quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Em meio a críticas ao STF, Dino diz suportar calado ‘agressões e injustiças’


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (13) que sua condição de magistrado o impede de participar regularmente de debates públicos e que, por isso, precisa “suportar calado agressões e injustiças”.

“Como já tive oportunidade de esclarecer, a minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de ‘apaixonados’ debates públicos. Isso inclui suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas”, escreveu Dino nas redes sociais.

Embora não tenha mencionado nenhum episódio específico, a manifestação ocorre em meio às críticas dirigidas à Corte após o ministro Alexandre de Moraes autorizar buscas contra o ex-deputado e ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado com fonte do jornalista Luís Pablo em publicações sobre suposto uso irregular de veículo do TJ pela família do ministro maranhense.

A medida contra Cutrim reacendeu questionamentos sobre a garantia constitucional do sigilo da fonte jornalística. A busca foi solicitada pela Polícia Federal, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e foi autorizada por Alexandre de Moraes.

Na manifestação desta quinta, Dino disse que, antes de ingressar no STF, podia pronunciar-se abertamente com maior frequência, mas que agora isso somente pode ocorrer de maneira excepcional. “Faz parte do ônus do meu ofício. E assumo tal ônus com gosto, em face da responsabilidade com que exerço a jurisdição”, declarou.

Sem citar diretamente as críticas recentes, o ministro encerrou afirmando que sua trajetória é sua principal defesa. “De todo modo, a minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa”, completou.

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