Segundo dados recentes divulgados pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios, a taxa de desocupação ainda é considerada elevada em todo o país, ou seja, aquelas pessoas acima de 14 anos que procuraram emprego e não encontraram.
Para mulheres negras a situação é ainda mais complicada. Segundo a pesquisa, o número de pessoas desocupadas no país que se declararam negras é de 14,6%, enquanto de pessoas pardas, o índice foi de 13,8%. Quando analisado o gênero, as mulheres, com 13,6%, tem uma taxa de desocupação maior do que a dos homens, com 10,5%.
MARANHÃO NA CONTRAMÃO DA CRISE
A Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral, ainda apontou que houve diminuição do número de desocupados no estado do Maranhão, fato altamente favorável para o estado.
Em um comparativo entre os anos de 2017 e 2018. A pesquisa teve como base o terceiro trimestre. Entre os meses de julho e setembro, a taxa de desocupação no Maranhão era de 15,6% no ano passado (2017), já neste ano, durante o mesmo período, recuou para 13,8% (2018).
O Maranhão também ocupa uma posição confortável em relação aos demais estados do Nordeste. A taxa de desocupação na região é de 14,4%, acima da taxa maranhense.
Em conversa com o blog nesta quinta-feira (15), o economista e presidente do Imesc, Felipe de Holanda repassou as seguintes explicações:
A situação é mais complicada na área rural. Além da seca, o corte de repasses financeiros por parte do Governo Federal, comprometeu ainda mais a situação de municípios em todo o Brasil.
Muitas cidades que dependem quase que exclusivamente de repasses federais sofrem com o colapso econômico, o que impulsiona problemas em diversas áreas sociais, entre elas a desocupação.

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