segunda-feira, 3 de abril de 2023

PDT e PSB formarão bloco com 31 deputados na Câmara

 


O PDT e o PSB acertaram a formação de um bloco na Câmara. Serão 31 deputados na bancada unificada –17 pedetistas e 14 socialistas.

“Se vierem outros [partidos] para agregar, não nos furtaremos ao diálogo, tendo como parâmetros nosso posicionamento conjuntural de apoio ao governo e nossa visão de Estado”, disse o presidente em exercício do PDT e líder da sigla na Casa, André Figueiredo (CE).

Os dois partidos já concordaram em formar um bloco na Câmara, que somará 31 deputados — 17 do PDT e 14 do PSB. A federação teria ainda sete senadores.

Em 2022, a bancada eleita pelo PSB para a Câmara, de 14 deputados, foi menos da metade dos 32 eleitos pelo partido em 2018. O PDT também caiu de patamar: fez nove deputados federais a menos do que os 28 que havia elegido no pleito anterior.

O decréscimo ligou o sinal de alerta em ambos para as condições futuras de bater a cláusula de barreira, que exigirá, a partir de 2030, ao menos 3% dos votos válidos nacionalmente na eleição à Câmara para que as legendas mantenham acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e TV. PSB e PDT, que haviam tido mais de 5% cada em 2018, no ano passado obtiveram 3,8% e 3,5%, respectivamente.

“Orçamento secreto” já existia no governo Sarney e sobrevive com Lula

 


Ao manter a prática de prometer repartir verbas federais em troca de apoio nas votações, em acordo com a cúpula do Congresso Nacional, o governo Lula não provocou surpresa em Brasília.

Em 3 de fevereiro de 1988, em meio à Assembleia Constituinte, o jornalista Gilberto Dimenstein deu um furo na Folha de S.Paulo. “Seplan tem ‘listão’ dos padrinhos de verbas”, dizia a manchete do dia, em referência à Secretaria do Planejamento da Presidência da República, com status de ministério.

As reportagens sobre a “lista da fisiologia”, que renderam um prêmio Esso ao jornalista, detalharam como a liberação de verba de programas sociais do ministério para a base eleitoral de aliados azeitou a relação na Constituinte. Dos 142 constituintes na lista, 112 apoiaram a emenda que deu cinco anos de mandato a José Sarney, pauta prioritária para o governo.

No livro “A república dos padrinhos”, publicado por Dimenstein no mesmo ano, há uma descrição do esquema que pode provocar um déjà vu em quem acompanhou a cobertura do orçamento secreto de Bolsonaro.

“Parlamentares corriam à Seplan em busca de dinheiro para suas bases; iam sem projeto, apenas com o pedido e, na maioria das vezes, com a garantia de que achavam o mandato presidencial de cinco anos ideal para o país.”

“Os pedidos não eram submetidos a exame técnico. O critério era a importância de quem pedia, se amigo ou inimigo. O processo chegava a tal ponto que o presidente Sarney assinava liberação de verbas sem fundos, sem cobertura orçamentária”, descreveu.

Em 28 de janeiro de 2021, mais de três décadas de democracia depois, o Estado de S. Paulo publicou uma reportagem com um tema parecido, da autoria de Breno Pires. “Diante da disputa pelos comandos da Câmara e do Senado, o governo abriu o cofre e destinou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras em seus redutos eleitorais”, escreveu, sobre o que depois o jornal chamaria de “orçamento secreto”.

Bolsonaro não inventou a roda. Nos governos petistas, o modelo de entregar ministérios de “porteira fechada” para o Centrão terceirizava para os partidos os acordos com as suas bancadas, mas aliados já faturavam com liberações maiores do que as emendas parlamentares a que tinham direito.

Na gestão Michel Temer, o então ministro da Casa Civil Eliseu Padilha também detinha um “listão”. No primeiro ano de governo Bolsonaro, ainda sem as emendas de relator com o controle formal do Congresso, o governo despejou dinheiro extra para quem votou na reforma da Previdência.

Com a proibição das emendas de relator pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o poder da caneta, que Jair Bolsonaro havia perdido, voltou para o Executivo. Os sinais de turbulência no Congresso são incessantes.

Nas últimas semanas, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, protagonizou uma guerra com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, até o momento mal sucedida, para continuar analisando primeiro as Medidas Provisórias do governo. O objetivo é manter alta a fatura cobrada por deputados por apoio.

Operadores de emendas no Congresso Nacional já estão fazendo fila no Palácio do Planalto para assegurar controle sobre parte das verbas de investimento dos ministérios. Cerca de R$ 9,8 bilhões foram “devolvidos” pelo Congresso para o governo com o fim das emendas de relator.

O presidencialismo de coalizão do governo Lula, no jargão dos cientistas políticos, caminha para seus primeiros testes.


