A juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que defendeu a manutenção dos penduricalhos no Supremo Tribunal Federal (STF) ao alegar que “juiz de primeiro grau não tem água, nem café” recebeu R$ 296 mil nos últimos três meses de 2025. O contracheque da ex-magistrada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região mostra ainda que, em todos os meses, ela recebeu mais de R$ 40 mil.
Cláudia Márcia, representou a Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho no plenário do STF, nesta quarta-feira (26/2), em julgamento que analisava decisões do ministro Flávio Dino e do ministro Gilmar Mendes. Os magistrados que suspenderam o pagamento de penduricalhos, verbas indenizatórias que não estejam previstas em leis.
A decisão dos ministros é para que não haja supersalários no funcionalismo público, acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil.
Na tribuna, a ex-juíza afirmou: “O juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café, ministro Dino”, disse.
Fonte: Metrópoles

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