A Polícia Civil do Maranhão prendeu 84 homens, em flagrante e em cumprimento de mandado judicial, durante a segunda fase da Operação Tolerância Zero. Foram 47 prisões em flagrante, em São Luís e Imperatriz, e 37 por mandado judicial, requisitados pela Polícia Civil. Todos as pessoas presas são investigadas ou já condenadas em inquéritos por diversos crimes, entre eles estupro, feminicídio, tentativa de feminicídio, lesão corporal, ameaça, além de outras formas de violência contra mulher.
Do total, cerca de 40 prisões foram realizadas na última sexta (6), Dia D da Operação Tolerância Zero no Maranhão.
A ação é resultado de um mutirão investigativo que mobilizou 130 inquéritos e integra a Operação Mulher Segura, iniciativa de alcance nacional, deflagrada pela Senasp para combater crimes contra mulheres.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Maurício Martins, destacou o resultado da operação.
“Estas prisões são uma resposta firme da Segurança Pública a todos que cometem crimes contra mulheres no Maranhão. Não toleramos esse tipo de violência e ninguém ficará impune. Vamos seguir investigando e prendendo todos aqueles que atentarem contra a vida e a dignidade das mulheres”, afirmou o secretário.
O balanço da Operação foi apresentado em coletiva pelo o delegado geral da Polícia Civil, Manoel Almeida, ao lado dos delegados Ederson Martins, adjunto Operacional, e a coordenadora das delegacias da Mulher no Maranhão, Kazumi Tanaka.
“A violência contra a mulher é um crime covarde. Temos intensificados as ações contra agressores por meio de ações que agilizam inquéritos, para que todos os autores sejam presos e colocados à disposição da Justiça”, destacou Manoel Almeida.
As prisões por cumprimento de mandado judicial foram realizadas nos municípios de Açailândia, Buriticupu, Codó, Colinas, Governador Archer, Imperatriz, Itinga, Paço do Lumiar, Parnarama, Santa Inês, São Luís e Timbiras. Dois alvos da operação foram presos nas cidades de Parauapebas, no Pará, e em Mari, no Estado da Paraíba.
A Operação Tolerância Zero desencadeada pela Polícia Civil do Maranhão buscou cumprir mandados de prisão contra investigados por crimes de violência contra a mulher. A ação integrou a Operação Mulher Segura, uma iniciativa de alcance nacional.
A Operação Tolerância Zero foi iniciada no dia 19 de fevereiro deste ano, com um mutirão promovido pela Polícia Civil nas delegacias para acelerar a conclusão de inquéritos policiais e a representação por mandados judiciais contra investigados por agressões e outros crimes de violência contra a mulher. A partir daí os policiais vêm dando cumprimento às ordens de prisão expedidas pela Justiça. A ação integra a Operação Mulher Segura, iniciativa de alcance nacional, deflagrada pela Senasp para combater crimes contra mulheres.
Os alvos dos mandados são investigados ou condenados por diversos crimes, entre os quais, estupro, tentativa de feminicídio, lesão corporal, ameaça e outras formas de violência contra mulheres.
Entre os presos está Josimar Pereira da Silva, condenado a 23 anos e três meses de prisão pelo crime de estupro. Ele foi preso em Imperatriz. No município de Mari, na Paraíba, foi preso um pescador, contra quem havia mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro. O crime foi cometido na Raposa, na Grande Ilha de São Luís. Quando os policiais o abordaram, ele reagiu com irritação e demonstrou surpresa ao ser localizado, indagando: “Como podem me achar aqui tão distante?”
Em Parauapebas, no Estado do Pará, foi preso Rafael Pereira Oliveira, condenado a 16 anos e 11 meses de prisão por estupro. Ele morava no bairro Vila Embratel, em São Luís, mas fugiu após o crime.
Resultado
No enfrentamento à violência contra a mulher, o crime de feminicídio vem apresentando resultado positivo expressivo, com a queda de aproximadamente 27%, passando de 69 casos em 2024 para 51 em 2025, o que significa 18 crimes a menos.
O estado segue com a tendência de queda. Neste ano, no primeiro bimestre, o Maranhão registrou cinco casos, uma redução de 38% em comparação com o mesmo período do ano passado.





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