Por Natália Portinari

Justiça do Maranhão determina demarcação de terra de Baixão dos Rochas

 


O Tribunal de Justiça do Maranhão determinou que o Instituto de Colonização e Terras do Estado faça a demarcação do território da comunidade tradicional Baixão dos Rochas, em São Benedito do Rio Preto, a cerca de 240 km da capital, São Luís.

O objetivo é encerrar um conflito iniciado há pelo menos 3 anos, entre moradores da comunidade e as empresas Bomar Maricultura e Terpa Construções, que afirmam ter documentos de compra das terras da região.

Representantes das empresas e da Associação do Povoado Baixão das Rochas participaram de uma audiência de conciliação esta semana e concordaram com a demarcação.

O desembargador Gonçalo de Sousa Filho definiu uma área de cerca de 360 hectares para a comunidade tradicional.

O Defensor Público Estadual Jean Nunes, que integra o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria maranhense,  destaca que a demarcação atual contempla a produção, sustento e moradia das famílias atacadas, mas não garante o modo de vida desta comunidade e de outros 6 povoados da região.

No dia 19 de março, dez famílias dessa comunidade tiveram as suas casas incendiadas. Homens armados entraram com escavadeiras, roubaram alimentos e mataram animais dos moradores. O caso está sendo investigado e acompanhado pelo governo do estado, pela justiça e Defensoria Pública.

Há mais de 80 anos, 57 famílias moram e trabalham com agricultura familiar e extrativismo em uma área de aproximadamente 600 hectares.

Uma nova audiência para dar andamento ao processo de demarcação deve ocorrer dia 19 de abril.

Maranhão criou 722 novas vagas de empregos formais em fevereiro

 


Segundo dados divulgados pelo Novo Caged, o Maranhão criou 722 vagas de empregos formais em fevereiro de 2023. O levantamento completo pode ser conferido na Nota de Mercado de Trabalho Formal Maranhense, publicada na sexta-feira (31) pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan).

Os dados revelam que três setores apresentaram abertura de vagas em fevereiro de 2023: o setor de Serviços (+1,2 mil vínculos), a Agropecuária (+307 vínculos) e a Indústria (+21 vínculos). Por outro lado, os setores da Construção e Comércio registraram fechamento líquido de vagas formais, apresentando 502 e 265 desligamentos, respectivamente.

Os números mostram que, nos dois primeiros meses do ano, o Maranhão gerou um total de 1.881 empregos formais, alcançando a marca de 580.733 vínculos empregatícios ativos.

Os municípios maranhenses com maiores saldos de empregos formais em fevereiro foram: São Luís (+488 vínculos), Balsas (+342 vínculos), Tasso Fragoso (+117 vínculos), Santa Luzia do Paruá (+73 vínculos) e Governador Edison Lobão (+62 vínculos).

A publicação também destaca que o salário médio de admissão foi de R$ 1.982,99 e fornece detalhes adicionais, como faixa etária, escolaridade e sexo dos contratados, que podem ser consultados na íntegra no site do IMESC (www.imesc.ma.gov.br).

Após audiência, Reges Jr. é posto em liberdade, mas Justiça o proíbe de sair de São Luís

 


O juiz Milvan Gedeon Gomes determinou neste sábado, 1º, após audiência de custódia, a soltura do médico nutrólogo Reges Júnior, preso em flagrante na sexta-feira, 31, em operação da Polícia Civil acusado de comercializar irregularmente medicamentos anabolizantes.

O magistrado concedeu ao preso liberdade provisória, com imposição de duas medidas cautelares. Sao elas:

  • Comparecimento mensal Central Integrada de Alternativas Penais e Inclusão Sociais (Ciapis), no Vinhais, para informar e justificar suas atividades; e
  • Proibição de ausentar-se de São Luís “sem prévia autorização judicial e sem comunicação à
    autoridade do local onde será encontrado”.

Segundo o juiz, a permanência do médico na capital maranhense “é conveniente e necessária para a continuidade da futura instrução criminal, devendo comparecer, prontamente e sem embaraço, a todos os atos do processo em que seja solicitada a sua presença”.

Defesa pediu relaxamento

Durante a audiência, a defesa do nutrólogo pediu o relaxamento da prisão, o que não foi concedido por Milvan Gedeon, que homologou a prisão em flagrante. Segundo ele, a prisão foi legal, e sem vícios formais ou materias.

O magistrado, no entanto, deixou de convertê-la em preventiva.

“Afasto a tese de relaxamento da defesa, uma vez que se encontra presente a materialidade delitiva e os requisitos legais para a homologação da prisão em flagrante do investigado”, despachou.

Baixe aqui a ata da audiência de custódia.

