terça-feira, 18 de agosto de 2026

Corregedor-Geral do Judiciário destaca dimensão humana da prestação da Justiça

 

O corregedor-geral da Justiça do Maranhão, desembargador José Gonçalo Filho, discursou na abertura do "Seminário de Valorização da Magistratura Maranhense ", realizado pela Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), no dia 14 de agosto, em sua sede, em São Luís.

No seminário, magistrados e magistradas discutiram o tema "Associativismo, Valorização e Legado: a Magistratura que Constrói a Excelência da Justiça", com a programação voltada a fortalecer a carreira, defender prerrogativas e a construção de um Judiciário forte, independente e eficiente.

Em sua palestra, o corregedor falou sobre o tema "Construção da Excelência, Produtividade, Gestão e o Prêmio CNJ de Qualidade", destacando o papel orientador da gestão da Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão; projetos de apoio e incentivo à produtividade nas unidades judiciais e a dimensão humana da prestação jurisdicional.

RESPONSABILIDADE E EQUILÍBRIO

Segundo o corregedor, julgar tem um peso próprio, porque as decisões judiciais interferem diretamente na vida das pessoas e exigem "responsabilidade e equilíbrio" de magistrados e magistradas.

"A sociedade nos confiou uma responsabilidade muito grande. Deu-nos independência para decidir, garantias para exercer essa independência e o poder de produzir decisões que interferem diretamente na vida das pessoas. Em troca, espera de nós, responsabilidade, equilíbrio, dedicação e compromisso com a Justiça", disse.

O corregedor destacou os projetos "Produtividade Extraordinária", "Núcleo de Apoio às Unidades Judiciais", "Núcleo de Inteligência e Tecnologia da Informação" e "Prêmio Unidade Destaque em Produtividade", que dão suporte ao trabalho do primeiro grau.

MELHORIA DA PRESTAÇÃO DA JUSTIÇA

Segundo o corregedor, o Selo de Qualidade do Judiciário representa a capacidade de o Judiciário melhorar a prestação da Justiça. E essa conquista também impõe responsabilidade, porque os critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça para 2026 e 2027 são mais exigentes.

"Precisamos preservar aquilo em que avançamos e enfrentar os pontos em que ainda temos dificuldades, sem transformar o indicador em finalidade", disse.

Para Gonçalo Filho, o cidadão que busca uma unidade judicial não sabe sobre pontuação no Prêmio CNJ de Qualidade, quais os critérios utilizados pelo Conselho Nacional de Justiça e nem precisa saber. "O que ele sabe é há quanto tempo está esperando uma decisão. Saber se o processo dele andou. Saber se conseguiu uma resposta", declarou.

PARCERIA INSTITUCIONAL

O juiz Marco Adriano Fonseca, presidente da AMMA, ressaltou a parceria institucional entre o Tribunal de Justiça, Corregedoria Geral da Justiça e Escola Superior da Magistratura do Maranhão, voltada ao prestígio daqueles que atuam nas comarcas de todo o Estado.

Segundo o presidente, a instituição funda a sua estrutura com base "no legado, no compromisso e no futuro", e com base nesses pilares realizou o seminário.

"A nossa associação está aí há 55 anos, com uma história de grandes contribuições e um legado firme e sólido, para que nós, que estamos hoje na carreira, possamos ter a certeza e a convicção de que as nossas prerrogativas, especialmente a independência do Judiciário, serão resguardadas por muitos e muitos anos", declarou.

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