quinta-feira, 21 de maio de 2026

Judiciário condena mulher por racismo contra outra, praticado por ciúme

 

Uma mulher foi condenada a dois anos de reclusão pela prática de injúria racial e racismo contra outra, motivada por ciúme do companheiro da vítima. A ofensora também teve os direitos políticos suspensos, enquanto durar a condenação.

A pena de privação da liberdade foi substituída pela alternativa de prestar serviço à comunidade e pagar um salário-mínimo para entidade social; a ser cumprida em regime aberto.

Ao fixar a pena, o juiz Alexandre Nascimento de Andrade, titular da 1ª Vara de Grajaú, considerou circunstâncias judiciais favoráveis à ofensora: pena abaixo de quatro anos, condição de ré primária (nunca ter sido condenada) e o fato de o crime ter sido praticado sem violência ou grave ameaça à pessoa. 

MENSAGENS DE CUNHO RACISTA

O crime ocorreu no dia três de outubro de 2023, quando a vítima tomou conhecimento de mensagens de cunho racista no telefone celular de seu companheiro. Na mensagem, a ofensora se referia à ofendida como “carvoeira”, “projeto de carvão” e “chocolate queimado”.

Durante seu interrogatório, a acusada confessou a autoria das mensagens, mas alegou   intenção discriminatória e que as mensagens foram enviadas a uma terceira pessoa, de forma privada.

Na análise do caso, o juiz Alexandre Andrade relatou que o crime de injúria racial é equivalente ao de racismo conforme a Lei nº 14.532/2023, que protege a dignidade e o decoro, valores que foram atacados, mesmo sem a vítima estar presente no momento do envio da mensagem.

ESTEREÓTIPOS RACIAIS

Ficou demonstrado que a escolha de palavras em referência à cor da pele e a estereótipos raciais demonstraram que a ofensora não apenas pretendia insultar, mas inferiorizar e  estigmatizar a vítima em razão de sua pertença racial.

Tais expressões, diz a sentença, não são apenas insultos comuns, mas formas de desumanização, que reduzem a pessoa a uma característica física ou a um material, associando a cor da pele negra a algo sujo, inacabado ou indesejado. 

“O uso desses termos revela o intuito de atingir a vítima em sua essência, ferindo sua autoestima e seu sentimento de autorrespeito por meio de uma comparação aviltante com objetos ou substâncias de valor inferior”, declarou o juiz.

Brandão anuncia grande concurso com 3.350 vagas para o sistema de segurança do Maranhão

O governador Carlos Brandão anunciou nesta quinta-feira (21) a realização de um novo concurso público para reforçar o sistema de segurança pública do Maranhão. O certame terá organização do Cebraspe, banca já contratada pelo governo do Estado, e o edital será publicado em até 30 dias.

Ao todo, serão ofertadas 3.350 vagas distribuídas entre cinco áreas estratégicas da segurança pública: Polícia Militar do Maranhão, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). As provas serão realizadas em datas diferentes, permitindo que os candidatos possam concorrer a mais de uma carreira.

“Esse é o maior concurso público do Maranhão. Um grande esforço conjunto para melhorar o serviço público estadual. Estamos começando pela segurança, abrindo novas 3.500 vagas. Em seguida, vamos fazer em diversas outras áreas, como administração, saúde, educação, FASE, com mais de 3 mil vagas. Este é apenas o primeiro passo para melhor servir o cidadão e dar oportunidades aos maranhenses”, destacou o governador Carlos Brandão.

A coronel Augusta Andrade, secretária de Estado da Segurança Pública do Maranhão, comemorou o anúncio feito por Brandão para a área. “O fortalecimento da segurança pública passa, necessariamente, pela valorização e ampliação do efetivo policial. Com a confirmação do governador Carlos Brandão sobre o avanço do novo concurso, damos mais um passo importante no fortalecimento da investigação, da inteligência e do patrulhamento em todo o estado".

Esta é mais uma iniciativa da atual gestão para a área da segurança pública no Maranhão. Ao todo, já foram entregues mais de 900 viaturas, ampliação do videomonitoramento com reconhecimento facial, uso de drones, investimentos na Central de Inteligência, armamento, munição e equipamentos, além de obras de reforma, ampliação e modernização de mais de 160 delegacias e batalhões de polícia. 

Brandão já havia anunciado a convocação de mais de 1.500 policiais no cadastro de reserva do concurso anterior, bem como a concessão de novas promoções para motivar a tropa. Com este novo concurso, a segurança pública ganha mais agentes para reforçar o monitoramento e patrulhamento nas ruas. 

