sexta-feira, 3 de julho de 2026

Conjuntivite viral cresce no inverno e Maranhão em alerta para Síndrome Respiratória


Os dias mais frios costumam mudar a rotina das pessoas. Com as temperaturas mais baixas, é comum permanecer por mais tempo em ambientes fechados, compartilhar espaços com pouca ventilação e manter contato mais próximo com familiares, colegas de trabalho e amigos. Esse cenário favorece a disseminação de diversos vírus, inclusive aqueles que provocam a conjuntivite viral. Embora seja uma doença bastante conhecida, ainda desperta dúvidas sobre seus sintomas, formas de contágio e os cuidados necessários para evitar complicações e novas infecções.

Entre os sintomas mais frequentes estão vermelhidão intensa nos olhos, lacrimejamento, sensação de areia ou corpo estranho, coceira, ardor, inchaço das pálpebras e secreção aquosa. Em muitos casos, a doença começa em um olho e, poucos dias depois, atinge o outro. Também pode estar associada a sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, dor de garganta e febre baixa.

Como o vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com secreções contaminadas ou por objetos compartilhados, medidas simples fazem diferença na prevenção. Higienizar as mãos com frequência, evitar levar as mãos aos olhos, não compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem, colírios ou outros objetos de uso pessoal e manter os ambientes ventilados ajudam a reduzir significativamente o risco de contágio.

Embora a conjuntivite viral costuma ser autolimitada, ou seja, tende a melhorar espontaneamente após alguns dias, o acompanhamento médico continua sendo importante para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças oculares que podem apresentar sintomas semelhantes.

Outro ponto de atenção é interromper o uso de lentes de contato durante todo o período da infecção. Em casos de dor intensa, piora da visão, sensibilidade excessiva à luz ou persistência dos sintomas por vários dias, a avaliação oftalmológica deve ser feita o quanto antes.

MARANHÃO

O Maranhão está entre os estados brasileiros que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, de acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A análise considera a Semana Epidemiológica 25, correspondente ao período de 15 a 21 de junho, com dados atualizados até 27 de junho. Segundo o boletim, os casos graves associados ao vírus Influenza B no estado apresentam sinais de interrupção do crescimento ou início de queda.

Apesar desse cenário, o levantamento aponta que São Luís permanece em nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento dos casos na tendência de longo prazo.

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