrigues da Silva, fato ocorrido em 16 de abril de 2018. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Flávio. De acordo com a denúncia, o réu teria tentado matar Alom com disparos de arma de fogo.
Foi apurado que o denunciado teria atirado cinco vezes contra Alom, sendo que três disparos falharam e dois atingiram a vítima. Segundo relatos de testemunhas, a situação em questão deu-se em razão do réu não ter feito um serviço mecânico "fiado" para a vítima meses antes do acontecido. Por conta disso, haveria se criado uma "rixa" entre os dois, culminando com a tentativa de homicídio mal entendido entre ambos que acabou resultando na prática do crime.
CONFESSOU O CRIME
Durante interrogatório, Flávio confessou a prática do crime e disse realmente ter disparado tiros de arma de fogo contra a vítima, mas que teria feito isso durante a luta corporal, temendo que Alom estivesse armado.
"O Conselho de Sentença respondeu afirmativamente ao quesito absolutório genérico previsto em artigo do Código de Processo Penal (...) Tal quesito abrange todas as teses defensivas, inclusive a legítima defesa, e a decisão dos jurados, tomada por íntima convicção e em votação sigilosa, dispensa fundamentação, de modo que não cabe a este juízo indicar o motivo pelo qual o Conselho acolheu a absolvição", pontuou o magistrado na sentença.
MAIS UMA ABSOLVIÇÃO
Na segunda sessão, o réu foi Francisco do Nascimento Oliveira, conhecido como "Chicão". Ele estava sendo acusado da morte de Josias Silva Araújo, fato ocorrido em 11 de setembro de 2024, no povoado Centro dos Leite, localidade da zona rural de Paulo Ramos. Conforme a denúncia, a vítima foi morta com golpes de faca, que teriam sido desferidos por "Chicão". A polícia apurou que, no momento do crime, o denunciado e mais algumas pessoas estavam ingerindo bebidas alcoólicas no "Bar do Felipinho". Em dado momento, iniciou-se uma discussão entre réu e vítima.
HOMICÍDIO PRIVILEGIADO
De acordo com testemunhas, "Chicão" teria se armado com uma faca e atingido Josias algumas vezes. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. "Nos debates, o Ministério Público sustentou a materialidade e a autoria, refutou a tese de legítima defesa e requereu a resposta negativa ao quesito absolutório, o reconhecimento do homicídio privilegiado e da qualificadora do meio cruel, bem como o afastamento da qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima (...) A defesa do réu requereu o reconhecimento do homicídio privilegiado e o afastamento das qualificadoras", observou o juiz na sentença.
Mediação tributária viabiliza acordos de mais de R$ 67 milhões em favor do Maranhão
O Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), realizou, dos dias 21 a 28 de setembro, uma rodada de audiências extrajudiciais de mediação tributária, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em São Luís. Os acordos atingiram o montante de R$ 67.379.513,97 em créditos tributários a serem recuperados pelo Estado.
Os trabalhos contaram com a participação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Do total, R$ 4.500.991,84 já foram pagos, a título de primeira parcela de cada acordo.
O Gaesf seguirá acompanhando o cumprimento dos acordos firmados e dando continuidade às rodadas de mediação, como parte de sua atuação na defesa da ordem tributária e do patrimônio público do Maranhão.
TJMA participará do 9º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros
Representantes do Tribunal de Justiça do Maranhão participarão da 9ª edição do Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negras e Negros (Enajun) e do 6º Fórum de Juízas e Juízes contra o Racismo e Todas as Formas de Discriminação (Fonajurd), de 11 a 13 de novembro, no Rio de Janeiro. O tema do encontro será "Enajun 2017-2026: avanços, impactos e desafios para a próxima década".
A iniciativa converge com o Pacto Nacional do Poder Judiciário pela Equidade Racial, endossado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de acordo com ofício enviado ao presidente do TJMA, desembargador Ricardo Duailibe, pelo coordenador do Fórum Nacional do Poder Judiciário para a Equidade Racial, conselheiro Fábio Francisco Esteves, junto com o convite formulado pela comissão organizadora do evento.
O encontro será realizado nas sedes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).
No convite enviado ao TJMA, a comissão organizadora do evento, promovido anualmente pelo coletivo de magistradas e magistrados negros do Poder Judiciário brasileiro, destaca que é um espaço permanente de reflexão, intercâmbio de experiências e formulação de propostas voltadas ao fortalecimento da equidade racial e da inclusão no âmbito do sistema de justiça.
A iniciativa busca contribuir tanto para o aprimoramento da composição institucional do Poder Judiciário quanto para o aperfeiçoamento dos serviços prestados à população, à luz dos princípios constitucionais da igualdade, da dignidade humana e da não discriminação.
