quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Federação entre PT e PSB incerta, nova reunião está marcada para esta quarta (19)



Grande repercussão na capital federal com a entrevista do presidente nacional do PSB, o pernambucano Carlos Siqueira ao jornal Correio Braziliense e suas declarações no Twitter ontem. Siqueira garantiu que “muito provavelmente vai apoiar Lula”, mas sinalizou que é mais provável que isso se dê por uma coligação majoritária normal do que pelo novo formato de federação.

“Há, também, uma discussão sobre a federação de partidos, que nós não decidimos ainda se participaremos. É um instituto muito novo e complexo, tem implicações muito graves na vida de cada sigla”, afirmou ao jornal Correio Braziliense. “A federação entre partidos pequenos deve ser muito mais fácil de administrar. A federação entre partido grande e de médio para cima, como é o caso do PSB, se torna mais complexa, porque abrange um período de quatro anos, ou seja, pega uma eleição geral e uma municipal”.

Em outras palavras, Siqueira afirmou que para partidos pequenos como o PCdoB, quem propôs o projeto de federação, ela pode interessar. Mas não necessariamente para partidos grandes como o PSB. Siqueira chegou a publicar nas suas redes socias que o PT deveria deixar de ser um pouco mais exclusivista.

Para quem não sabe, a federação prevê uma coligação de 4 anos, que deve se repetir no parlamento e que também valerá para as eleições municipais de 2024. E deve se repetir nas 27 unidades da federação.

Uma nova reunião está marcada para esta quarta (19). Os presidentes dos dois partidos voltam a sentar para tentar chegar a um acordo, Carlos Siqueira (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT).


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