A polêmica envolvendo a retirada dos feirantes de um terreno no Vinhais permanece.
Os feirantes ocupam a área há mais de 30 anos. Desde o anúncio da retirada dos vendedores do local, dois protestos já foram realizados a via que dá acesso ao bairro. O último foi na manhã desta quarta (10). Reveja:
Vereadores se reuniram com Juiz Titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos para tratar sobre o assunto, que nesta quarta voltou a pauta de discussões no plenario da Câmara de São Luís.
Um dos vereadores que se manifestou a respeito do assunto foi o vereador Sá Marques.
"Não podemos menosprezar pessoas que já trabalham há décadas naquele local. É preciso que prevaleça trabalhadores, pais e mães de famílias que tiram o sustento da venda de produtos na feira que acontece no Vinhais e assim como em outros bairros. Devemos sempre prezar pela dignidade humana e o bem-estar social", frisou Sá Marques.
Só que há neste momento uma pendência judicial, o vereador também fez questão de comentar sobre o assunto, quando indagado no Câmara em Destaque, programa que retransmite as sessões.
"Há essa situação jurídica. Isso tem que ser levado em conta. Me causa estranheza depois de tanto tempo, alguém se declarar proprietário do espaço e exigir de volta. Mas enfim... A justiça deve ser respeitada, o processo está sendo analisado. Um cidadão se diz proprietário do terreno, o que deve ser investigado. Porém lembramos que o interesse social não pode ser marginalizado. Deve-se levar em conta se há uma ordem judicial. O suposto proprietário tem que confirmar que o terreno pertence a ele. Precisa de uma investigação bem apurada, inclusive sobre o histórico do terreno. Reforço, o social nesses casos tem que prevalecer", destacou Sá Marques.
O Juiz Douglas Martins foi procurado nesta semana por vereadores para que opinasse sobre o assunto. Só que o magistrado alegou que precisa ser provocado para opinar a respeito do caso.
O Juiz Douglas Martins foi procurado nesta semana por vereadores para que opinasse sobre o assunto. Só que o magistrado alegou que precisa ser provocado para opinar a respeito do caso.


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