O Poder Judiciário em Balsas, por meio da 4ª Vara, realizou na última semana duas sessões do Tribunal do Júri. Os julgamentos foram presididos pelo juiz Thiago Ferrare Pinto, titular de Loreto e designado pela Corregedoria Geral da Justiça (CGJ-MA). A primeira sessão, realizada no dia 1o de outubro, apresentou como réu Adailton Leão Barros, acusado de ter matado José Francisco Bastos com golpe de facão, em 13 de janeiro do ano passado. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição do réu. De acordo com a denúncia, no dia do crime a vítima caminhava em uma via pública, quando foi surpreendida pelo denunciado.
Adailton teria descido do carro que dirigia e, em seguida, atacado José Francisco com um facão, fugindo do local logo em seguida. A Polícia Militar e a equipe do SAMU foram acionadas, mas constataram a morte da vítima ainda no local. Vídeos que circulavam nas redes sociais revelaram que, no dia anterior ao crime, o denunciado havia agredido a vítima com um tapa no rosto enquanto a ameaçava, exigindo a devolução de uma lixadeira e uma furadeira, supostamente subtraídas por José Francisco.
Além disso, as imagens do sistema de videomonitoramento do local do crime permitiram identificar o automóvel do autor do homicídio e esclarecer a dinâmica dos fatos. O denunciado apresentou-se à polícia, assistido por advogado, e confessou a autoria do crime. Ele alegou ter sido vítima de dois furtos praticados por José Francisco. Sobre o dia do crime, afirmou que exigia a devolução dos objetos quando, ao ser xingado pela vítima, perdeu o controle e decidiu descer do carro, atingindo-a com um golpe de facão.
EXECUÇÃO
O outro julgamento, realizado no dia 2 de outubro, os réus foram Eduardo Leite de Sousa, Marquel Abreu Teixeira e Samara França Araújo. Eles estavam sendo acusados da morte de Daniel Nascimento Barbosa. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Marquel, mas Eduardo e Samara foram condenados, recebendo as penas de 17 anos e oito meses e 10 anos e dez meses, respectivamente. Sobre o caso, foi apurado que em 13 de julho de 2024, Daniel transitava em uma motocicleta, quando passou a ser perseguido por Eduardo. Durante a perseguição, a vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo ainda em movimento. Após cair, Daniel ainda teria sido atingido por outros disparos, feitos por Eduardo.
Foi apurado, ainda, que o verdadeiro alvo do homicídio seria Pedro, irmão da vítima, e que esta foi morta por ter sido confundida com ele, pois se pareciam fisicamente e, na ocasião, Daniel utilizava a motocicleta dele. No curso das investigações, constatou-se que na motocicleta havia um rastreador veicular, instalado por iniciativa de Eduardo com o auxílio do denunciado Marquel Abreu Teixeira, proprietário de uma oficina mecânica. Eduardo passou a monitorar a movimentação do veículo, contando com o auxílio da denunciada Samara.
CONFESSOU A AUTORIA
Eduardo se apresentou espontaneamente acompanhado de advogado e confessou a autoria do homicídio, narrando como ocorreram os fatos e qual o papel de cada um dos denunciados. Relatou, ainda, que praticou o crime após receber ameaças de morte do irmão da vítima. Por sua vez, Marquel confirmou ter mandado instalar o rastreador na motocicleta que Daniel pilotava, a pedido de Eduardo, alegando que desconhecia as intenções dele. Samara confessou a participação no crime, fazendo o monitoramento do veículo e avisando Eduardo, tendo sido ela, inclusive, que avisou sobre a movimentação da motocicleta na data do fato.

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