Nesta terça-feira (12), os deputados estaduais bolsonaristas Pastor Cavalcante e Mical Damasceno declararam apoio a pré-candidatura do Pastor Bel (Agir36) na disputa ao Senado Federal. Os políticos ligados à Igreja Evangélica Assembleia de Deus são filiados ao PSD – presidido no Maranhão pelo deputado federal Edilazio Júnior e que tem o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior como pré-candidato ao Senado Federal.
O presidente estadual do PSD, o deputado Edilázio Júnior, já declarou publicamente que apoia o senador Roberto Rocha; o candidato ao governo pelo partido Edivaldo Holanda Júnior, ainda não deu nenhum pronunciamento de quem deve apoiar ao senado, apesar de que nos bastidores, o nome do ex-governador Flávio Dino é o mais forte. Já a deputada de mesma legenda Mical, decidiu caminhar com Pastor Bel.
O posicionamento do Pastor Cavalcante e de Mical pode ter ligação com uma contenda envolvendo o PTB. Há meses atrás, o senador Roberto Rocha, filiou-se ao partido e consequentemente tornou-se presidente da direção estadual do PTB, gerando um desgaste na sua relação com os três deputados, federal Josivaldo JP, e estaduais Mical Damasceno, além do Pastor Cavalcante. Com isso, os deputados filiaram-se ao PSD.
Dentro do PSD, ao que tudo indica, Wellington do Curso também não deve apoiar Roberto Rocha ao senado. Isso por conta de um outro episódio de uns tempos atrás. Em 2020, Wellington, hoje deputado estadual, teve a sua pré-candidatura a prefeito de São Luís em 2020, de certa forma boicotada pelo senador Roberto Rocha dentro do PSDB. Naquele ano, o senador fez um acordo com o então candidato a prefeitura de São Luís, Eduardo Braide, vindo a vencer as eleições municipais em 2020. Braide já declarou publicamente, recentemente, que irá apoiar Rocha na reeleição, como um gesto de retribuir a ajuda de dois anos atrás.

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