sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Indígenas Gamella e grupo de trabalho da Funai sofrem ameaças no interior do estado

Foto Reprodução



Com menos de uma semana do início dos trabalhos do Grupo de Trabalho (GT) da FUNAI, que fará o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) dos Akroá Gamella, o povo volta a sofrer novas ameaças. Três homens em um carro, não identificados pela comunidade, circularam na região a procura de lideranças do povo indígena Akroá Gamella. O mesmo veículo tem passado constantemente em frente à uma retomada, em Viana, na Baixada Maranhense.

A FUNAI solicitou à Polícia Federal que acompanhasse os pesquisadores do GT, que estão na área elaborando o RCID entretanto, a PF não deu resposta. Portanto, nesse momento, tanto os pesquisadores quanto os indígenas estão sob risco. 

Ontem à noite, vários movimentos sociais acionaram as autoridades competentes para que tomem as providências cabíveis. Entre os órgãos acionados estão: FUNAI que se comprometeu em acionar a Polícia Federal, Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e o Programa de Defensores de Direitos Humanos. A situação é bastante tensa no local.

Todos lembram que o povo Akroá Gamella sofreu um massacre em abril de 2017, deixando 22 feridos – entre eles, dois indígenas com as mãos quase decepadas a golpes de facão. Somente após a ocupação pelos Gamella na FUNAI, em São Luís em novembro de 2017, é que foi determinada a criação do Grupo de Trabalho (GT) para Identificação e Delimitação da Terra Indígena. O grupo somente iniciou as atividades esta semana, em novembro de 2018.

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