sexta-feira, 31 de julho de 2026

Tempo de deslocamento pelo transporte coletivo de São Luís é o maior do país; mostra pesquisa

 


São Luís tem o maior tempo médio de deslocamento no transporte coletivo entre as metrópoles do país. É o que aponta o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.

O levantamento mostra que a capital maranhense registra média de 105,5 minutos (ou 1h45) por viagem, o pior desempenho do Brasil – bem superior à média nacional, de 62,7 minuto.

Deslocar-se de ônibus na Grande São Luís é 43 minutos mais lento do que a média das regiões metropolitanas pesquisadas.

Entre as 21 regiões metropolitanas analisadas no estudo, a de Maceió tem o melhor desempenho, com tempo de deslocamento de 34,36 minutos.

Investimentos

De acordo com o estudo, o Brasil precisará investir mais de R$ 400 bilhões para ampliar a infraestrutura de transporte público nas principais regiões metropolitanas do país.

O documento reúne 187 projetos de implantação, expansão ou requalificação de sistemas como metrôs, trens urbanos, VLTs, BRTs e corredores de ônibus nas 19 capitais mais populosas do país, além de Campinas e da Baixada Santista.

Entre as metas está a redução do tempo médio de deslocamento nas 21 regiões metropolitanas analisadas, hoje em 62,42 minutos por viagem, para 56,06 minutos até 2054, caso os projetos sejam executados.

Na avaliação do diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, o principal desafio é transformar essa carteira de investimentos em projetos viáveis e garantir recursos.

— A primeira coisa é ter projeto. A segunda coisa é ter dinheiro. Porque uma parte desses projetos, como o transporte urbano normalmente é uma atividade em que a tarifa não remunera 100% do serviço, você precisa de aporte público. E o terceiro desafio é político, porque normalmente esses são projetos de Estado. Um governo começa e outro termina. Eles atravessam mandatos.


Fonte: O Globo

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