sábado, 14 de março de 2020

Morre Gustavo Bebianno, ex-secretário-geral da Presidência


Ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, morreu aos 56 anos na madrugada deste sábado, 14, em Teresópolis, no Rio de Janeiro. A informação é do presidente estadual do PSDB Paulo Marinho. Segundo ele, Bebianno estava em um sítio com seu filho quando se sentiu mal, por volta das 4h.Marinho ainda disse que teria sido um 'infarto fulminante'.
Bebianno foi levado para um hospital da cidade, onde morreu. O ex-ministro foi coordenador da campanha de Jair Bolsonaro em 2018 e se aproximou do presidente no início de 2017. Ele se tornou presidente nacional do PSL quando Bolsonaro ingressou no partido. Relembre, em cronologia, as alianças e crises entre Bebianno e a família Bolsonaro.
“A cidade do Rio perdeu um candidato que iria enriquecer o debate eleitoral, e eu perdi um irmão. O Gustavo morreu de tristeza por tudo que ele passou. Agora é hora de confortar a esposa, os filhos e os amigos”, disse Paulo Marinho.
Em nota divulgada no Twitter, o PSDB/RJ lamentou a morte do ex-ministro na madrugada deste sábado. "O Brasil perde hoje um grande homem, que muito fez pelo País. Sempre será motivo de orgulho para o PSDB/RJ ter a passagem de Gustavo Bebianno registrada em sua história".

Relação com PSL e Bolsonaro

O advogado se aproximou de Jair Bolsonaro no início de 2017. Após a eleição, Bebianno foi indicado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência. Em sequência, foi alvo de críticas do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), e da ala ligada ao grupo do guru Olavo de Carvalho. Ele deixou o governo em 18 de fevereiro.
Após deixar o governo, Bebianno passou uma temporada nos Estados Unidos. Na volta ao Brasil, se aproximou de João Doria, para quem vinha prestando consultoria. Filiado ao PSDB, ele chegou a confirmar sua pré-candidatura a prefeitura do Rio no início do mês.
“Gustavo era um irmão querido. Uma alma boa, um líder inspirador. O Rio de Janeiro e o Brasil perdem um grande homem. O nome dele sempre estará na história do nosso país”, disse o empresário Marcos Aurélio Carvalho, dono da AM4, empresa que atuou na campanha de Bolsonaro.
FONTE: Estadão

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