Em sessão de julgamento realizada nesta quinta-feira (28), na 2a Vara de Codó, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação dos réus Kelvy Alves dos Santos, José Armando da Silva e João Victor Monteiro. Eles estavam sendo acusados de crime de tentativa de homicídio, posse ilegal de arma e tráfico de drogas. Cada um recebeu a pena de 14 anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. A sessão foi presidida pelo juiz Lucas Alves, titular de São Domingos do Azeitão e designado para o júri.
De acordo com a denúncia, no dia 13 de junho de 2025, por volta das 22h, no Bairro Nova Jerusalém, em Codó/MA, os denunciados teriam efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima Maria do Nascimento. Foi apurado, ainda, que no dia seguinte dois dos denunciados foram flagrados em posse de duas armas de fogo, bem como munições de calibre .12, no interior de uma residência, em desacordo com determinação legal ou regulamentar. A polícia apurou, ainda, que o terceiro denunciado foi flagrado em posse de 13 porções de substância análoga ao crack.
O CASO
No dia do crime, os três homens, em posse de armas de fogo, dirigiram-se à residência de uma mulher, com a intenção de matar seu filho. Ao chegarem ao local, os denunciados efetuaram vários disparos em direção à residência, momento em que atingiram a vítima Maria do Nascimento que estava no local participando de uma confraternização. Um dos disparos atingiu a mulher nas costas. Ela foi imediatamente levada ao hospital. Após os fatos, a guarnição da Polícia Militar foi informada que os autores dos disparos que atingiram Maria do Nascimento Moreira estavam escondidos na residência do denunciado João Victor.
Em depoimento, João Victor Nascimento Costa confessou a autoria delitiva, afirmando que as drogas e armas eram suas, e que a motocicleta havia sido empenhada por um terceiro não identificado, seis dias antes dos fatos. Sobre os disparos de arma de fogo que atingiram a mulher, os denunciados João Victor e José Armando confirmaram a autoria, enquanto o denunciado Kelvy, embora tenha confirmado presença no local dos disparos, alegou que não sabia da intenção dos companheiros. O crime foi motivado por rivalidade.

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