A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (10), após acordo em plenário, adiar para a próxima semana os votos das ações penais contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gildenemyr (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).
Os parlamentares são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propinas para a liberação de cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão, entre janeiro e agosto de 2020.
Segundo a denúncia da PGR, o grupo teria solicitado aproximadamente R$ 1,6 milhão em propina para garantir o repasse dos recursos.
A decisão de postergar o julgamento foi anunciada pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino, que justificou a medida por questões de tempo. O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, informou antecipadamente que seu voto seria extenso, o que inviabilizaria a conclusão da análise por todos os ministros antes da sessão plenária da tarde desta quarta-feira.
Com o adiamento, a Primeira Turma dará continuidade à etapa de sustentação oral, ouvindo os argumentos dos advogados de defesa dos acusados. A expectativa é que a análise do mérito e a prolação dos votos ocorram ao longo da sessão da próxima terça-feira, dia 17.

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