Zombamos da nossa boa saúde até precisarmos de ajuda médica hospitalar. Comemos sem controle, não nos exercitamos, bebemos mais do que deveríamos, basta chegar o fim de semana. Um em cada cinco brasileiros está obeso. No Maranhão, mais de 30 mil crianças estão obesas ou acima do peso. A obesidade representa um dos maiores desafios da Saúde Pública no século XXI.
Em plena era das academias, da facilidade do acesso a vídeos de treino em casa, de ambientes públicos favoráveis ao exercício físico, somos desprevenidos ou relapsos demais para levar a sério as consequências dessa falta de atitude preventiva com a saúde. Vamos ser sinceros, tomar dois litros de água por dia, fazer uma caminhada, correr, alimentar-se bem, não é muito diante do risco iminente.
Quem sabe, enquanto lê esse artigo, você aprecie seu cigarro, beba um gole ou outro de café, mas ainda não colocou nada na barriga. Talvez você não sinta tanta fome, pule as refeições. Quem sabe, hoje é domingo, já começou a beber sua cerveja ou o refrigerante bem gelado nas primeiras horas da manhã.
Vida sedentária, alimentação pouco saudável e cada vez mais obesos. Devo alertar, este é um perfil favorável ao aparecimento de um câncer em um futuro próximo. A doença não é um risco apenas para quem tem histórico familiar, como alguns pensam. Segundo estudos, são raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos.
Por outro lado, na contramão do comportamento desleixado da sociedade, cientistas se debruçam em pesquisas para encontrar a cura e medicamentos mais eficientes para tratamento de doenças como o câncer. Recentemente, pesquisadores brasileiros identificaram uma molécula que pode inibir a agressividade de tumores embrionários do sistema nervoso central, responsáveis por um tipo de câncer que é mais comum em crianças.
O estudo, bem-sucedido em camundongos, passará por muitos testes até ser direcionado ao tratamento de câncer pediátrico nos hospitais oncológicos. Até lá, as crianças ainda estarão sendo medicadas com o método tradicional. É uma esperança futura, mas distante dos pacientes em atendimento agora.
Fico a pensar nas mais de 30 mil crianças maranhenses mencionadas no início deste artigo. Elas, assim como um a cada cinco brasileiros, estão no grupo de risco não só para câncer, como doenças cardiovasculares, respiratórias, diabetes e hipertensão. Todas essas doenças estão associadas a uma maior chance de morte prematura.
Mudar hábitos e criar um novo estilo de vida são atitudes preventivas para permanecer longe dos leitos de internação hospitalar, das cadeiras de diálise, da quimioterapia, das injeções de insulina necessárias para sobreviver. Não se enganem, obesidade não tem a ver com beleza. A fofura excessiva do seu filho precisa ser acompanhada e tratada por profissionais de saúde. Este é uma decisão individual: quanto de vida e com que qualidade escolho ter?

Nenhum comentário:
Postar um comentário