“Exposição ocupacional ao benzeno em postos revendedores de
combustíveis” é o tema da Conferência que acontece nesta quinta-feira
(8), das 8h às 11h30, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, no
Calhau, em São Luís. O evento é promovido pelo Ministério Público do
Trabalho no Maranhão (MPT-MA).
Além do órgão ministerial, a conferência contará com a participação de
representantes dos governos federal, estadual e municipal, do Tribunal
Regional do Trabalho, sindicatos, conselhos de classe, Corpo de
Bombeiros, Procon, donos de postos de combustíveis, entre outros
convidados.
Programação
A programação começa às 8h, com o credenciamento, seguida de mesa de
abertura, às 8h30. A primeira palestra será com o médico e auditor
fiscal do Trabalho da Bahia, Paulo Sérgio de Andrade Conceição. Ele
falará sobre o controle da exposição ocupacional em postos revendedores
de combustíveis, às 9h.
A segunda palestra será às 10h30, com a médica do Trabalho e perita
médica previdenciária do INSS/MA, Rita de Cássia Costa Camarão. O tema
abordado por ela será o adoecimento e o trabalho do frentista. Das 11h
às 11h30 haverá debate.
Encher o tanque “até a boca” e usar flanela são práticas perigosas
Ao encher o tanque dos veículos “até a boca”, após o travamento
automático da bomba, o frentista fica exposto a grandes quantidades de
vapor de gasolina, que contém benzeno. Outro risco é o uso de flanela
para impedir respingos ou limpar a gasolina na lataria dos veículos. O
pano absorve o vapor com benzeno e contamina o trabalhador pela via
cutânea.
Riscos da exposição
O benzeno é uma substância química presente na evaporação da gasolina. A
intoxicação pode acontecer por via oral, pela respiração ou em contato
direto com a pele. Além de enjoo, taquicardia, dor de cabeça, tremores e
sonolência, o benzeno pode causar câncer (leucemias e linfomas),
anemia, hemorragia, danos ao fígado e ao cérebro. Nas mulheres, pode
deixar a menstruação irregular e diminuir os ovários.
Legislação
Para inibir essa prática, os donos de postos de combustíveis precisam
cumprir as regras previstas no anexo 2 da Norma Regulamentadora nº 9. As
exigências vão desde treinamento dos trabalhadores, controle ambiental
nos postos, higienização dos uniformes e fornecimento de equipamentos de
proteção individual, como máscaras de proteção respiratória com filtro
para vapores orgânicos.
A NR-9 também prevê a instalação de um sistema de recuperação nas bombas
de abastecimento de combustíveis para captar o vapor e devolvê-lo ao
tanque do posto. A principal preocupação é impedir a emissão de vapores
de gasolina no meio ambiente de trabalho.

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