O senador Weverton (PDT-MA) apresentou um projeto de
lei que cria o Programa Emergencial de Apoio ao Financiamento de
Estudantes do Ensino Superior (PEFies), durante o período de pandemia. O
texto amplia a base de alunos que passam a ter acesso ao Fies enquanto
durar o estado de calamidade pública (até 31 de dezembro de 2020).
Atualmente a renda máxima para ter acesso ao Fies é de três salários
mínimos. A proposta é que passe a ser de até 12 salários mínimos nesse
período.
“A crise causada pelo coronavírus trouxe desemprego,
redução de renda e incerteza sobre o cenário político-econômico do país.
A evasão escolar e a inadimplência aumentaram muito. Os alunos são
fortemente prejudicados com essa situação”, afirma o parlamentar.
Sengundo o senador, o projeto tem o objetivo de
incluir famílias que estão sofrendo perda de renda com a pandemia e que
ficariam inadimplentes com as universidades.
Dados divulgados pelo Instituto Semespe de maio deste
ano mostram que a inadimplência no ensino superior privado do Brasil
cresceu 72% em abril de 2020, se comparado ao mesmo mês do ano passado.
No mesmo período, a evasão – quando o estudante desiste do curso ou
tranca a matrícula – também teve aumento de 32,5%.
“É inegável o grande impacto no setor de ensino,
imposto pela crise do coronavírus, e que milhões de famílias tiveram sua
renda reduzida. Algumas pessoas estão sem recurso nenhum. Nesse
sentido, é fundamental que nós, parlamentares, possamos ajudar
apresentando projetos para diminuir os efeitos dessa crise”, explica.
De acordo com o texto, o programa será destinado para
estudantes com débitos e dívidas com as Instituições de Ensino e que
estão com dificuldade no pagamento das mensalidades devido ao
coronavírus. Alunos que recebem bolsas de estudo parciais de 50% ou de
25% do Programa Universidade para Todos (PROUNI) também poderão
participar.
O projeto prevê o financiamento estudantil a juros
mais baixos, com um prazo de 40 a 60 meses para o pagamento, e carência
de 12 meses, contados a partir do final do término do curso superior.
“Este programa é importante porque vai promover a
inclusão. Muitas famílias perderam renda e não têm como arcar com várias
despesas. Garantir que o filho não pare de estudar é fundamental. Vou
trabalhar para que o projeto seja logo aprovado”, finalizou.

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