![]() |
| Foto Reprodução |
O Brasil registrou 1.185 novas mortes e contabilizou mais 31.197
infectados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo
levantamento conjunto feito pelos veículos de comunicação Estadão, G1, O
Globo, Extra, Folha e UOL e divulgado nesta terça-feira, 9. Conforme os
dados reunidos, o País soma 742.084 registros de contaminação e 38.497
óbitos pela doença.
Apenas o Mato Grosso não
atualizou os dados até às 20h desta terça-feira. Brasil é o terceiro
país com mais mortos pelo vírus, atrás apenas dos Estados Unidos e do
Reino Unido. A escalada do número de vítimas ocorre em meio a anúncios
de flexibilização da quarentena por governadores e prefeitos.
O
balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os jornalistas
dos seis meios de comunicação, que uniram forças para coletar junto às
secretarias estaduais de Saúde e divulgar números totais de mortos e
contaminados. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo
Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, o que
ocorreu a partir da semana passada.
Com esse consórcio dos
veículos de imprensa, o objetivo é informar os brasileiros sobre a
evolução da covid-19 no País, cumprindo o papel de dar transparência aos
dados públicos. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde no
início da noite desta terça-feira, 9, foram notificados no País em 24
horas novos 1.272 óbitos e 32.091 infectados.
Bolsonaro interferiu para mudar divulgação de balanços
Como
o Estadão mostrou nesta segunda, a mudança na forma como o governo
divulga dados ocorreu após Bolsonaro determinar que o número de mortes
ficasse abaixo de mil por dia. A ordem foi repassada ao ministro
interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, que entregou a demanda a
seus subordinados. A avaliação do Planalto, porém, é de que a equipe
executou mal a determinação do presidente.
Em 3 de junho, o Brasil
bateu recorde, com o registro de 1.349 óbitos em 24 horas. Naquele dia,
o governo atrasou a divulgação do balanço, que foi enviado por volta
das 22h - os números vinham sendo liberados entre 19h e 20h. Na sexta,
5, terceiro dia seguido de atraso, Bolsonaro se recusou a responder de
quem havia partido a ordem para postergar a publicação. Ele disse:
"Acabou matéria no Jornal Nacional", referindo-se ao jornal da TV Globo,
o de maior audiência no País.
Na mesma sexta, o portal do
ministério com o balanço saiu do ar. O site retornou no sábado, 6, mas
passou a apresentar só informações sobre os casos “novos" - registrados
no próprio dia. Não havia mais os números totais de mortos e infectados.
Nesta segunda-feira, os dados foram divulgados em uma coletiva de
imprensa, por volta das 18h.
No começo da pandemia, balanço era divulgado no fim da tarde.
Quando
o ministério estava sob o comando de Luiz Henrique Mandetta, a pasta
divulgava dados diários em coletivas de imprensa por volta das 17h. Em
algumas ocasiões, os números eram a atualizados antes em uma plataforma
criada pelo governo.
Com a demissão de Mandetta e a nomeação de
Nelson Teich, a pasta mudou o horário de divulgação para 19h, com a
justificativa de que haveria mais tempo para coletar informações e
divulgar números mais consolidados. Após Teich pedir demissão, o
ministério manteve a divulgação no mesmo horário, com atrasos eventuais.
Estatísticas são úteis para planejar políticas públicas
Segundo
especialistas, ter transparência e qualidade na divulgação dos dados
sobre infecções e mortes em decorrência da covid-19 é fundamental para
compreender a evolução da pandemia. É isso que mostra onde novos casos
estão surgindo, onde a epidemia ainda está em curva ascendente e onde
está arrefecendo.
Sem clareza e segurança sobre esses números,
apontam cientistas, é impossível tomar decisões sobre quais lugares
precisam de reforço para a abertura de leitos de UTI, a oferta de
respiradores ou mesmo em quais é possível iniciar os movimentos de
abertura do isolamento social.
FONTE: Estadão

Nenhum comentário:
Postar um comentário