sábado, 11 de abril de 2026

Brandão visita municípios afetados pelas fortes chuvas

 

O governador Carlos Brandão esteve, nesta sexta-feira (10), nos municípios de Pedreiras e Trizidela do Vale, no Médio Mearim, para acompanhar de perto os impactos das chuvas intensas registradas nos últimos dias. A agenda incluiu sobrevoo nas áreas mais afetadas e vistoria técnica em abrigos organizados para acolher famílias atingidas pelas cheias. Mais do que prestar solidariedade, o intuito foi de alinhar, junto às autoridades locais, as medidas emergenciais para reduzir os danos, fornecendo todo apoio necessário.

De acordo com levantamento da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Maranhão (CEPDECMA), sete municípios maranhenses decretaram situação de emergência: Tuntum, Lagoa do Mato, Poção de Pedras, São Pedro da Água Branca, São Bernardo, Santa Luzia e Pedreiras.

Durante a visita, o governador percorreu trechos alagados, dialogou com equipes de campo e verificou a estrutura montada nos abrigos provisórios, como o Ginásio Municipal de Pedreiras.

"Estamos colocando essas pessoas em abrigos, dando assistência, fornecendo alimentação por meio do Restaurante Popular, material de higiene e limpeza, colchonetes e tudo aquilo que é necessário, além de assistência médica e da pulverização com um carro fumacê para evitar a dengue", afirmou o governador Carlos Brandão.

Em Pedreiras, um dos pontos mais sensíveis até o momento, 342 famílias foram diretamente afetadas, sendo 58 colocadas em abrigos, 78 desalojadas e 206 isoladas em povoados com dificuldade de acesso. Em Trizidela do Vale, a situação também é preocupante, são 121 famílias impactadas, com 58 em abrigos e 63 desalojadas. Os números seguem em atualização diariamente.

A atuação integrada do Governo do Estado também envolve o apoio direto aos municípios para atendimento emergencial, com distribuição de alimentos, água potável, roupas e kits de higiene.

Equipes da Defesa Civil Estadual auxiliam ainda na organização e manutenção dos abrigos, além de orientar gestores municipais sobre os procedimentos necessários para formalização da situação de emergência junto ao Governo Federal, facilitando o acesso a recursos e benefícios sociais.

"Além de estar socorrendo na parte social, a gente ainda tem a nossa solidariedade. É importante a presença do governo para mostrar a preocupação e a solidariedade, porque essas pessoas estão passando um momento difícil", concluiu o governador Carlos Brandão.

Assistência social e monitoramento contínuo

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), através da Defesa Civil Estadual, mantém equipes mobilizadas nas regiões atingidas, com monitoramento constante das áreas de risco e atuação em ocorrências relacionadas às chuvas.

As ações incluem retirada de famílias de áreas vulneráveis, suporte logístico aos municípios e compartilhamento de informações para resposta mais ágil às demandas. Diante da previsão de continuidade das chuvas, medidas preventivas foram ampliadas, com envio de alertas à população, reforço das equipes de campo e mapeamento detalhado das áreas mais suscetíveis aos alagamentos.

A população é orientada a evitar áreas alagadas, observar o nível de rios e córregos e buscar locais seguros em caso de risco. Também é recomendado manter documentos e itens essenciais protegidos. O serviço de alerta por SMS segue disponível: basta enviar o CEP para o número 40199. Em situações de emergência, o contato deve ser feito pelo telefone 193.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), por meio do Centro de Prevenção de Desastres Ambientais (CPDAm), por sua vez, realiza o monitoramento contínuo das condições climáticas e hidrológicas em todo o estado, com atenção especial às cidades em situação de emergência em decorrência das chuvas. 

O acompanhamento é feito a partir da análise de dados hidrometeorológicos obtidos por sensoriamento remoto e estações de monitoramento em solo, aliados a técnicas de geoprocessamento e ferramentas de análise, permitindo avaliar possíveis impactos, sobretudo em áreas com ocupação humana, como zonas urbanas, comunidades e territórios de povos tradicionais.

As informações geradas são sistematizadas em boletins e relatórios técnicos sobre as áreas mais vulneráveis, encaminhados regularmente às prefeituras e à Defesa Civil, subsidiando a tomada de decisão e a adoção de medidas preventivas.

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