terça-feira, 14 de julho de 2026

O Trump escalou seu secretário para governar a Venezuela de home office

 

Desde janeiro, quando os EUA capturaram Nicolás Maduro, quem realmente está mandando na Venezuela nem sequer está no país — na verdade, está em Washington, liderando tudo à distância.

  • O verdadeiro “CEO” do país: Uma reportagem do New York Times revelou que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, controla hoje as finanças, os recursos naturais e boa parte do governo venezuelano.

Rubio é filho de cubanos e ocupa um dos cargos mais importantes do alto escalão do governo americano — chegando a aparecer, inclusive, nas pesquisas de opinião para a próxima eleição presidencial.

É tudo pelo “grupo no Whats”: Mesmo sem ter pisado na Venezuela desde a captura de Maduro, ele mantém contato quase diário, em espanhol, via WhatsApp, com a presidente interina Delcy Rodríguez.

  • Na prática, Rubio se tornou a pessoa com maior influência sobre o país.

Segundo a reportagem, ele participa de decisões sobre o orçamento do governo, o destino das receitas do petróleo, a política externa e até indica quais medidas a administração venezuelana deve priorizar.

Money talks: O dinheiro ajuda a explicar esse poder, já que grande parte da receita obtida com as exportações venezuelanas estaria passando primeiro pelo governo dos EUA.

O Tesouro americano então libera os recursos aos poucos, estabelecendo regras de como eles podem — e devem — ser usados. O NY Times chegou a comparar isso a um pai controlando a mesada do filho.

O Tio Sam decide tudo: Rodríguez ainda consulta Rubio sobre nomeações, extradita venezuelanos procurados pela Justiça americana e deixa que Washington dite os rumos da política externa do país.

  • Defensores da estratégia dizem que ela tem evitado o caos após a queda de Maduro e ainda pode acelerar a reconstrução econômica e a transição democrática do país.

Já os críticos dizem qUe a Venezuela perdeu parte relevante de sua soberania e passou a funcionar, na prática, sob a forte tutela dos EUA.


Fonte: Espresso

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