sexta-feira, 5 de junho de 2020

Enquanto Governo Federal inaugura 1º hospital de campanha, Maranhão fechará o mês com 7 unidades


Quando o país alcança novo recorde com 1.473 óbitos pelo Covid-19 registrados em um dia (totalizando 34.072 vidas perdidas), foi entregue, nesta sexta feira (5), o 1º hospital de campanha do Governo Federal. Erguido em Águas Lindas (GO), no entorno de Distrito Federal, a obra, que custou mais de R$ 15 mi aos cofres públicos, iniciou em abril e passou por inúmero problemas burocráticos. Na contramão disso, o Maranhão chegará em junho ao quarto hospital de campanha exclusivo para o tratamento do novo coronavírus.

O Brasil passou a Itália e é o 3º com mais vítimas no mundo e, nesta semana, mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro normalizou as mortes pela doença, que alcançam números recordes no Brasil. “A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo”, disse o presidente na terça-feira (2).

Mas não só nas chocantes e constantes frases que ficam à mostra o descaso do presidente da República com a vida dos brasileiros. Aí vai mais um exemplo: desde março o país enfrenta uma crise sanitária sem precedentes e é com a chegada de junho que se recebe o primeiro hospital de campanha construído pela gestão federal.

O HOSPITAL

A unidade terá 200 leitos de internação, dos quais 190 de enfermaria e 10 de UTI, com rede de gás instalada. Essa rede, os geradores elétricos e camas foram adquiridos com recursos do Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria de Saúde de Goiás, a estrutura permite ampliar o número de leitos de UTI conforme a necessidade.

O governo federal também será responsável pelo aluguel e a manutenção da estrutura física do hospital.

A unidade foi construída pelo governo federal, ao custo de R$ 10 milhões, e será mantido pelo governo de Goiás, que custeará insumos e equipes, com total de 263 colaboradores diretos – que incluem 45 médicos, 85 enfermeiros e técnicos em enfermagem, 23 fisioterapeutas, além de farmacêuticos, psicólogos e nutricionistas.

Neste mesmo período, o Maranhão – liderado por um dos maiores opositores de Jair Bolsonaro, Flávio Dino – além de ter recebido investimentos nos hospitais da própria rede estadual (que passou de 232 leitos exclusivos para o Covid no início da pandemia para 1680, atualmente), também ja recebeu três hospitais de campanha e outros quatro serão entregues ainda está mês, Pedreiras, Lago da Pedra, Santa Luzia do Paruá e Viana.


Em apenas duas semanas, o Governo do Estado em parceria com Emap, construiu um hospital de campanha na capital, para atender a Região Metropolitana. Entregue em 19 de maio, a unidade possui 3.500 m², 200 leitos, entre clínicos e UTI.

Além da capital, interior do estado tem sido beneficiado, no intuito de atender regiões específicas. Inaugurado em 16 de maio, o Hospital de Campanha de Açailândia foi o primeiro do estado e já realizou cerca de 150 atendimentos. São 60 leitos construídos em parceria com a Vale. Já em Santa Inês, o mais recente, entregue 1º de junho, são 40 leitos e os primeiros pacientes já estão sendo atendidos. A próxima unidade será em Pedreiras, com trâmites já pronto.

As diferenças marcadamente claras entre as posturas de gestão no Brasil e no Maranhão mostram a cruel face da realidade atual do país: muito mais pode ser feito para salvar vidas.

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