Distribuição das vagas
Polícia Militar do Maranhão (PMMA)
Soldado do Quadro de Praças - 970 vagas
Soldado Músico - 30 vagas
Total: 1.000 vagas

Polícia Civil do Maranhão (PCMA)
Delegado de Polícia Civil - 58 vagas
Oficial Investigador de Polícia Civil - 357 vagas
Total: 415 vagas

Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA)
Soldado Combatente - 770 vagas
Soldado Especialista Músico - 27 vagas
Soldado Especialista Corneteiro - 3 vagas
Total: 800 vagas

Perícia Oficial
Perito Criminal - 9 vagas
Médico Legista - 25 vagas
Odontolegista - 1 vaga
Agente de Perícia Criminal - 30 vagas
Agente de Perícia Médico-Legal - 11 vagas
Total: 76 vagas

Secretaria de Administração Penitenciária (Seap)
Inspetor de Polícia Penal - 305 vagas
Monitor de Ressocialização - 450 vagas
Especialistas Penitenciários - 150 vagas
Técnicos/Assistentes Penitenciários - 154 vagas
Total: 1.059 vagas

Total geral: 3.350 vagas

MPMA e órgãos de segurança discutem ações conjuntas de combate às facções criminosas em São Luís

Uma reunião realizada, na manhã desta quarta-feira, 20, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), teve como tema o combate às facções criminosas no estado e aos recentes casos de invasões e ocupações irregulares de terras em São Luís. O encontro reuniu as cúpulas do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), incluindo o comandante-geral da Polícia Militar e o delegado-geral da Polícia Civil.

A reunião foi conduzida pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, e contou com as presenças da secretária de Segurança Pública, coronel Augusta Ribeiro, do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, do delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros Neto, do procurador-geral do estado, Denilson Almeida, além de membros do MPMA e da Polícia Militar.

O objetivo central foi traçar estratégias conjuntas de enfrentamento do problema, unindo os trabalhos de investigação, inteligência e força operacional das polícias e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

O procurador-geral de justiça orientou o coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito, a trabalhar em parceria com os órgãos de segurança nos inquéritos policiais e procedimentos investigatórios criminais já iniciados, o que deve ser formalizado por meio de Termo de Cooperação Técnica.

TJMA recebe juízes/as aposentados/as e discute valorização da carreira na magistratura

 

O Tribunal de Justiça do Maranhão recebeu, nesta quarta-feira (20/5), um grupo de juízes e juízas aposentados/as, acompanhados do presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, juiz Marco Adriano Fonseca, e da 1ª vice-presidente da AMMA, juíza Suely de Feitosa. A reunião foi conduzida pelo presidente em exercício do TJMA, desembargador Gervásio Santos, acompanhado do desembargador Raimundo Neris, ocasião em que foram prestadas homenagens à trajetória e à contribuição de cada magistrado/a presente à Justiça maranhense.

Ao dar as boas-vindas, o desembargador Gervásio Santos agradeceu a presença do desembargador Raimundo Neris e ressaltou a importância de não se perderem as referências, manifestando sua satisfação em recebê-los no Tribunal de Justiça do Maranhão e em poder rememorar momentos da trajetória jurídica de cada um.

Em seguida, o presidente da AMMA, juiz Marco Adriano Fonseca, realizou a entrega do requerimento da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC) referente aos/às magistrados/as inativos/as, medida que tem como objetivo recompor a valorização do tempo de serviço na carreira da magistratura.

A diretora-geral do TJMA, juíza Ticiany Gedeon, informou que o Tribunal vem desenvolvendo mecanismos para ampliar o acesso às informações por magistrados e magistradas inativos/as, com o objetivo de oferecer um atendimento mais direcionado e eficiente a esse público.

Estiveram presentes na reunião o juiz Pedro Guimarães; o desembargador aposentado Vicente Ferreira Lopes; os juízes aposentados José Ribamar Ramos, Carlos Magno e Márcio do Carmo; bem como as juízas aposentadas Marilse Medeiros, Conceição Mendonça e Socorro Barros.


PF deflagra operação contra esquema de financiamento ilícito eleitoral no MA

Investigação aponta desvio de recursos públicos, uso de empresas de fachada e movimentação de mais de R$ 1,9 milhão às vésperas das eleições de 2024

 

A  Polícia Federal deflagrou hoje (21/5) a operação Arthros com o objetivo de desarticular organização criminosa responsável por desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no Maranhão.

As investigações identificaram um esquema estruturado e sofisticado que utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para dissimular a origem de recursos públicos, que eram canalizados para campanhas eleitorais. O grupo também operava por meio de contas bancárias de terceiros e realizava saques em espécie e transferências fracionadas, prática típica de lavagem de dinheiro destinada a dificultar o rastreamento das operações.

