quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Maranhão inicia aplicação da vacina nirsevimabe que previne infecção pelo vírus sincicial respiratório

 

O Maranhão deu início, nesta quarta-feira (11), na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), à administração do nirsevimabe, anticorpo que garante proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronquiolite. O imunizante substitui o palivizumabe e já foi incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação. É o segundo estado da federação à iniciar a aplicação da vacina. 

“Hoje o Maranhão dá um passo importante na proteção dos nossos bebês. O nirsevimabe chega para prevenir casos graves de bronquiolite, com uma aplicação única e mais simples. Nosso foco é proteger quem mais precisa, especialmente os prematuros e crianças com doenças associadas. Essa é uma ação que ajuda a reduzir internações e salvar vidas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.


O nirsevimabe é destinado à bebês prematuros com idade gestacional até 36 semanas e seis dias, e crianças com idade inferior a 24 meses (até um ano, 11 meses e 29 dias) com comorbidades, portadoras de cardiopatias congênitas, doença pulmonar crônica (broncodisplasia), imunodeficiências graves (inatas ou adquiridas), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, síndrome de Down e doenças neuromusculares.

A implementação ocorre de forma gradual, com doses definidas conforme o peso da criança. As famílias devem acompanhar o calendário local e apresentar relatório médico nas unidades de saúde, com o objetivo de reduzir internações por bronquiolite.


O SUS iniciou a transição do palivizumabe para o nirsevimabe na prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR), como forma de reforçar a prevenção de casos de bronquiolite em bebês menores de um ano. A mudança ocorre entre 2025 e 2026 e altera o esquema de proteção, já que o palivizumabe exige aplicações mensais durante o período de circulação do vírus, enquanto o nirsevimabe é administrado em dose única, o que simplifica o esquema de proteção e fortalece as ações de prevenção das formas graves da doença no estado.

As crianças que começaram o uso do palivizumabe em 2025 devem concluir o esquema com o mesmo medicamento, ficando o nirsevimabe reservado para novos atendimentos. As orientações do Ministério da Saúde para 2026 indicam que não deve haver troca entre os dois medicamentos na mesma sazonalidade, que vai de janeiro a agosto.

O nirsevimabe passa a integrar a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), conforme a Portaria GM/MS nº 6.623, de 14 de fevereiro de 2025. 

Vírus Sincicial Respiratório
O VSR é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em todo o mundo e representa risco elevado para bebês e crianças pequenas, sobretudo nos primeiros meses de vida, podendo evoluir para quadros graves de bronquiolite e óbito.

Vacinação

A aplicação do anticorpo está sendo realizada em polos de administração pactuados e credenciados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e pelos municípios maranhenses, distribuídos de forma descentralizada no estado. O Maranhão recebeu 4.161 doses de nirsevimabe, das quais 1.668 estão sendo distribuídas às unidades habilitadas.

“O Maranhão está vivenciando um marco na história da saúde pública. Hoje iniciamos a oferta do anticorpo monoclonal que protege contra a bronquiolite e é aplicado em dose única. O ideal é que esse anticorpo seja administrado ainda na maternidade, antes da alta médica, mas ele também pode ser encontrado em um dos 15 polos de administração existentes no estado”, afirmou a chefe do Departamento de Atenção às Doenças Imunopreveníveis da SES, Halice Figueiredo.

Na Grande Ilha, o nirsevimabe está disponível na MACMA, no Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Matos, no Hospital Universitário Materno-Infantil (HU-UFMA) e na Maternidade de Paço do Lumiar.

No interior do estado, o imunizante pode ser encontrado na Maternidade de Alto Risco de Imperatriz (MARI), no Hospital Municipal Carmosina Coutinho (Caxias), no Hospital Macrorregional Mamede Trovão (Coroatá), no Hospital Regional de Barreirinhas, no Hospital Regional Adélia Matos (Itapecuru), no Hospital Regional Alarico Pacheco (Timon), no Hospital Regional de Santa Luzia do Paruá, no Hospital Regional Tomás Martins (Santa Inês), no Hospital Regional de Balsas e na Maternidade Estadual Humberto Coutinho (Colinas).

Dados

Em 2025, o Maranhão registrou 508 casos de infecção do trato respiratório inferior causados pelo VSR, dado que reforça a importância da incorporação do nirsevimabe ao SUS.

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