sábado, 28 de março de 2026

Chapão do MDB no Maranhão vira “disputa de gigantes” por vaga de deputado federal


A montagem da chapa de deputado federal do MDB no Maranhão para as eleições de 2026 já é considerada, nos bastidores, como uma das mais duras e competitivas do estado — um verdadeiro “chapão da morte”. A expressão, comum no meio eleitoral, reflete o alto nível dos nomes colocados e o risco de candidaturas expressivas ficarem de fora diante da disputa voto a voto.

Com nomes de peso, mandatos consolidados e novas apostas eleitorais, o partido caminha para lançar uma nominata robusta, mas que deve provocar uma disputa interna intensa por espaço e votos.

Entre os pré-candidatos, figuram nomes como o ex-secretário Vinícius Ferro, Larissa DP, esposa do controverso Eduardo DP, e Giselle Bezerra, esposa do prefeito Rafael Brito — esta última com forte influência política por ser ligada à Prefeitura de Timon. Ao lado deles, estão parlamentares já experientes e com base eleitoral consolidada.

O grupo conta ainda com deputados federais de mandato como Hildo Rocha, um dos principais nomes do partido em Brasília, além de Cléber Verde, Júnior Lourenço e Josivaldo JP, todos com histórico eleitoral competitivo e atuação consolidada no estado.

A possível entrada da ex-governadora Roseana Sarney na disputa para a Câmara — caso não concorra ao Senado — adiciona ainda mais peso político à chapa, elevando o nível da concorrência interna. Roseana, inclusive, já demonstrou força eleitoral recente ao figurar entre os deputados federais eleitos pelo Maranhão, apesar de ter tido menos de 100 mil votos na eleição passada.

Outro fator que pode embaralhar ainda mais o cenário é a eventual chegada do deputado Duarte Jr., que busca um novo rumo partidário após dificuldades na federação União Brasil/PP. Sua entrada no MDB aumentaria significativamente a densidade eleitoral da chapa, mas os concorrentes rejeitam sua entrada no partido.

Disputa voto a voto
Com tantos nomes competitivos, a avaliação entre analistas políticos é de que a disputa dentro do MDB será voto a voto, exigindo campanhas altamente estruturadas e bases eleitorais sólidas.

A tendência é que apenas os mais bem posicionados consigam garantir vaga, o que aumenta a pressão interna e transforma aliados em concorrentes diretos.

Além disso, o cenário estadual de mudanças partidárias e articulações para 2026 reforça a imprevisibilidade da eleição, com negociações em andamento que podem alterar o desenho final das chapas.

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