A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, na quarta-feira (15), Sessão Solene marcada por emoção e reconhecimento, em homenagem ao empresário e veterano de guerra Darlan Chaves Nunes, natural de Coroatá, cuja trajetória de vida reúne atuação militar internacional e contribuição ao desenvolvimento do estado.
A entrega da medalha Manuel Beckman, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa, foi proposta pelo deputado Neto Evangelista e reuniu parlamentares, autoridades, familiares e convidados, que celebraram a história de um maranhense cuja dedicação ao País ultrapassou fronteiras.
Para o autor da proposta, a homenagem reconhecem quem já prestou muito serviço pro nosso estado, e no caso de Darlan Nunes, para o Brasil e para o mundo.
“É importante reconhecer essas personalidades que, muitas vezes, ficam esquecidas. Acredito que nós temos a obrigação de reconhecê-los, porque fizeram muito por nós, que aqui estamos hoje. Eu fico honrado em poder entregar essa medalha ao Darlan, que serviu nosso Exército, foi reconhecido recebendo o Prêmio Nobel da Paz, e hoje a Assembleia Legislativa faz essa justa homenagem a quem merece”, disse Neto Evangelista.
O parlamentar ressaltou a importância de reconhecer histórias como essa no âmbito do Parlamento Estadual. “Esta homenagem simboliza o respeito e a gratidão do povo maranhense a um cidadão que dedicou sua vida ao serviço, à paz e ao desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.
Compromisso com as pessoas
Darlan Nunes agradeceu a homenagem e relembrou sua trajetória desafiadora e que reforçou seu compromisso e dever com as pessoas.
“Saí de Coroatá com o propósito de servir o Brasil e tive a honra de representar o Maranhão em uma missão de paz no exterior. Agradeço à Assembleia Legislativa, ao deputado Neto Evangelista e a todos que reconheceram essa trajetória. Divido essa homenagem com minha família e com todos que fizeram parte da minha caminhada”, disse.
“Eu estou muito feliz porque meu pai sempre foi um homem honrado. Ele dedicou a vida toda dele a servir a humanidade. Quando ele voltou, passou três anos no deserto, fronteira do Egito com Israel, no Sinai. Ele passou três anos de sofrimento. Quando ele voltou para cá, paro Maranhão, dedicou a vida inteira a servir o Estado, a servir o maranhense. Então eu acho que é a honra que ele merece como homem e como o herói que ele sempre foi para mim”, disse Darlan Filho.
A história do homenageado
Nascido em 6 de abril de 1943, no município de Coroatá, Darlan Nunes ingressou voluntariamente no Exército Brasileiro em 1962, iniciando uma carreira marcada pelo compromisso com a pátria. Poucos anos depois, em 1965, integrou a Força de Paz das Nações Unidas no Oriente Médio, atuando no Batalhão Suez — sendo o único maranhense a compor o contingente brasileiro na missão.
Durante sua atuação como boina azul da Organização das Nações Unidas, participou de operações em áreas sensíveis como Gaza e o Sinai, desempenhando papel fundamental na manutenção da paz em um dos períodos mais tensos da região. Em 1967, esteve presente durante a Guerra dos Seis Dias, enfrentando cenários adversos e riscos constantes, sempre pautado pelo compromisso humanitário e pela estabilidade internacional.
O reconhecimento a essa atuação veio anos depois, em 1988, quando as Forças de Paz da ONU foram agraciadas com o Prêmio Nobel da Paz de 1988, honraria coletiva que também contempla a contribuição de Darlan Nunes nas missões internacionais.
Após encerrar sua carreira militar, fixou residência em São Luís, onde construiu uma sólida trajetória como empresário, contribuindo para o desenvolvimento econômico local e mantendo-se como referência de integridade e compromisso com a sociedade.

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