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| Foto Reprodução |
Com menos de uma semana do início dos trabalhos do Grupo de Trabalho (GT) da FUNAI, que fará o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) dos Akroá Gamella, o povo volta a sofrer novas ameaças. Três homens em um carro, não identificados pela comunidade, circularam na região a procura de lideranças do povo indígena Akroá Gamella. O mesmo veículo tem passado constantemente em frente à uma retomada, em Viana, na Baixada Maranhense.
A FUNAI solicitou à Polícia Federal que acompanhasse os pesquisadores do GT, que estão na área elaborando o RCID entretanto, a PF não deu resposta. Portanto, nesse momento, tanto os pesquisadores quanto os indígenas estão sob risco.
Ontem à noite, vários movimentos sociais acionaram as autoridades competentes para que tomem as providências cabíveis. Entre os órgãos acionados estão: FUNAI que se comprometeu em acionar a Polícia Federal, Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e o Programa de Defensores de Direitos Humanos. A situação é bastante tensa no local.
Todos lembram que o povo Akroá Gamella sofreu um massacre em abril de 2017, deixando 22 feridos – entre eles, dois indígenas com as mãos quase decepadas a golpes de facão. Somente após a ocupação pelos Gamella na FUNAI, em São Luís em novembro de 2017, é que foi determinada a criação do Grupo de Trabalho (GT) para Identificação e Delimitação da Terra Indígena. O grupo somente iniciou as atividades esta semana, em novembro de 2018.

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