Em encontro da FAMEM, Juscelino anuncia apoio a municípios do MA

 


Uma força-tarefa entre a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), o Serviço Social da Indústria (SESI) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada na sexta-feira (31) e proporcionou uma série de ações para amenizar os impactos causados pelas fortes chuvas que têm ocorrido em diversos municípios do Maranhão.

A ação atende a uma solicitação do Ministro Juscelino Filho junto à CNI, que viabilizou a doação. Na ocasião, foi assinado o termo de doação de 10 mil cestas básicas, celebrado entre a FAMEM e FIEMA/SESI, incluindo ainda a entrega de mais 10 mil objetos postais, pela equipe dos correios, e a distribuição de 15 kits de conectividade, realizada também pelo ministro.

“Estou muito feliz em ver o sucesso da nossa mobilização em favor dos milhares de irmãos maranhenses que estão sofrendo em razão das fortes chuvas. É momento de unir forças e estender essa mão amiga. Meu muito obrigado a todos que estão conosco nessa ação, em especial àqueles que têm lugar de destaque, de representação da sociedade, e estão se articulando para conseguirmos ainda mais ajuda”, disse Juscelino Filho.

O presidente da Famem, Ivo Rezende, destacou o papel da entidade para levar esperança e apoio essencial para as famílias. “A Famem está cumprindo seu papel de levar o apoio aos municípios nesse momento difícil em que as enchentes têm causado prejuízos à população. Vamos continuar trabalhando, juntamente com os nossos parceiros, para garantir o auxílio necessário nesse momento e ajudar a minimizar os danos”, frisou o presidente.

Segundo o ministro das Comunicações, os Correios darão importante contribuição. “A empresa vai doar 10 mil itens de refugo postal, como roupas, itens de casa e brinquedos, que são encomendas não entregues e não reclamadas no prazo legal. Além disso, todas as agências dos Correios no Maranhão serão pontos de coleta de cestas básicas, o que significa que todos os maranhenses poderão ajudar aqueles que mais precisam”, afirmou.

Outra iniciativa será realizada por meio da Telebrás, de acordo com Juscelino Filho. “Vamos entregar 15 antenas portáteis de conexão à internet via satélite para os municípios. Com isso, famílias que estão vivendo em abrigos”, explicou. Duas delas já serão instaladas neste sábado, em Pedreiras e Trizidela do Vale. As duas cidades serão algumas das que devem ser visitadas pelo ministro neste sábado e no domingo.

De acordo com o último levantamento do Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA), mais de 31 mil famílias foram afetadas pelos temporais; 53 municípios decretaram situação de emergência e cerca de 6 mil famílias estão desabrigadas.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Seduc reúne com gestores e diretores das regionais de Educação para planejamento da volta às aulas

 


O vice-governador e secretário de Estado da Educação (Seduc), Felipe Camarão, acompanhado de auxiliares do órgão, se reuniu, na quinta-feira (30), com os gestores e diretores das 19 Unidades Regionais de Educação (UREs). 

A reunião teve como objetivo central planejar o retorno das aulas após o fim da greve dos professores da rede estadual de ensino no Maranhão - determinado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) e acordado com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão (Sinproesemma).

“Com o fim da greve, seguiremos, novamente, focados em trabalhar para repor os dias sem aulas e garantir aos alunos uma educação de qualidade para o futuro de cada um. Continuaremos dialogando e esclarecendo aos professores, pais e alunos este processo de retomada das atividades, para que todos possam ter um bom período letivo”, destacou Felipe Camarão.

Encontro da Educação

A reunião ocorreu durante a edição 2023 do Encontro da Educação, realizada, esta semana, no Centro de Convenções da UFMA, em São Luís. O evento, cujo tema foi “Juntos pela Alfabetização das Crianças e Erradicação do Analfabetismo de Jovens e Adultos no Maranhão”, contou com a presença de integrantes do Governo do Estado, dirigentes municipais de educação, representantes da iniciativa privada e organizações não-governamentais, professores, articuladores pedagógicos municipais e regionais de todo o estado.

Em suas redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, também pontuou sobre a retomada das aulas. “Importante agora é que professores e alunos retornem o mais rápido possível às salas de aula. Faremos força-tarefa para que todos esses dias de paralisação sejam repostos com qualidade no ensino e sem prejuízo aos estudantes”, ressaltou.

Acordo do fim da greve

O acordo firmado entre o Governo do Estado, por intermédio da Seduc e da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão (PGE/MA), juntamente ao Sinproesemma, visou a implantação da última proposta apresentada à categoria de reajuste salarial de 11% e outros ganhos para os educadores do Magistério da Educação Básica.

Entre as determinações do acordo, estão as previsões de: reajuste de 11% (segundo maior a ser pago em duas parcelas: uma retroativo a janeiro e a outra no mês de julho; implantação das titulações e progressões na carreira docente; auditoria na folha de pagamento da Seduc e eleição para gestor escolar, que correspondem a pleitos da categoria.