A apuração revelou que, nos 15 dias que antecederam o pleito eleitoral de 2024, foram movimentados valores superiores a R$ 1,9 milhão, com a distribuição de mais de R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários. Há indícios de que parte significativa desses recursos tenha origem em contratos públicos, desviados para fins eleitorais.

As evidências reunidas demonstram a atuação coordenada dos investigados, que teriam exercido papel central na definição dos valores, escolha dos beneficiários e operacionalização dos repasses, por meio de um verdadeiro gabinete paralelo de financiamento eleitoral ilícito.

Até o momento, foram identificados vários candidatos beneficiados pelo esquema, em diversos municípios do estado. Os repasses ocorriam de forma pulverizada, inclusive por intermédio de pessoas interpostas, indicando clara tentativa de ocultação do destino final dos recursos.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, afastamento de 04 servidores públicos e indisponibilidade de bens no valor de R$ 2 milhões. As diligências foram realizadas nas cidades de São Luís-MA, Paço do Lumiar-MA, Barreirinhas-MA, Codó-MA, Matões-MA e Teresina-PI.

As medidas visam aprofundar a coleta de provas, identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícitas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e desvio de recursos públicos, além de outras infrações penais conexas.

Maranhão alcança menor índice de sub-registro civil de nascimento da série histórica

 

Esforços da Corregedoria Geral do Foro Extrajudicial do Maranhão, realizados de forma cooperada com diversos órgãos e instituições, resultaram em mais uma queda no número de sub-registro civil de nascimento no Estado. O Relatório Informativo foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (20/5), e revela que o índice de pessoas nascidas e não registradas caiu para menos de 2% no ano de 2024. O relatório também aponta para redução da subnotificação de nascimento.

De acordo com o Instituto, no início da série histórica – ano de 2015 – mais de 12% das crianças nascidas no Maranhão não foram registradas dentro do prazo legal, que é de até três meses. A partir de esforços institucionais, o índice passou a cair gradativamente – chegando a 2,94% no ano de 2023 e alcançou o menor patamar da série, que é de 1,94%, segundo o levantamento que considerou o universo de mais de 92,8 mil nascimentos no Estado, em 2024.

No Brasil, também é verificada uma queda gradativa nos últimos anos, com o país alcançando a marca de 0,95% de sub-registro, o que assegura o cumprimento da meta de erradicação e de universalização do acesso ao registro estabelecida pela Organização das Nações Unidas. Segundo a meta 16.9 da Agenda 2030, as instituições devem atuar para garantir identidade legal para todos, incluindo o registro civil de nascimento.

Além da COGEX, atuam diretamente na rede de combate ao sub-registro civil o Tribunal de Justiça do Maranhão, a Associação de Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN-MA), cartórios de registro civil de pessoas naturais, Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), prefeituras e estabelecimentos de saúde que realizam partos e possuem unidades interligadas. As ações também seguem diretrizes normativas do Conselho Nacional de Justiça.

Ao tomar conhecimento da redução dos índices de subregistro no Estado, a Desembargadora Angela Salazar celebrou o resultado, reconhecendo que a conquista é fruto do esforço de gestões anteriores e do trabalho conjunto com os cartórios de registro civil. Ressaltou a importância do fortalecimento das parcerias e da manutenção da pauta como eixo de atuação prioritário.

A redução é fruto da mudança do olhar do Judiciário em relação aos indocumentados, oportunizando o acesso à cidadania básica. O resultado reflete, também, todo empenho das gestões que me antecederam e o valoroso trabalho de delegatários das serventias extrajudiciais. É uma pauta consolidada e que seguiremos tratando como um dos pilares de nossa atuação no intuito de reduzir, ainda mais, esse índice”, afirmou.

Ainda de acordo com o relatório do IBGE, os cinco municípios maranhenses com mais crianças nascidas e não registradas no prazo legal, em 2024, foram Junco do Maranhão (70,18%), Luís Domingues (35,01%) Carutapera (24,15%), Vargem Grande (14,09%) e Maracaçumé (13,47%). Os dados vão contribuir para a definição de ações prioritárias a serem realizadas pela COGEX, por meio do Núcleo de Registro Civil e Acesso à Documentação Básica.

SUB-REGISTRO CIVIL DE NASCIMENTO

O sub-registro civil de nascimento é medido com base na quantidade de crianças nascidas e não registradas em um prazo de até 90 dias, considerando os três meses do ano subsequente. O índice é divulgado anualmente, fazendo referência ao período de dois anos anteriores. Assim, os dados publicados em 2026 são referentes aos nascimentos ocorridos no ano de 2024 e não registrados nos três meses subsequentes.

Os dados, portanto, não estão relacionados à população absoluta de um ente federado. Tomando como exemplo prático, se em um estado ou município ocorreram 100 nascimentos no ano, mas dois deles não foram registrados no prazo legal, a taxa de sub-registro será de 2%.

