O Poder Judiciário do Maranhão, por meio da 1ª Vara da Comarca de Coroatá, realizou na última semana uma grande audiência de instrução e julgamento, sobre uma ação penal na qual constam como réus 30 denunciados. Na operacionalização da audiência, foi feito um trabalho em conjunto com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. Para que a realização da audiência fosse possível, um grande aparato das forças de segurança do Estado foi montado. Foram ouvidos 30 réus, assistidos por 10 advogados e mais uma Defensora Pública. Dos 34 réus, quatro já morreram.
Foram mobilizados agrupamentos especiais regionais da segurança pública, como a Força de Pronto Emprego da Região dos Cocais e o Grupo Tático de Escolta da Polícia Militar do Maranhão. Toda a operação contou com mais de 40 operadores de segurança, dentre policiais penais, policiais militares, guardas de trânsito e guardas municipais, que participaram da operação isolando as ruas próximas ao Fórum de Justiça, redirecionando o tráfego de veículos e pedestres, garantindo a aplicação da lei. A unidade Prisional de Coroatá coordenou a missão.
SOBRE A AÇÃO PENAL
O caso que gerou todo esse aparato e essa quantidade de réus originou-se de uma representação criminal da autoridade policial em desfavor de Rayone Flávio e Eduardo Oliveira, em razão da prática do crime de roubo majorado de um veículo tipo caminhão. Eduardo morreu no Pará, em confronto com forças policiais. Com a conclusão das investigações, foram identificadas diversas pessoas que estariam envolvidas com o grupo criminoso mantido pela comercialização varejista de drogas de uso proscrito (substâncias cujo cultivo, fabricação, distribuição e consumo são estritamente proibidos, pois não possuem finalidade médica ou terapêutica reconhecida).
ORGANIZAÇÃO
Esse grupo era atuante na cidade de Coroatá e em outras regiões. A partir disso, as autoridades policiais solicitaram a interceptação telefônica de terminais utilizados pelos investigados, sendo possível identificar uma verdadeira organização de uma facção criminosa, fixada em Coroatá, que, supostamente, valia-se de práticas de crimes violentos e com uso de armas, além da prática de crimes de homicídios. “Considerando a complexidade da causa e a quantidade de documentos, fixo o prazo de sessenta dias, para cada parte, para a apresentação delas (…) Com as alegações finais, faça-se o processo concluso para sentença”, destacou a juíza Anelise Reginato, que presidiu a audiência.
AGRADECIMENTOS
“Oficie-se à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, ao Comando-Geral da Polícia Militar e ao Município de Coroatá, para que seja inserida nas fichas funcionais dos servidores, que a realização desta audiência não teria sido possível sem a especial colaboração dos Diretores da UPR de Coroatá, da coordenação da Força de Pronto Emprego Região dos Cocais, da Coordenadoria Adjunta da Força de Pronto Emprego Região dos Cocais, do Subcomando do 24º Batalhão da Polícia Militar, do Comando da Guarda Municipal de Coroatá, dos Delegados de Polícia Civil, investigadores, aos quais externamos o nosso agradecimento”, pontuou a magistrada, frisando, ainda, o trabalho realizado pelos servidores da unidade judicial.


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