Quando o país alcança novo recorde com
1.473 óbitos pelo Covid-19 registrados em um dia (totalizando 34.072
vidas perdidas), foi entregue, nesta sexta feira (5), o 1º hospital de
campanha do Governo Federal. Erguido em Águas Lindas (GO), no entorno de
Distrito Federal, a obra, que custou mais de R$ 15 mi aos cofres
públicos, iniciou em abril e passou por inúmero problemas burocráticos.
Na contramão disso, o Maranhão chegará em junho ao quarto hospital de
campanha exclusivo para o tratamento do novo coronavírus.
O Brasil passou a Itália e é o 3º com
mais vítimas no mundo e, nesta semana, mais uma vez o presidente Jair
Bolsonaro normalizou as mortes pela doença, que alcançam números
recordes no Brasil. “A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de
todo mundo”, disse o presidente na terça-feira (2).
Mas não só nas chocantes e constantes
frases que ficam à mostra o descaso do presidente da República com a
vida dos brasileiros. Aí vai mais um exemplo: desde março o país
enfrenta uma crise sanitária sem precedentes e é com a chegada de junho
que se recebe o primeiro hospital de campanha construído pela gestão federal.
O HOSPITAL
A unidade terá 200 leitos de
internação, dos quais 190 de enfermaria e 10 de UTI, com rede de gás
instalada. Essa rede, os geradores elétricos e camas foram adquiridos
com recursos do Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria de Saúde de
Goiás, a estrutura permite ampliar o número de leitos de UTI conforme a
necessidade.
O governo federal também será responsável pelo aluguel e a manutenção da estrutura física do hospital.
A
unidade foi construída pelo governo federal, ao custo de R$ 10 milhões,
e será mantido pelo governo de Goiás, que custeará insumos e equipes,
com total de 263 colaboradores diretos – que incluem 45 médicos, 85
enfermeiros e técnicos em enfermagem, 23 fisioterapeutas, além de
farmacêuticos, psicólogos e nutricionistas.
Neste mesmo período, o Maranhão –
liderado por um dos maiores opositores de Jair Bolsonaro, Flávio Dino –
além de ter recebido investimentos nos hospitais da própria rede
estadual (que passou de 232 leitos exclusivos para o Covid no início da
pandemia para 1680, atualmente), também ja recebeu três hospitais de campanha e outros quatro serão entregues ainda está mês, Pedreiras, Lago da Pedra, Santa Luzia do Paruá e Viana.
Em apenas duas semanas, o Governo do
Estado em parceria com Emap, construiu um hospital de campanha na
capital, para atender a Região Metropolitana. Entregue em 19 de maio, a
unidade possui 3.500 m², 200 leitos, entre clínicos e UTI.
Além da capital, interior do estado tem
sido beneficiado, no intuito de atender regiões específicas. Inaugurado
em 16 de maio, o Hospital de Campanha de Açailândia foi o primeiro do
estado e já realizou cerca de 150 atendimentos. São 60 leitos
construídos em parceria com a Vale. Já em Santa Inês, o mais recente,
entregue 1º de junho, são 40 leitos e os primeiros pacientes já estão
sendo atendidos. A próxima unidade será em Pedreiras, com trâmites já
pronto.
As diferenças marcadamente claras entre
as posturas de gestão no Brasil e no Maranhão mostram a cruel face da
realidade atual do país: muito mais pode ser feito para salvar vidas.


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