Casos em que o registro da criança é feito após o prazo legal não altera o índice. Em regra, passa a ser um dado não mensurado, uma vez que não há acompanhamento e confirmação sobre a realização ou não do registro. Além de trazer distorções para a formulação de políticas públicas, essa lacuna aumenta a probabilidade de haver adultos não registrados. Sem o registro civil de nascimento, as pessoas ficam excluídas de serviços públicos, como documentação, saúde, educação e transferência de renda.

INICIATIVAS EXITOSAS

A queda sistemática no índice de sub-registro civil que é assistida no Maranhão é resultado de ações integradas e efetivas, focadas na resolução do problema. Além da gratuidade universal do registro e da primeira via da respectiva certidão, o Poder Judiciário mobiliza atores para implementar iniciativas com foco no combate e erradicação do problema.

Uma das estratégias mais importantes e que, hoje, tem seu projeto de expansão e funcionamento coordenado pela COGEX são as Unidades Interligadas de Registro Civil. A estrutura é implantada em uma maternidade, em parceria com cartório, Estado ou prefeitura e o estabelecimento de saúde. A medida visa assegurar que o registro e emissão da certidão seja feito ainda na maternidade, antes da alta hospitalar da criança.

O Estado conta com 128 unidades interligadas e o bom funcionamento do serviço garante o registro e a certidão, confere ao hospital a possibilidade de incrementar o seu orçamento, assegura à criança a proteção integral desde o primeiro dia de vida, possibilita a correta contagem populacional, impacta na elevação do IDH e do Fundo de Participação do Município.

O projeto Cegonhas: pelo direito de existir é outra importante estratégia implantada pelo Tribunal de Justiça. A iniciativa considera o apoio da rede de parteiras existentes nos municípios, além de parcerias com prefeituras, entidades religiosas e representações da sociedade civil. A finalidade é assegurar o registro e a respectiva certidão, no prazo legal, de crianças nascidas fora dos estabelecimentos hospitalares.

Ainda como estratégias de combate ao sub-registro civil e acesso à documentação básica, a COGEX conta com os projetos Município SubZer0, voltado para identificação e regularização documental de pessoas sem registro; e Registro Cidadão, que acontece na modalidade indígena e quilombola, com foco na atualização da certidão de nascimento e casamento e resgate do exercício de direitos civis e sociais.

Paulo Victor propõe alerta imediato em casos de desaparecimento de crianças e adolescentes

 

A Câmara Municipal de São Luís está analisando o Projeto de Lei Nº 0474/2025, que institui o Sistema Municipal de Alerta de Desaparecimento de Crianças e Adolescentes na capital maranhense. De autoria do presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), a proposta prevê a criação de um mecanismo de envio de alertas emergenciais para usuários de telefones celulares localizados nas proximidades do desaparecimento, utilizando critérios de geolocalização e respeitando as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

De acordo com o texto, os alertas deverão ser enviados, preferencialmente, nas primeiras 24 horas após a comunicação oficial do desaparecimento às autoridades competentes, período considerado crucial para a localização da criança ou adolescente. As mensagens poderão ser disparadas por SMS e complementadas por aplicativos de mensagens instantâneas, redes sociais e outras plataformas digitais, mediante parcerias com empresas de tecnologia e operadoras de telefonia.

O projeto estabelece que os alertas contenham informações como nome, idade, características físicas, data e local da última visualização, além de fotografia e link com dados atualizados do caso, sempre acompanhados do título obrigatório:

ALERTA: Criança ou Adolescente Desaparecido(a)!”.

Outro ponto previsto na proposta é a possibilidade de utilização de sistemas de inteligência artificial e integração com o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, criado pela Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. “O desaparecimento de crianças e adolescentes é uma grave violação de direitos humanos e uma das situações mais angustiantes enfrentadas por famílias, comunidades e pelo poder público”, justificou Paulo Victor.

Segundo o vereador, a proposta busca “agilizar e potencializar a localização de menores desaparecidos, especialmente nas primeiras 24 horas, período considerado crucial para a elucidação de casos dessa natureza”. A iniciativa está alinhada ao Estatuto da Criança e do Adolescente e à Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. O texto também prevê que o Poder Executivo poderá firmar convênios e termos de cooperação com operadoras de telefonia, empresas de tecnologia, redes sociais e veículos de comunicação para ampliar a disseminação dos alertas.

O projeto foi encaminhado para análise das Comissões de Constituição e Justiça, Assistência Social e Orçamento da Casa durante a sessão realizada em 5 de maio. Caso seja aprovado pela Câmara e sancionado pelo Executivo, o sistema passará a integrar as políticas municipais de proteção à infância e adolescência em São Luís.