Vorcaro é investigado em um inquérito que examina possíveis fraudes financeiras e irregularidades na gestão do banco, incluindo suspeitas de emissão e negociação de títulos de crédito falsos. Segundo as apurações, o esquema investigado envolve valores bilionários e teria sido viabilizado pela ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas instituições envolvidas, o que teria facilitado práticas como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Existia contra o banqueiro um mandado de prisão preventiva, cumprido na capital paulista. Após a detenção, ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Em nota, a Polícia Federal informou que a terceira fase da Operação Compliance Zero cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Vorcaro já havia sido preso anteriormente no âmbito da mesma investigação. Na ocasião, permaneceu detido por 11 dias após a deflagração da primeira fase da operação, determinada pela Justiça Federal em Brasília. Posteriormente, a defesa do empresário conseguiu levar o caso ao STF.
Inicialmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli, o inquérito foi redistribuído depois que a Polícia Federal encaminhou ao STF um relatório mencionando o magistrado e registrando conversas dele com o investigado. Com a saída de Toffoli do caso, o processo passou para André Mendonça, que autorizou a nova etapa da operação.
A Defesa de Vorcaro não se manifestou.
Leia a íntegra da nota da PF:
"A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4/3), a 3ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Estão sendo cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil. T
ambém foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas."
Fonte: Congresso em Foco

Nenhum comentário:
Postar um comentário