O juiz Douglas Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, suspendeu nesta quarta-feira (11), o fechamento do Mercado Central.
O espaço passará por reformas, e por isso, feirantes estavam sendo deslocados para um mercado provisório, que funcionará enquanto durarem as obras no prédio original.
Ocorre que os trabalhadores reclamam da área disponível nos boxes e de que eles estão tendo que arcar com a construção da estrutura interna de cada um deles.
Além disso, alegam que o fechamento repentino do Mercado Central levou à perda de produtos perecíveis.
Diante disso, Martins determinou a reabertura do espaço, pelo menos até o dia 2 de março, quando ocorre uma audiência entre feirantes e a gestão Eduardo Braide (PSD).
O embrólio levou a realização de um protesto na manda desta quarta (11), em São Luís. Feirante bloquearam uma via nas proximidades do Mercado Central, justamente reclamando das situações já mencionadas anteriormente.
Acontece que, após o protesto, mais cedo, o prefeito Eduardo Braide classificou como isolada a manifestação realizada por feirantes no entorno do Mercado Central. Segundo Braide, o ato, que incluiu a queima de pneus e bloqueio na Avenida Guaxenduba, foi provocado por um “grupo pequeno”, enquanto a maioria dos mais de 350 trabalhadores já teria aceitado a transferência para o mercado provisório, estrutura montada para garantir as vendas durante a reforma do prédio histórico.
Braide destacou que a gestão municipal ofereceu suporte logístico para a mudança e realizou as adaptações solicitadas pelos feirantes no novo espaço. Para o prefeito, a resistência de uma minoria não reflete o sentimento da categoria, reiterando que o mercado provisório é uma medida essencial para viabilizar a recuperação de um patrimônio que há décadas necessitava de melhorias estruturais.

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