Acrescenta que a edição de 2026, no Rio de Janeiro, ponto relevante de desembarque de escravizados na história brasileira, é considerada institucionalmente importante e inserida em necessário contexto de reparação.
O documento ressalta que, às vésperas de completar uma década de existência, o Enajun/Fonajurd propõe-se a revisitar sua trajetória, avaliar avanços, identificar desafios ainda presentes e construir coletivamente estratégias para o futuro da equidade racial no Poder Judiciário.
EIXOS TEMÁTICOS
Sob os eixos Memória, Presente e Futuro, a programação contará com atividades no TJRJ, no TRT-1 e no Centro Cultural da Justiça Federal. Além de refletir sobre o que foi construído até aqui e os desafios do tempo presente, os debates serão orientados para definição das futuras ações.
Reforça que a presença de magistradas e magistrados oriundos das diversas regiões do país é fundamental para que o encontro reflita, de forma efetiva, a pluralidade da magistratura brasileira e possibilite o compartilhamento de experiências, a disseminação de boas práticas e a construção coletiva de estratégias para o enfrentamento das desigualdades raciais no Sistema de Justiça.
Partes podem optar por acordo no processo, ao receber mandado judicial
A Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA) estabeleceu que oficiais de Justiça apresentem às partes destinatárias do mandado judicial - durante seu cumprimento- a possibilidade de solução do conflito por meio de acordo e ofereçam formulário para registro de propostas.
O preenchimento do formulário padronizado pelo Judiciário, com a proposta de acordo, é opcional e deverá ser feito pela própria parte, cabendo ao oficial de justiça ou à oficiala de justiça receber o documento e certificar a existência da proposta nos documentos do processo.
O formulário deverá informar, de forma expressa, que o oficial de justiça ou a oficiala de justiça não atua como conciliador, conciliadora, mediador ou mediadora e não poderá intervir na negociação entre as partes.
PROPOSTA
Constará no documento Certidão de que foi oferecida à parte destinatária do mandado judicial a possibilidade de autocomposição e esta confirmou ou negou o seu interesse na oferta de proposta de acordo.
No caso de aceitação da proposta, o documento será encaminhado para conhecimento da parte contrária no processo e adoção das providências cabíveis.
Fica proibido a oficiais de Justiça auxiliar na elaboração do texto da proposta, sugerir valores ou condições, emitir opinião acerca de sua conveniência, intermediar diretamente as partes, transmitir contrapropostas ou praticar qualquer outro ato próprio de mediação ou negociação ativa.
A medida da CGJ-MA, por meio do Provimento 50, de 30 de setembro de 2026, acrescentou os anexos I e II ao Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Maranhão (Provimento nº 16/2022) e já está em vigor.
Pesquisa Exata.GO aponta empate técnico entre Orleans e Braide e indica possibilidade de segundo turno no Maranhão
Às vésperas da eleição, mais uma pesquisa aponta empate técnico entre Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) e indica possibilidade de segundo turno na disputa pelo Governo do Maranhão. Divulgado neste sábado (3), o levantamento do instituto Exata.GO mostra Orleans com 39,10% das intenções de voto, apenas 0,7 ponto percentual atrás de Braide, que registra 39,80%. A diferença está dentro da margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Esse resultado, a exemplo das demais pesquisas divulgadas nos últimos dias que antecedem ao pleito, coloca Orleans Brandão em crescimento na reta final da disputa. Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, 391 eleitores declararam voto no emedebista, enquanto 398 escolheram o candidato do PSD, uma diferença de apenas sete pessoas entre os mil participantes.
A distribuição das intenções de voto também sinaliza a possibilidade de uma segunda etapa da eleição. Felipe Camarão (PT) aparece com 10,30%, seguido por Roberto Rocha (PRTB), com 5,10%. Juntos, os dois somam 15,4%, percentual que contribui para manter os primeiros colocados abaixo da maioria absoluta dos votos válidos necessária para vencer no primeiro turno.
Os demais candidatos apresentam os seguintes resultados: André Luís (Missão), 0,50%; Saulo Arcangeli (PSTU), 0,40%; Reginaldo Lima (PCB), 0,30%; e Dimas Cassimiro (PCO), 0,10%. Os entrevistados que responderam nenhum, branco ou nulo correspondem a 1,30%, enquanto 3,10% não souberam ou não responderam.
Mesmo considerando apenas as intenções de voto atribuídas aos candidatos, Orleans e Braide permanecem abaixo de 50% no retrato apresentado pelo levantamento. O cenário mantém aberta a disputa e reforça a competitividade de Orleans na votação deste domingo (4).
Realizada com recursos próprios do instituto, a pesquisa ouviu 1.000 eleitores do Maranhão entre 27 de setembro e 2 de outubro de 2026. A margem de erro estimada é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-07899/2026.






