No dia 18 de março, no salão do Tribunal do Júri de Vitória do Mearim, a juíza Lucianne de Macêdo Moreira, titular da Vara Única, presidiu a sessão de julgamento de uma ação penal de homicídio simples contra o lavrador Adriano Pereira (o "Caluxa").
Consta do inquérito policial que, no dia 21 de janeiro de 2020, por volta das 15 horas, no Povoado Boa Esperança, zona rural de Vitória do Mearim, o denunciado Adriano de forma livre e consciente, desferiu facadas no pescoço e na barriga de Edinaldo Oliveira Bezerra, pessoa com deficiência.
Testemunhas socorreram a vítima e a levaram ao Hospital Municipal, sendo, posteriormente, transferida para o Socorrão II, em São Luís. Contudo, Edinaldo não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 24 de janeiro.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou a acusação, uma vez que a vítima estava usando muletas,e teria sido arrastada e golpeada três vezes, sem chance de se defender.
Durante os debates em plenário, a defesa do réu pediu a fixação de pena mínima diante da “ausência de circunstâncias negativas” e da confissão do crime espontânea, pelo réu.
Após a manifestação dos jurados, reconhecendo a ocorrência do crime e sua autoria, e negando a absolvição do réu, a juíza Luciane Moreira fixou a pena de condenação de seis anos e oito meses de reclusão, em regime semiaberto.

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